Renan Santos defende adiar segundo turno após decisão de Zanin no STF
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O ex-candidato Renan Santos, do partido Missão, criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que mandou retomar a votação do segundo turno em locais afetados por problemas de transporte, e defendeu adiar a eleição.
Para a cobertura de esquerda, a fala de Renan Santos é uma posição política sem prova de risco real, enquanto a retomada da votação garante o direito de voto de eleitores prejudicados pela falta de transporte público.
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3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Esquerda e centro relatam as mesmas falas de Renan Santos: decisão de Zanin extemporânea, pedido de adiar o segundo turno por duas semanas e risco de conflito.
O ex-candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de retomar a votação em locais afetados por falhas de transporte, e defendeu adiar o segundo turno por duas semanas. A story compara a cobertura de centro e de esquerda.
O ex-candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, criticou neste domingo, 25 de outubro de 2026, a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a retomada da votação do segundo turno em locais afetados por problemas no transporte de eleitores. Em manifestação nas redes sociais, ele disse que o resultado das eleições está sendo maculado e defendeu adiar a disputa por duas semanas.
A cobertura de centro relatou que Renan classificou a medida como extremamente grave. Segundo ele, uma alteração do resultado poderia provocar conflitos, inclusive armados, e o momento seria o mais grave desde o 8 de janeiro. Ele afirmou que a decisão foi extemporânea, tomada quando mesários já haviam deixado locais de votação e seções estavam sendo fechadas, e que um tribunal regional não estaria aceitando a determinação. Também atribuiu a crise a prefeitos que chamou de antipetistas em cidades da Bahia, como Salvador, Ilhéus e Vitória da Conquista, que não teriam colocado transporte nas ruas.
O contexto da apuração aparece nessa mesma cobertura. O Tribunal Superior Eleitoral havia contabilizado votos de 1.225 seções, 0,25% do total, antes de suspender a apuração, e a prorrogação da votação até as 19h deixou dúvidas sobre o procedimento nas urnas já encerradas. A cobertura de centro também registrou que, pela manhã, Renan havia dito que não votaria no segundo turno, que passaria o dia com a família em Vinhedo, no interior de São Paulo, e que não apoiava nem Lula, do PT, nem Flávio Bolsonaro, do PL, embora tenha feito mais críticas ao candidato do PL. Ele terminou o primeiro turno em quarto lugar, com 2,24% dos votos válidos.
Veículos de esquerda destacaram as ressalvas ao discurso do ex-candidato. Apontaram que as declarações são uma posição política, que não há elementos divulgados que comprovem mobilização para confrontos armados ou alteração do resultado, e que o adiamento não corresponde a uma decisão da Justiça Eleitoral. Esses veículos deram peso à origem do problema: em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após denúncias de retenção de ônibus, e mandou restabelecer a circulação com frequência de dia útil e gratuidade, sob multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento. Para eles, o episódio mostra o conflito entre garantir o voto de quem foi prejudicado e executar ordens judiciais com a votação já em encerramento.
No conjunto analisado não há cobertura de veículos de direita. O que se pode dizer, com base apenas nos fatos já relatados, é que esse lado tende a enfatizar a dúvida sobre o procedimento nas urnas encerradas e o momento tardio da decisão, pontos que o próprio ex-candidato levantou, sem que isso seja uma posição verificada desses veículos.
O que ainda não se sabe: qual tribunal regional teria resistido à ordem de Zanin, já que Renan não o identificou; se a retomada da votação alterou o resultado presidencial; como será tratada a contagem das seções que já tinham encerrado; e se as autoridades eleitorais consideram qualquer adiamento, o que, até as declarações, não havia sido informado. As prefeituras citadas também não tiveram suas respostas registradas nas matérias.

Ex-candidato passará o dia em Vinhedo (SP); não declarou apoio formal a Lula ou a Flávio, apesar de críticas ao senador. Leia no Poder360.

Ex-candidato à Presidência critica decisão de Cristiano Zanin sobre retomada da votação e alerta para risco de conflitos nas ruas
