Flávio Bolsonaro é acusado por ex-sócio de lobby no STF e Rolex de R$ 305 mil
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Diário do Centro do MundoO silêncio de Flávio Bolsonaro sobre orgias com “namoradinha” e acusações do ex-sócioFlávio Bolsonaro não respondeu a acusações divulgadas por ex-sócio, que envolvem relatos pessoais, um Rolex e suposta articulação no STF.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Revista FórumFlávio Bolsonaro se cala após acusações de orgias com prostitutas, Rolex de R$ 305 mil e suposto lobby no STFO senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece em silêncio após a publicação de uma reportagem do PlatôBR que traz uma série de revelações de seu ex-sócio(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
- TVT NewsEx-sócio de Flávio Bolsonaro relata despesas, Rolex e lobby no STFFlávio Bolsonaro é citado em reportagem que reúne documentos sobre despesas, presentes de luxo e alegações de atuação junto ao STF(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilRolex, prostituta e lobby: Ex-sócio faz revelações sobre Flávio Bolsonaro (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- Flávio Bolsonaro disputa a Presidência pelo PL e as acusações surgem às vésperas do primeiro turno.
- A suposta intermediação envolve o gabinete de um ministro do Supremo Tribunal Federal.
- O ex-sócio cobrava R$ 1,4 milhão do senador quando passou a usar o material.
Onde os lados concordam
A cobertura de esquerda e de centro converge nos fatos: arquivos do ex-sócio Alexandre Santini citam um Rolex de R$ 305 mil pago pelo advogado Alan Belaciano, despesas bancadas por aliados e uma suposta conversa de Flávio Bolsonaro com o ministro Kassio Nunes Marques sobre processo de um cliente.
O que ainda está incerto
- O que foi acertado na reunião entre Flávio e Santini que encerrou a disputa.
- Se algum órgão de investigação vai apurar a suposta intermediação no Supremo.
- A versão do senador e do advogado Alan Belaciano sobre o Rolex.
Arquivos do empresário Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro, citam festas, um Rolex de R$ 305 mil pago pelo advogado Alan Belaciano e uma suposta conversa do senador com o ministro Kassio Nunes Marques. Flávio, candidato do PL, não respondeu.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, candidato à Presidência da República, é alvo de uma série de acusações feitas a partir de arquivos guardados por seu ex-sócio e antigo amigo, o empresário Alexandre Ferreira Dias Santini. Uma reportagem investigativa publicada na terça-feira, dia 29, reuniu mensagens, áudios, fotos e notas fiscais que tratam de festas com garotas de programa, despesas pessoais pagas por aliados, um relógio Rolex de R$ 305 mil e uma suposta intermediação junto ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.
Questionado por jornalistas durante uma agenda em São Paulo no mesmo dia, Flávio ignorou o assunto. Até a publicação das matérias, ele também não havia se manifestado nas redes sociais.
Os pontos centrais aparecem em toda a cobertura. Santini e Flávio foram sócios na Bolsotini Chocolates e Café, uma franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, citada nas investigações das chamadas rachadinhas. A sociedade terminou em conflito, e em 2023 o ex-sócio enviou uma notificação extrajudicial cobrando R$ 1,4 milhão. Segundo o material, o advogado Alan Belaciano comprou em fevereiro de 2022 um Rolex Submariner Date de ouro branco, com nota fiscal em seu nome, mas mensagens associam o relógio ao senador. Belaciano também teria pago mais de R$ 90 mil em equipamentos de academia para a casa de Flávio em Brasília, episódio que o senador já havia explicado como empréstimo pessoal.
O trecho de maior peso institucional envolve o Supremo. No fim de 2023, Santini escreveu ao senador dizendo saber que ele havia tratado diretamente com Kassio Nunes Marques sobre o processo de um cliente. Na mesma tarde, Flávio marcou uma reunião com o ex-sócio, que depois avisou que a disputa estava encerrada. O gabinete do ministro disse que é comum receber parlamentares de todos os partidos, sem responder sobre o episódio.
A cobertura de centro manteve as alegações atribuídas à reportagem original, lembrou que Flávio sempre negou irregularidades e registrou a resposta do gabinete do ministro. Veículos de esquerda destacaram o silêncio do candidato às vésperas do primeiro turno, a mensagem em que ele admite ter feito escolhas erradas e o retrato de uma rede de amigos e advogados que circulava por ministérios e órgãos reguladores durante o governo de Jair Bolsonaro. Um desses veículos ressalvou que as mensagens sobre as festas não comprovam, por si só, a participação do senador. Veículos de direita não haviam repercutido o caso até o momento.
Ainda não se sabe o que foi acertado na reunião entre Flávio e Santini, nem se algum órgão de investigação vai apurar a suposta intermediação no Supremo. O senador, o advogado Alan Belaciano e o próprio ministro não responderam especificamente às acusações.
Fontes

Flávio Bolsonaro não respondeu a acusações divulgadas por ex-sócio, que envolvem relatos pessoais, um Rolex e suposta articulação no STF.


O senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece em silêncio após a publicação de uma reportagem do PlatôBR que traz uma série de revelações de seu ex-sócio

Flávio Bolsonaro é citado em reportagem que reúne documentos sobre despesas, presentes de luxo e alegações de atuação junto ao STF