Flávio Bolsonaro é acusado por ex-sócio de lobby no STF e Rolex de R$ 305 mil
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Veículos de esquerda destacaram o silêncio de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, diante de acusações do ex-sócio Alexandre Santini sobre festas com garotas de programa, um Rolex de R$ 305 mil pago por aliado e um suposto lobby junto ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal. A cobertura enquadra o caso como retrato de uma rede de influência e favores em torno do filho do então presidente Jair Bolsonaro, com amigos bancando despesas pessoais e circulando por órgãos públicos.
Uma reportagem investigativa publicada na terça-feira reuniu mensagens, áudios, fotos e notas fiscais guardados por Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
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5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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A cobertura de esquerda e de centro converge nos fatos: arquivos do ex-sócio Alexandre Santini citam um Rolex de R$ 305 mil pago pelo advogado Alan Belaciano, despesas bancadas por aliados e uma suposta conversa de Flávio Bolsonaro com o ministro Kassio Nunes Marques sobre processo de um cliente.
Arquivos do empresário Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro, citam festas, um Rolex de R$ 305 mil pago pelo advogado Alan Belaciano e uma suposta conversa do senador com o ministro Kassio Nunes Marques. Flávio, candidato do PL, não respondeu.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, candidato à Presidência da República, é alvo de uma série de acusações feitas a partir de arquivos guardados por seu ex-sócio e antigo amigo, o empresário Alexandre Ferreira Dias Santini. Uma reportagem investigativa publicada na terça-feira, dia 29, reuniu mensagens, áudios, fotos e notas fiscais que tratam de festas com garotas de programa, despesas pessoais pagas por aliados, um relógio Rolex de R$ 305 mil e uma suposta intermediação junto ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.
Questionado por jornalistas durante uma agenda em São Paulo no mesmo dia, Flávio ignorou o assunto. Até a publicação das matérias, ele também não havia se manifestado nas redes sociais.
Os pontos centrais aparecem em toda a cobertura. Santini e Flávio foram sócios na Bolsotini Chocolates e Café, uma franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, citada nas investigações das chamadas rachadinhas. A sociedade terminou em conflito, e em 2023 o ex-sócio enviou uma notificação extrajudicial cobrando R$ 1,4 milhão. Segundo o material, o advogado Alan Belaciano comprou em fevereiro de 2022 um Rolex Submariner Date de ouro branco, com nota fiscal em seu nome, mas mensagens associam o relógio ao senador. Belaciano também teria pago mais de R$ 90 mil em equipamentos de academia para a casa de Flávio em Brasília, episódio que o senador já havia explicado como empréstimo pessoal.
O trecho de maior peso institucional envolve o Supremo. No fim de 2023, Santini escreveu ao senador dizendo saber que ele havia tratado diretamente com Kassio Nunes Marques sobre o processo de um cliente. Na mesma tarde, Flávio marcou uma reunião com o ex-sócio, que depois avisou que a disputa estava encerrada. O gabinete do ministro disse que é comum receber parlamentares de todos os partidos, sem responder sobre o episódio.
A cobertura de centro manteve as alegações atribuídas à reportagem original, lembrou que Flávio sempre negou irregularidades e registrou a resposta do gabinete do ministro. Veículos de esquerda destacaram o silêncio do candidato às vésperas do primeiro turno, a mensagem em que ele admite ter feito escolhas erradas e o retrato de uma rede de amigos e advogados que circulava por ministérios e órgãos reguladores durante o governo de Jair Bolsonaro. Um desses veículos ressalvou que as mensagens sobre as festas não comprovam, por si só, a participação do senador. Veículos de direita não haviam repercutido o caso até o momento.
Ainda não se sabe o que foi acertado na reunião entre Flávio e Santini, nem se algum órgão de investigação vai apurar a suposta intermediação no Supremo. O senador, o advogado Alan Belaciano e o próprio ministro não responderam especificamente às acusações.
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Flávio Bolsonaro não respondeu a acusações divulgadas por ex-sócio, que envolvem relatos pessoais, um Rolex e suposta articulação no STF.


O senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece em silêncio após a publicação de uma reportagem do PlatôBR que traz uma série de revelações de seu ex-sócio

Flávio Bolsonaro é citado em reportagem que reúne documentos sobre despesas, presentes de luxo e alegações de atuação junto ao STF
