Alemanha e França condenam Itamar Ben-Gvir após defesa de execuções em Gaza
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Como decidimos →O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou em um podcast que o país deveria realizar assassinatos seletivos na Faixa de Gaza todas as noites, matando “30 ou 40” pessoas. Em 19 de agosto de 2026, França e Alemanha condenaram publicamente a declaração. O chanceler alemão Friedrich Merz reagiu “nos termos mais fortes possíveis”, e o governo alemão classificou as falas como apelos que violam o direito internacional. O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, chamou as palavras de insuportáveis e desumanas e lembrou que Ben-Gvir está proibido de entrar na França desde 23 de maio de 2026. Países europeus chegaram a pedir sanções no âmbito da União Europeia, mas não obtiveram a unanimidade exigida pelo bloco.
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Toda a cobertura registra que Itamar Ben-Gvir defendeu matar de 30 a 40 palestinos por noite em Gaza, que França e Alemanha condenaram formalmente a declaração e que sanções da União Europeia contra o ministro esbarraram na exigência de unanimidade do bloco.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, disse em um podcast que o país deveria executar de 30 a 40 palestinos por noite na Faixa de Gaza. França e Alemanha responderam com condenação formal, e Paris lembrou que o ministro está proibido de entrar em território francês desde maio de 2026.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou em um podcast que o país deveria realizar assassinatos seletivos de palestinos na Faixa de Gaza todas as noites e quantificou o que defendia: matar “30 ou 40”. A conversa, gravada com um ex-refém mantido em Gaza, ganhou ampla repercussão no mundo árabe. Na declaração, o ministro disse que os alvos não seriam apenas quem representa perigo imediato, acrescentou que “essas são pessoas que não deveriam estar vivas” e concluiu afirmando que já lhes fazia um elogio ao chamá-los de seres humanos.
Em 19 de agosto de 2026, França e Alemanha condenaram publicamente as palavras do integrante do gabinete de Benjamin Netanyahu. Em Paris, o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, classificou as declarações como insuportáveis e desumanas e as usou para justificar medidas já em vigor: desde 23 de maio de 2026, Ben-Gvir está proibido de entrar em território francês, restrição anunciada após a divulgação de um vídeo que mostrava ativistas da chamada Flotilha de Gaza ajoelhados e com as mãos amarradas. O mesmo veto atinge o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, que, segundo o governo francês, defende a anexação da Cisjordânia e a recolonização da Faixa de Gaza. Barrot afirmou ainda que novas restrições a colonos israelenses envolvidos em ataques recentes na Cisjordânia continuam sobre a mesa.
Em Berlim, o chanceler Friedrich Merz condenou as falas nos termos mais fortes possíveis. Por meio do porta-voz Sebastian Hille, o governo alemão descreveu a declaração como apelo desumano que viola o direito internacional e a classificou como inaceitável. A Alemanha também cobrou o fim de medidas de anexação na Cisjordânia ocupada, incluindo novos projetos de construção em assentamentos, sob o argumento de que essas iniciativas contrariam a solução de dois Estados. Segundo o porta-voz, Merz já tratou do assunto diretamente com Netanyahu, em reuniões privadas e em declarações públicas.
A cobertura de centro concentrou-se nessa sequência diplomática, com falas atribuídas e datadas de cada governo, sem adjetivação própria e sem conclusão sobre o efeito prático das condenações. Já a cobertura de esquerda deu peso ao limite da reação europeia: vários países pediram sanções em nível da União Europeia contra o ministro, mas não alcançaram a unanimidade exigida pelo bloco, de modo que o repúdio verbal avançou mais do que qualquer punição coletiva. Esse recorte também colocou a Organização das Nações Unidas ao lado de Alemanha e França entre as vozes que condenaram a declaração, e enfatizou o rótulo de extrema direita atribuído ao ministro. No conjunto de textos reunidos sobre o episódio não há cobertura de veículos de direita, e por isso nenhuma linha de defesa do ministro, de crítica à reação europeia ou de argumento de segurança nacional é atribuída aqui a esse lado.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há registro, nas fontes disponíveis, de resposta do governo israelense, do gabinete de Netanyahu ou da assessoria do próprio Ben-Gvir às condenações, nem de qualquer medida disciplinar interna. Também não está esclarecido quais países bloquearam a unanimidade necessária para sanções da União Europeia, se o pedido voltará à mesa do bloco, e se a Alemanha pretende adotar restrições individuais como as francesas. Por fim, não se detalha o prazo nem o alcance das novas sanções a colonos que Paris diz manter em avaliação.
A França e a Alemanha condenaram nesta quarta-feira (19) as declarações do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que defendeu a realização de assassinatos em Gaza e afirmou que Israel…
