Brasil homologa acordos de livre comércio com EFTA e Singapura
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

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A cobertura de esquerda tratou a ratificação dos acordos com EFTA e Singapura como resultado da estratégia de diversificação comercial do governo, que reduz a dependência de poucos parceiros e amplia mercado para o agronegócio e a indústria nacional, em contraste com a proposta da oposição de subordinar a política comercial ao alinhamento bilateral com os Estados Unidos.
O Brasil concluiu a ratificação dos acordos de livre comércio do Mercosul com a EFTA e com Singapura, ampliando o acesso de exportadores brasileiros a mercados da Europa e da Ásia. Em paralelo, o senador Flávio Bolsonaro propôs um acordo de livre comércio direto com os Estados Unidos e criticou a ausência do governo Lula em audiência sobre tarifas americanas.
Veículos de direita destacaram a validação do acordo com Singapura como ganho de competitividade, mas concentraram atenção na proposta do senador Flávio Bolsonaro de um acordo direto com os Estados Unidos, apontando a ausência do governo Lula na audiência do USTR como falha de liderança diante do risco de um novo tarifaço americano.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: viés de direita.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
As coberturas convergem sobre os fatos centrais: os instrumentos de ratificação dos acordos com EFTA e Singapura foram depositados em 30 de junho, o acordo com Singapura entra em vigor em 1º de agosto com tarifa zero, e a soma dos tratados eleva de 12% para 31,2% a fatia do comércio exterior brasileiro coberta por preferências tarifárias.
O Brasil concluiu, em 30 de junho, a etapa final de ratificação dos acordos de livre comércio do Mercosul com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e com Singapura. Os instrumentos foram depositados junto ao governo do Paraguai, que presidiu o bloco no primeiro semestre, encerrando o processo brasileiro nos dois tratados. Os acordos, aprovados e promulgados pelo Congresso Nacional em junho, ampliam o acesso de exportadores brasileiros a mercados estratégicos na Europa e na Ásia.
O acordo com Singapura, primeiro do Mercosul com um país do Sudeste Asiático, entra em vigor no dia 1º de agosto e garante tarifa zero para 100% das exportações brasileiras ao país asiático. Já com a EFTA, que reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, cerca de 99% do valor exportado pelo Brasil passa a ter acesso preferencial, embora a entrada em vigor plena ainda dependa da ratificação dos quatro países europeus, dos quais apenas a Islândia concluiu o processo até agora. Segundo o governo, somando os dois tratados ao acordo Mercosul-União Europeia, a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por preferências tarifárias sobe de 12% para 31,2%. Em paralelo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços abriu consulta pública sobre um eventual acordo com o Japão, com prazo para contribuições até 15 de agosto.
A cobertura de centro, feita por Agência Brasil, CNN Brasil e Record News, tratou o anúncio de forma factual, detalhando volumes de comércio, prazos de vigência e os setores beneficiados, como carnes, milho, mel e óleos vegetais. Veículos de esquerda, caso da CartaCapital, replicaram o mesmo conteúdo oficial sem acrescentar crítica, descrevendo os acordos como parte da estratégia do governo de diversificar parcerias comerciais e reduzir a dependência de poucos mercados. Já a cobertura mais alinhada à direita, do Poder360, deslocou o foco para um episódio paralelo: a proposta do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro de negociar um acordo de livre comércio direto entre Brasil, Estados Unidos, México e Canadá, nos moldes do Nafta. Em transmissão ao vivo, um dia após participar de audiência pública do USTR em Washington sobre as tarifas americanas, o senador criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não enviar representantes ao debate, citando o acordo entre Argentina e Estados Unidos, negociado pelo governo de Javier Milei, como modelo a seguir.
O contraste entre as duas frentes resume a divergência real do momento: enquanto o governo aposta na diversificação multilateral via Mercosul, com Europa, Ásia e possivelmente o Japão, a oposição defende priorizar um acordo bilateral com os Estados Unidos como resposta ao tarifaço americano. Ainda não está claro quando os quatro países da EFTA concluirão suas próprias ratificações, nem se a proposta de Flávio Bolsonaro terá desdobramento formal nas negociações entre Brasília e Washington.
Senador defende acordo com EUA, México e Canadá e criticou Lula por não enviar representantes à audiência do USTR. Leia no Poder360.

É o primeiro tratado firmado pelo bloco sul-americano com um país do Sudeste Asiático

Pactos ampliam acesso a mercados e fortalecem comércio exterior

Pactos ampliam o acesso das exportações nacionais a mercados estratégicos na Europa e na Ásia e consolidam a política de diversificação das parcerias comerciais do país.
Tratados ampliam participação comercial do agro brasileiro na Ásia e na Europa com isenção de tarifas
