Milton Leite tem prisão temporária decretada em investigação do PCC em São Paulo
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A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de 30 dias do ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite, do União Brasil, na Operação Vectura Corrupta, deflagrada em 17 de setembro pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo contra a infiltração do PCC no transporte coletivo e no poder público. Leite não foi encontrado, negou as acusações e disse que se apresentaria em até 24 horas.
A operação reforça o combate ao crime organizado que se infiltra em contratos públicos e cobra responsabilidade de figuras influentes da política paulistana. Ao mesmo tempo, o mandado contra Milton Leite se baseia sobretudo em menções de terceiros, e o ex-vereador nega tudo e promete se apresentar, o que exige respeito ao devido processo.
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O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, do União Brasil, teve a prisão temporária decretada na Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC em 12 empresas de ônibus da capital e no financiamento de campanhas. Ele nega as acusações e disse que se apresentaria em até 24 horas.
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, do União Brasil, teve a prisão temporária de 30 dias decretada na Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira, 17 de setembro, pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital, o PCC, no poder público e no sistema de transporte coletivo da capital paulista. Leite não foi encontrado em casa e chegou a ser considerado foragido. Em nota e em entrevistas, ele afirmou que estava em viagem, negou qualquer ligação com a facção e disse que se apresentaria às autoridades em até 24 horas.
A operação buscou cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão na capital e em Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Segundo parte da cobertura, dez pessoas foram presas. Entre elas estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da São Paulo Transporte, a SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual que já havia disputado a prefeitura de Praia Grande. Os investigadores dizem ter identificado 12 empresas de ônibus em operação na capital que seriam controladas direta ou indiretamente pela facção, entre elas a Transwolff, alvo da Operação Fim da Linha em 2024.
A decisão que autorizou as prisões, assinada pelo desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, afirma que Leite é citado diversas vezes como responsável direto pela operação de empresas controladas pelo PCC. O texto menciona ainda declarações de policiais militares, prestadas no Tribunal de Justiça Militar, segundo as quais ele seria o dono de fato da Transwolff. A empresa nega. A investigação é um desdobramento da Operação Decúrio, de agosto de 2024, e também mira advogados suspeitos de atuar para a facção, no núcleo chamado de Sintonia dos Gravatas, além do financiamento de campanhas nas eleições municipais de 2024.
A maior parte do material sobre o caso veio de veículos de centro, que convergem no relato dos fatos. A cobertura de centro deu espaço às defesas. Leite disse que os encontros com o ex-presidente da SPTrans ocorreram quando assumiu interinamente a prefeitura, por designação do então prefeito Bruno Covas. A defesa de Oliveira afirmou não ter tido acesso aos autos. Parte da cobertura de centro foi além e observou que o mandado contra Leite se apoiou sobretudo em duas menções feitas por terceiros, uma conversa de julho de 2024 e um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar, sem pagamentos ou vínculos societários nas representações. Outro relato lembrou que a denúncia do Ministério Público contra policiais da escolta da Transwolff, em agosto, não apontou participação dele.
Veículos de direita registraram a operação em nota curta, centrada no número de mandados e no peso de Leite dentro do União Brasil, sem enquadramento próprio. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu o caso.
O prefeito Ricardo Nunes, do MDB, afirmou que não há risco de interrupção do transporte, lembrou a intervenção na Transwolff em 2024 e criou um grupo de trabalho para avaliar uma intervenção na A2 Transportes, também citada na investigação. A Câmara Municipal disse acompanhar os desdobramentos.
Ainda não se sabe se Leite se apresentou dentro do prazo prometido, nem se há provas contra ele além das menções de terceiros, já que o caso corre em segredo de Justiça. Também não está claro quantos dos 16 alvos foram efetivamente presos, nem qual será o destino das 12 empresas apontadas pelos investigadores.
São cumpridos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão durante a ação; ex-vereador está entre alvos de mandados de prisão

Ex-vereador nega que esteja foragido, diz que está viajando e que vai se apresentar às autoridades em até 24 horas.

Entre os alvos estão advogados, um ex-servidor público e o candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL)

Agentes cumprem 16 mandados de prisão e outros 18 de busca e apreensão na ação, batizada de Vectura Corrupta

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) é um dos alvos de uma operação contra a atuação do PCC dentro de empresas de ônibus de São Paulo na manhã de hoje.


Ex-vereador ficou 27 anos no Legislativo paulistano, presidiu a Câmara quatro vezes e cumpriu o último mandato em 2024, mas continuou atuando na política partidária.

Filiado ao União, ele é considerado uma da figuras mais influentes da política paulistana; Justiça autorizou prisão

A ação cumpre 16 mandados de prisão e outros 18 de busca e apreensão
