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Os erros grotescos da proposta dos EUA ao Brasil sobre terras raras

1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•02/07/2026•atualizado em 12/08/2026•EUA
Os erros grotescos da proposta dos EUA ao Brasil sobre terras raras
Imagem: Diário do Centro do Mundo

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (50%)

Veículos com viés à esquerda

  • Diário do Centro do MundoOs erros grotescos da proposta dos EUA ao Brasil sobre terras rarasProposta dos EUA sobre terras raras chamou Brasil de “país X” e “Equador” em trechos enviados pelo Departamento de Estado.(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • CNN BrasilEUA tratam Brasil como “país X” e “Equador” em proposta para terras rarasDocumento enviado pelo Departamento de Estado para acordo em minerais críticos erra nome e é apontado por governo brasileiro como falta de vontade em buscar parceria de interesse mútuo(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Direita0 (0%)

Veículos com viés à direita

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

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Briefing

O que importa para você

  • O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas só uma mineradora em produção.
  • A Serra Verde (Minaçu, GO) foi vendida por US$ 2,8 bi, com contrato de fornecimento de 15 anos ao mercado americano.
  • Pende sobre o Brasil a ameaça de tarifas de 25% sobre seus produtos.

Onde os lados divergem

  • Esquerda vê o episódio como desrespeito à soberania e alerta contra a venda da Serra Verde ao capital estrangeiro.
  • Uma leitura de direita/mercado enfatizaria que o problema real é o Brasil não converter suas reservas em produção, e que o investimento privado americano supriu essa lacuna.

Onde os lados concordam

Esquerda e centro concordam que o documento americano continha erros graves de redação, tratando o Brasil como 'país X' e 'Equador', e que a negociação não registrou avanços significativos até agora, ocorrendo sob ameaça de tarifas de 25%.

O que ainda está incerto

  • A embaixada dos EUA não respondeu sobre os erros na proposta.
  • Não se sabe se haverá novo memorando adaptado ao Brasil nem o futuro das conversas sobre preços mínimos.

Os Estados Unidos enviaram ao Brasil, em janeiro, uma proposta oficial de memorando de entendimentos sobre cooperação em minerais críticos e terras raras que continha erros grosseiros de redação. No documento, encaminhado a Brasília pelo Departamento de Estado, o Brasil chegou a ser tratado como 'country X', com rasuras e a palavra 'Brazil' escrita em seguida, e, em um trecho específico, foi trocado pelo Equador. A CNN Brasil teve acesso parcial ao texto e revelou a falha, que até então não era conhecida.

A cobertura de centro relatou que a proposta chegou dias antes de uma reunião realizada em Washington, em 4 de fevereiro, com representantes de 54 países, para tratar da cadeia produtiva da mineração e do fornecimento de matérias-primas a empresas americanas. Nesse encontro, os Estados Unidos assinaram memorandos de entendimentos com 11 países, entre eles Argentina, Paraguai e Equador. Segundo os relatos, negociadores brasileiros interpretaram os erros como evidência de que Washington aplicou um modelo padronizado, de 'corta e cola', sem adaptar o texto às características de cada país. O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do planeta, atrás apenas da China.

Um ponto que gerou resistência em Brasília foi a previsão de que o acordo teria natureza não vinculante ('non-binding'). Na prática, o memorando não teria validade jurídica nem precisaria ser incorporado às leis nacionais ou a normas internacionais, mas poderia servir como instrumento de pressão política em caso de divergência. Em uma trilha paralela, o Itamaraty iniciou conversas mais técnicas com o USTR, o escritório do representante comercial da Casa Branca, discutindo temas como a definição de preços mínimos no fornecimento de terras raras.

Essas conversas perderam força depois que a americana USA Rare Earth comprou a mineradora Serra Verde, em operação anunciada em abril e fechada por US$ 2,8 bilhões. A Serra Verde, localizada em Minaçu, em Goiás, é a única empresa brasileira já em produção de terras raras e firmou um contrato de fornecimento de 15 anos para o mercado americano. Funcionários brasileiros avaliam que a compra reduziu o interesse do USTR em avançar com um acordo mais amplo. Toda a negociação ocorre enquanto o governo de Donald Trump ameaça impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Veículos de esquerda destacaram o episódio como sinal de descaso e desrespeito à soberania brasileira, enfatizando que a cláusula não vinculante beneficiaria apenas os Estados Unidos e que a venda da única mineradora nacional em produção ao capital estrangeiro representa perda de controle sobre um ativo estratégico. Já uma leitura de direita, voltada ao mercado, tenderia a enfatizar que a fragilidade central não está no nome errado no papel, mas na incapacidade do Brasil de converter suas reservas em produção e investimento: enquanto o governo hesitava, a iniciativa privada americana avançou e assegurou fornecimento por 15 anos.

O que ainda não se sabe: a embaixada dos Estados Unidos em Brasília, procurada, não se manifestou sobre os erros na proposta nem sobre o rumo das negociações. Também permanece em aberto se haverá um novo memorando adaptado ao Brasil, qual será o destino das conversas sobre preços mínimos e como a compra da Serra Verde afetará, na prática, a estratégia brasileira para a cadeia global de minerais críticos.

EconomiaGeopolíticaEUA

Fontes

Espectro: Centro
EUA tratam Brasil como “país X” e “Equador” em proposta para terras raras
EUA tratam Brasil como “país X” e “Equador” em proposta para terras raras

Documento enviado pelo Departamento de Estado para acordo em minerais críticos erra nome e é apontado por governo brasileiro como falta de vontade em buscar parceria de interesse mútuo

CNN BrasilCNN Brasil
Espectro: Esquerda
Os erros grotescos da proposta dos EUA ao Brasil sobre terras raras
Os erros grotescos da proposta dos EUA ao Brasil sobre terras raras

Proposta dos EUA sobre terras raras chamou Brasil de “país X” e “Equador” em trechos enviados pelo Departamento de Estado.

Diário do Centro do MundoDiário do Centro do Mundo

Esquerda

1 fonte

A proposta americana sobre terras raras revela o descaso do governo Trump com a soberania brasileira: um documento montado no 'corta e cola' que sequer acertou o nome do país, tratando o Brasil como 'país X' e 'Equador'. Para veículos de esquerda, o episódio expõe uma relação assimétrica, em que Washington quer acesso às reservas estratégicas brasileiras sem compromisso jurídico e ainda sob a ameaça de tarifas de 25%. A compra da Serra Verde por uma empresa americana aprofunda a preocupação com a entrega de um ativo estratégico nacional ao capital estrangeiro.

Centro

1 fonte

Os Estados Unidos enviaram ao Brasil, em janeiro, uma proposta oficial de memorando de entendimentos sobre cooperação em minerais críticos e terras raras que, por aparente falha de redação, tratava o Brasil como 'país X' e, em um trecho, como 'Equador'.

Direita

0 fontes

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

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