Lula perde participação nos votos válidos em 25 estados no 1º turno de 2026
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu participação nos votos válidos em 25 das 27 unidades da Federação no primeiro turno de 2026, na comparação com 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Só Amapá e Distrito Federal registraram alta. Lula terminou em segundo lugar, com 45,16%, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 47,03%, e os dois disputam o segundo turno.
O presidente Lula chega ao segundo turno com desempenho menor em quase todo o país, mas mantém a liderança folgada no Nordeste, onde seu eleitorado segue concentrado. A disputa contra Flávio Bolsonaro está aberta: a diferença no primeiro turno foi inferior a dois pontos, e a votação do petista continua acima de 60% em vários estados nordestinos.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Todas as coberturas registram que Lula perdeu participação nos votos válidos em 25 das 27 unidades da Federação, com alta só no Amapá e no Distrito Federal, e que a maior queda foi em Goiás, de cerca de 8,5 pontos.
O presidente Lula teve desempenho pior que em 2022 em 25 das 27 unidades da Federação no primeiro turno de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Ele só avançou no Amapá e no Distrito Federal, perdeu 3,4 milhões de votos e terminou atrás de Flávio Bolsonaro, com quem disputa o segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, perdeu participação nos votos válidos em 25 das 27 unidades da Federação no 1º turno de 2026, na comparação com o primeiro turno de 2022. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, com a apuração praticamente concluída. As únicas exceções foram o Amapá, com alta de 0,04 ponto percentual, e o Distrito Federal, onde o petista avançou 1,26 ponto.
Lula terminou o primeiro turno em segundo lugar. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, ficou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente. Os dois voltam a se enfrentar no segundo turno. Em 2022, Lula havia saído na frente com 48,43%, contra 43,20% de Jair Bolsonaro.
Os levantamentos convergem nos números. A maior queda ocorreu em Goiás, onde Lula passou de 39,51% para 31,06% dos votos válidos, uma perda de 8,46 pontos. Também houve recuos expressivos em Tocantins, com quase 7 pontos, no Rio Grande do Sul, com 6,56, em Mato Grosso, com 5,21, e em Minas Gerais, com 5,04. No Nordeste, reduto histórico do PT, Lula perdeu participação em todos os estados. As maiores perdas foram no Maranhão, na Bahia e no Piauí, embora ele tenha liderado com folga em toda a região.
Em números absolutos, o presidente recebeu 53,9 milhões de votos, contra 57,3 milhões quatro anos antes, uma perda de 3,4 milhões de eleitores. Flávio Bolsonaro somou 56,1 milhões. Um levantamento por município mostrou que Lula perdeu para Flávio em 714 cidades onde havia vencido em 2022. Outros 2.665 municípios mantiveram a maioria com o petista. Minas Gerais e Tocantins, vencidos pelo PT em 2022, deram maioria ao PL neste ano.
A cobertura de centro concentrou-se nos dados. Parte dela apresentou a comparação estado a estado, com a ressalva de que parte dos resultados de 2026 ainda era parcial. Outra parte destacou o peso de Minas Gerais, estado que acompanha o vencedor da eleição presidencial desde 1989, e afirmou que o presidente corre risco de perder a reeleição. Um levantamento trouxe a análise do cientista político Antonio Lavareda, para quem Lula perdeu votos no eleitorado masculino e entre jovens de 16 a 24 anos, com parte da diferença migrando para Flávio e parte para abstenção, voto branco e nulo.
O veículo de esquerda que tratou do tema manteve tom factual. Destacou que a queda alcançou até o Nordeste e lembrou que o ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, ficou em terceiro em Goiás, com 12,33% dos votos. Veículos de direita não publicaram, até o momento, cobertura própria desse recorte comparativo. Por isso, não há registro de enquadramento desse campo sobre os números.
Ainda não se sabe como os eleitores que deixaram de votar em Lula vão se comportar no segundo turno. Também não está claro quanto da queda se deve à migração para Flávio Bolsonaro e quanto à abstenção. Pequenas diferenças entre os percentuais divulgados refletem a apuração ainda parcial em alguns estados.
No Sudeste, que concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro, as maiores perdas foram em Minas Gerais e São Paulo.

O petista registrou avanços apenas no Distrito Federal e no Amapá

Após quatro anos de governo, presidente petista corre sério risco de perder a reeleição

Flávio e Lula vão disputar segundo turno da eleição presidencial de 2026 UOL Notícias
No Sudeste, que concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro, as maiores perdas foram em Minas Gerais e São Paulo.

Dentre os estados, Minas Gerais e Tocantins, conquistados pelo PT na última eleição, deram maioria dos votos ao PL neste pleito
