Pablo Marçal entra na campanha de Flávio Bolsonaro a cinco dias do primeiro turno
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Para a cobertura de direita, Flávio Bolsonaro amplia sua coalizão na semana decisiva ao atrair Pablo Marçal, nome com apelo entre empreendedores e jovens, e reforça a agenda de prosperidade e autonomia das famílias frente ao Estado. Marçal pediu voto no número 22 e afirmou que é hora de "aposentar o Lula", enquanto Flávio diz conversar com todos que queiram "vestir a camisa do Brasil".
O empresário e influenciador Pablo Marçal declarou na terça-feira apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (Partido Liberal) à Presidência e anunciou que passa a integrar a equipe de campanha, nas áreas de empreendedorismo e mobilidade social.
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Pablo Marçal declarou apoio a Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, e anunciou que entra na equipe de campanha para cuidar de empreendedorismo e mobilidade social. O anúncio foi feito em São Paulo, a cinco dias do primeiro turno, enquanto o PRTB, partido de Marçal, mantém candidato próprio.
O empresário e influenciador Pablo Marçal declarou na terça-feira, 29 de setembro, apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, à Presidência da República. Ele anunciou também que passa a integrar a equipe de campanha. O anúncio foi feito numa academia de jiu-jitsu na Vila Olímpia, em São Paulo, a cinco dias do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro.
Segundo Flávio, Marçal vai colaborar com propostas nas áreas de empreendedorismo e mobilidade social. O candidato afirmou que o novo aliado sempre trouxe para a política a preocupação de levar o empreendedorismo a todo o país e de incentivar uma cultura de prosperidade nas famílias, para que não precisem depender do governo. Marçal disse que integra a equipe com honra, que confia em Flávio e que outro presidenciável deve declarar voto no candidato ainda nesta semana. Flávio afirmou que conversa com todos que queiram vestir a camisa do Brasil.
Marçal não disputa mais a Presidência. O Tribunal Superior Eleitoral indeferiu o registro de sua candidatura em setembro. O PRTB, partido dele, não acompanhou a adesão e mantém candidatura própria, encabeçada por Leonardo Avalanche, que era o vice da chapa.
A cobertura de centro relatou o anúncio de forma factual e acrescentou contrapontos. Parte dela registrou que o PRTB segue com candidato próprio, apesar do gesto de Marçal. Outra parte se dedicou às falas de Flávio sobre as apostas on-line. No evento, ele chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de pai do tigrinho e disse que a medida provisória que proíbe as bets pode caducar no Congresso. A cobertura de centro lembrou que a lei que liberou as apostas foi aprovada em 2017, no governo Michel Temer, que o setor operou sem regulação no governo Jair Bolsonaro e que a regulamentação de 2023 teve votos do Partido Liberal e do PT, com placar de 292 a 114 na Câmara.
Veículos de direita enfatizaram o discurso de campanha. Destacaram as frases de Marçal, que falou em aposentar o Lula e pediu voto no número 22, e as propostas de Flávio, como a autonomia financeira das mulheres pelo empreendedorismo e bolsas para atletas, com mais acesso ao jiu-jitsu da infância à terceira idade. Essa cobertura não trouxe contraponto de adversários.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o anúncio até o momento. Assim, as críticas à adesão de um nome condenado à inelegibilidade aparecem apenas nos contrapontos da cobertura de centro.
Ainda não se sabe qual será a função formal de Marçal num eventual governo de Flávio. Também não se sabe qual presidenciável deve aderir à campanha nesta semana, nem qual será o efeito do apoio sobre o eleitorado de Marçal no primeiro turno.
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