Lula vira alvo do PL por fala sobre exame de próstata em comício em Belém
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Para a leitura de esquerda, a fala de Lula em Belém foi um alerta de saúde pública sobre prevenção do câncer, tirada de contexto pelo bolsonarismo para associá-la à pedofilia. Alexandre Padilha afirmou que a oposição transformou crianças vítimas de abuso em munição eleitoral e lembrou que Lula perdeu a mãe para um câncer de útero, levou máquinas de radioterapia aos estados e pôs a prevenção no centro do programa.
Durante comício em Belém, na segunda-feira, 28 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou a resistência dos homens ao exame de próstata com a rotina de exames das mulheres e disse que elas 'aprendem a tomar toque desde pequenas'.
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As fontes concordam que a frase foi dita por Lula em comício em Belém, em 28 de setembro, num trecho sobre a resistência dos homens ao exame de próstata e a prevenção do câncer.
Em comício em Belém, Lula disse que mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas ao defender o exame de próstata. O Partido Liberal criticou a frase como referência inadequada à infância. A campanha do presidente e Alexandre Padilha afirmam que a fala tratava de exames ginecológicos preventivos e foi tirada de contexto.
Uma frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comício em Belém, no Pará, virou disputa aberta de campanha. Na segunda-feira, 28 de setembro, ao falar da resistência masculina ao exame de próstata, Lula disse que o homem não gosta de toque e que as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. No dia seguinte, o Partido Liberal, o PL, criticou a declaração nas redes sociais como referência inadequada à infância.
O contexto da fala é o ponto em que as fontes convergem. Lula comentava a realização da primeira cirurgia robótica de próstata no Pará e na Região Norte e defendia exames preventivos. No mesmo discurso, lembrou a morte da mãe, Dona Lindu, vítima de câncer uterino. A publicação do PL afirmou que dá um nó na garganta ouvir a declaração, que criança precisa ser protegida e ter a infância preservada, e terminou com a frase criança não se toca, criança se protege. O texto do partido não mencionou o exame de próstata.
A campanha de Lula respondeu em nota que o presidente se referia obviamente a exames ginecológicos preventivos, que fazem parte da rotina de saúde da mulher desde jovem. A nota acusou o campo bolsonarista de deturpar a fala por desespero diante das pesquisas e para tirar o foco de denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro.
A cobertura de centro relatou o episódio com a transcrição da fala, a íntegra da publicação do PL e a nota da campanha, e registrou que o partido omitiu o contexto do exame. Veículos de esquerda deram destaque à defesa feita por Alexandre Padilha, que acusou o bolsonarismo de transformar crianças vítimas de abuso em instrumento de guerra eleitoral. Padilha lembrou que Lula teve câncer duas vezes, levou máquinas de radioterapia para todos os estados e pôs a prevenção do câncer no centro das propostas para o próximo mandato. Ele afirmou ainda que Bolsonaro deixou, em 2022, um corte de 45% na verba de controle da doença.
Entre as fontes reunidas, nenhum veículo de direita publicou matéria própria sobre o caso. A leitura crítica à fala chega ao leitor pela voz do PL, reproduzida pela cobertura de centro, que enfatiza a proteção da infância e a responsabilidade de quem fala em palanque.
Ainda não se sabe se o episódio terá desdobramento na Justiça Eleitoral ou em pedidos formais de retratação. O número de 45% citado por Padilha não veio acompanhado de fonte. Também não houve verificação independente das acusações contra Flávio Bolsonaro mencionadas na nota da campanha.
Alexandre Padilha critica o bolsonarismo por distorcer fala de Lula sobre prevenção do câncer e usar crianças em disputa eleitoral.

Presidente falava sobre exame de próstata quando disse que mulheres “aprendem a tomar toque desde pequenas”
