Paraná Pesquisas: Paes lidera corrida ao governo do Rio com 48,6%
2 veículos de centro · 5 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
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As pesquisas confirmam desgaste eleitoral do campo governista nos dois maiores estados medidos: na Bahia, o governador petista aparece atrás do ex-prefeito de Salvador em primeiro e segundo turnos e lidera a rejeição com 41%; no Rio, um ex-prefeito com longa gestão executiva domina todos os cenários. No Paraná, a confirmação do senador Sergio Moro pelo PL organiza a oposição em torno de um nome identificado com o combate à corrupção.
Levantamentos do instituto Paraná Pesquisas divulgados entre 31 de julho e 3 de agosto de 2026 mostram o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) com 48,6% das intenções de voto para o governo do Rio de Janeiro e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) à frente do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, por 48,9% a 38,7%. No mesmo período, as chapas ao governo do Paraná foram definidas em convenções e acordos partidários.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados reproduzem os mesmos percentuais e a mesma ficha técnica dos levantamentos, registrados no TSE sob os protocolos RJ-09303/2026 e BA-03043/2026. Não há contestação metodológica em nenhuma cobertura: as divergências estão na seleção do que destacar, não nos números.
O instituto Paraná Pesquisas divulgou, entre 31 de julho e 3 de agosto de 2026, dois levantamentos que ajudam a desenhar o quadro das disputas estaduais deste ano. No Rio de Janeiro, o ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), lidera a corrida ao governo do estado com 48,6% das intenções de voto no cenário estimulado mais amplo. Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), aparece à frente do governador Jerônimo Rodrigues (PT), por 48,9% a 38,7%. No mesmo intervalo, as chapas ao governo do Paraná foram fechadas em acordos partidários e em convenção.
No Rio, o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), tem 11,1% e está tecnicamente empatado com o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que soma 11%. Votos em branco, nulos ou em nenhum candidato chegam a 10,4%, e 6,1% não sabem ou não opinaram. Nos cenários de segundo turno, o líder alcança 60,1% contra Ruas e 61,1% contra Garotinho. Na rejeição, Garotinho aparece em primeiro, com 37,1%, seguido pelo ex-governador Wilson Witzel, com 24,2%, e pelo próprio Paes, com 20,6%. Foram 1.600 entrevistas presenciais entre 28 e 30 de julho, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais, grau de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-09303/2026. Comparado ao levantamento do início do mês, o líder perdeu 2,1 pontos.
Na Bahia, o quadro medido é mais apertado. A vantagem de ACM Neto no primeiro turno varia de 4,8 a 10,2 pontos quando se considera a margem de erro, e no segundo turno o placar é de 50,9% a 40%. O governador lidera o índice de rejeição, com 41%, contra 28,2% do adversário. Foram ouvidos 1.400 eleitores em 60 municípios, entre 31 de julho e 2 de agosto, com margem de erro de 2,7 pontos e registro sob o código BA-03043/2026. No Paraná, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) aceitou ser vice na chapa encabeçada por Sandro Alex (PSD), apoiada pelo governador Ratinho Junior, enquanto a convenção do PL oficializou o senador Sergio Moro como candidato ao governo, com Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) na disputa pelo Senado.
Há convergência entre todas as coberturas sobre os números, o período de campo, a margem de erro e o registro dos levantamentos na Justiça Eleitoral. A cobertura de centro se concentrou exatamente nisso: lista completa dos nomes testados, marcação explícita dos empates técnicos e bloco de metodologia ao fim do texto, sem análise de cenário político. Veículos de direita ampliaram o recorte. No caso fluminense, destacaram que a liderança se mantém desde abril, trouxeram a disputa pelo Senado — com Benedita da Silva (PT) em 29,8% e Marcelo Crivella (Republicanos) em 25,4% — e a aprovação de 52,7% do governador interino Ricardo Couto. No caso baiano, enfatizaram a rejeição do governador petista, embora parte dessa mesma cobertura tenha registrado que a gestão estadual é aprovada por 55,2% dos entrevistados e que dois nomes do PT lideram a corrida ao Senado local. Veículos de esquerda registraram a divulgação de forma sumária, apenas noticiando os líderes de governo e Senado no Rio, sem detalhar cenários.
A divergência mais nítida aparece na cobertura das convenções paranaenses. Veículos de direita reproduziram sem contraponto a declaração do senador confirmado ao governo de que derrotar o atual presidente seria condição para o futuro do país, e apresentaram sua liderança nas pesquisas estaduais sem citar instituto, data ou percentual. A cobertura que tratou o mesmo estado por outro ângulo priorizou o bastidor partidário: troca de legendas, disputa por vagas ao Senado e a articulação em torno do candidato escolhido pelo governador.
Ainda não se sabe qual será o efeito das convenções sobre os números, já que as duas pesquisas foram a campo antes da oficialização das chapas. Também não há, nos levantamentos citados, comparação com outros institutos que permita aferir tendência independente. Segue indefinida a sucessão no Rio de Janeiro após a saída do então governador Cláudio Castro, cuja crise institucional é mencionada sem detalhamento, assim como a segunda vaga ao Senado pela aliança formada no Paraná. Nenhuma das reportagens informa reação das campanhas aos resultados.
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Nesta matéria: falácia identificada.