PSOL aciona Justiça Eleitoral contra Ricardo Nunes por ônibus no segundo turno
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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No domingo do segundo turno presidencial, o ministro Guilherme Boulos anunciou que pediria a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e parlamentares do PSOL protocolaram o pedido por suposto descumprimento de ordem da Justiça Eleitoral que exigia 100% da frota de ônibus. A prefeitura nega e diz que a frota supera a demanda.
Na leitura mais próxima da direita, o pedido do PSOL é uma judicialização com fins políticos: não há prisão decretada e a gestão municipal diz ter cumprido a ordem dentro do prazo possível.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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No domingo do segundo turno, Guilherme Boulos anunciou e parlamentares do PSOL protocolaram pedido de prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, por suposto descumprimento de ordem da Justiça Eleitoral que exigia 100% da frota de ônibus. A prefeitura nega e diz que o prazo foi curto.
No domingo do segundo turno da eleição presidencial, 25 de outubro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, do PSOL, afirmou que pediria a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB, por causa da falta de ônibus na capital. Horas depois, a deputada federal Sâmia Bomfim, a vereadora Luana Alves e a deputada estadual Mônica Seixas, todas do PSOL, protocolaram um pedido de prisão contra o prefeito, o secretário de Transportes, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.
O ponto de partida é uma decisão da Justiça Eleitoral, tomada na véspera, que exigia a oferta de 100% da frota de ônibus no dia de votação. A decisão se apoiou na Resolução 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral, que prevê transporte coletivo com a mesma frequência dos dias úteis. A coligação do presidente Lula, Brasil Pronto Pra Mais, disse ter recebido denúncias de poucos ônibus em bairros da Zona Leste, como o Itaim Paulista.
A cobertura de centro relatou que o pedido das parlamentares cita dados do aplicativo Businfo, segundo os quais apenas 71,7% dos ônibus de linhas municipais circulavam às 13h20. As parlamentares pedem que a multa de R$ 100 mil seja elevada para R$ 500 mil por hora de descumprimento e apontam suposto crime previsto no Código Eleitoral e no Código Penal. A mesma cobertura registrou um levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, com dados da SPTrans, que estimou 31,4% menos ônibus circulando entre 11h e 14h do que nos dias úteis, com perda maior nas periferias onde Lula venceu o primeiro turno.
A Prefeitura de São Paulo e a SPTrans reconheceram a ordem e disseram que a cumpririam, mas criticaram o prazo. Segundo a gestão, a notificação chegou com menos de 12 horas de antecedência, e seria preciso mobilizar mais de 10 mil trabalhadores que estavam de folga. Ricardo Nunes negou frota reduzida e afirmou que ela estava maior que a demanda. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou que não havia registro de situação que comprometesse o voto e pediu que denúncias fossem enviadas ao Ministério Público Eleitoral.
No conjunto de reportagens analisado, não há cobertura de veículos de esquerda. A cobertura de direita, em nota curta, enfatizou que a apresentação do pedido não significa que as prisões foram decretadas, e não incluiu a versão da prefeitura. A cobertura de centro foi a que reuniu mais dados e ouviu as duas partes.
Ainda não se sabe se a Justiça Eleitoral vai analisar o pedido de prisão nem se haverá sanção por descumprimento. Também não há dado oficial sobre quantos ônibus de fato circularam, nem sobre eventual impacto no comparecimento. A divergência entre os números do Businfo e a versão da prefeitura segue sem esclarecimento.
Ministro da Secretaria-Geral da República e coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Lula (PT), acusam a Prefeitura de São Paulo de operar com frota menor

Sâmia Bomfim, Luana Alves e Monica Seixas pedem prisão e multa de R$ 500 mil por hora para Ricardo Nunes e o presidente da SPTrans

O partido também pediu a prisão do secretário de Transportes e do presidente da SPTrans após denúncia de descumprimento de decisão judicial
