A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do Partido Liberal, lidera a disputa por uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 11 de setembro. Ela tem 21% das intenções de voto, pouco acima dos 19% que registrava no levantamento de agosto.
Até o momento, apenas um veículo cobriu a pesquisa, relatando os números do instituto. Depois de Michelle aparecem Leila do Vôlei, do PDT, com 18%, e a deputada federal Bia Kicis, também do Partido Liberal, com 15%. Erika Kokay, do Partido dos Trabalhadores, fica em quarto lugar, com 14%. O desembargador aposentado Sebastião Coelho, do Novo, Ronaldo Fonseca, do PSD, e Professor Guilherme Amorim, da Unidade Popular, têm 2% cada. Os demais candidatos somam até 1%. Brancos e nulos caíram de 16% para 11%, e 9% não souberam ou não quiseram responder.
Em 2026, cada estado elege dois senadores, e dois terços do Senado serão renovados. Por isso, o Datafolha perguntou separadamente pelo primeiro e pelo segundo voto. No primeiro voto, Michelle é a escolha de 34% dos entrevistados. No segundo, quem lidera é Bia Kicis, com 21%.
A reportagem lembra que Michelle chegou a desistir da candidatura por causa de embates com os enteados. Ela voltou atrás depois de um pedido público de desculpas do senador Flávio Bolsonaro. Segundo o relato, a ex-primeira-dama gravou vídeos de campanha, inclusive para aliados, mas não tem feito campanha nas ruas, porque cuida do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar.
O texto publicado destaca a continuidade da liderança de Michelle. Não explora, porém, que a vantagem de três pontos sobre Leila do Vôlei está dentro da margem de erro da pesquisa, que também é de três pontos, para mais ou para menos. Nenhuma outra cobertura, de qualquer campo, repercutiu o levantamento até agora.
O Datafolha ouviu 910 eleitores do Distrito Federal entre 8 e 11 de setembro. O nível de confiança é de 95%.
Ainda não se sabe como os demais candidatos variaram em relação a agosto, nem qual é o número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral. Também não há informação sobre o desempenho de Michelle em cenários de segundo voto ou sobre como a ausência dela nas ruas deve pesar até o dia da eleição.