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A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram em 25 de junho de 2026 a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga fraudes contábeis nas Lojas Americanas. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a 10ª Vara Federal Criminal do Rio determinou o sequestro de bens e valores até o limite de R$ 54 bilhões. As apurações apontam indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa, ligados a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada sem lastro econômico.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram na manhã de quinta-feira, 25 de junho de 2026, a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga fraudes contábeis nas Lojas Americanas, uma das maiores redes de varejo do país. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, e a 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.
Segundo a investigação, os suspeitos teriam conhecimento de fraudes contábeis praticadas ao longo de anos. As irregularidades estão ligadas a operações de risco sacado, em que a varejista antecipava pagamentos a fornecedores por meio de empréstimos bancários, e a contratos de verba de propaganda cooperada, conhecidos como VPC, que eram contabilizados sem lastro econômico real. As apurações apontam indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.
A cobertura de centro, como a da CNN Brasil, foi a que trouxe mais detalhes sobre os alvos, citando o empresário Beto Sicupira entre os investigados e lembrando que a Americanas passa por processo de recuperação judicial após um rombo de cerca de R$ 20 bilhões. Esses veículos recordaram ainda que o caso já havia sido objeto de uma investigação independente e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso Nacional.
Há convergência entre todos os lados sobre os fatos centrais: a data da operação, o número de mandados, o valor sequestrado e a natureza dos crimes investigados. A primeira fase da Operação Disclosure ocorreu em junho de 2024, quando foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra ex-diretores e bloqueados mais de R$ 500 milhões em bens. A atual diretoria da empresa colabora com as investigações.
É no enquadramento que as coberturas divergem. Veículos de esquerda, como a Agência Brasil, deram destaque ao papel das instituições públicas no combate à fraude e às limitações da fiscalização do mercado: ouviram especialistas que apontaram a fragilidade da autorregulação, conflitos de interesses e a falta de orçamento e de pessoal no órgão regulador estatal para acompanhar balanços de grandes companhias. O ângulo reforça a defesa de um Estado regulador mais forte.
Veículos de direita, como a Jovem Pan, concentraram a narrativa na responsabilização individual dos executivos e na defesa da integridade do mercado, tratando a manipulação contábil como uma quebra de confiança que prejudica investidores e a livre iniciativa, e enfatizando a accountability sobre quem cometeu o crime, sem que o caso justifique ampliação do Estado sobre a atividade empresarial.
O que ainda não se sabe é a identidade completa dos alvos da segunda fase, o eventual desdobramento das buscas em novas prisões, a posição da defesa dos investigados e quais provas adicionais a operação pretende reunir sobre a participação de cada envolvido na estrutura financeira da companhia.
Todos os lados convergem sobre os fatos centrais: a segunda fase da Operação Disclosure ocorreu em 25 de junho de 2026, com nove mandados de busca e apreensão e sequestro de bens de até R$ 54 bilhões, apurando manipulação de mercado e associação criminosa nas Americanas.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Agência pública de perfil LEFT, mas o texto é predominantemente factual. O ângulo sobre limites da regulação estatal e a necessidade de mais orçamento ao órgão regulador tangencia o framing pró-Estado, mas é apresentado como avaliação de especialistas, mantendo tom de agência. Classifico como CENTER pela predominância factual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual neutra, sem vocabulário ideológico. Único texto a nomear alvo (Beto Sicupira) e a lembrar da CPI no Congresso. Tom de agência factual, CENTER claro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de ser veículo de perfil RIGHT, o texto é reportagem factual de polícia: descreve mandados, valores e mecânica das fraudes (risco sacado, VPC) sem vocabulário valorativo ou enquadramento ideológico. Comporta-se como CENTER.

Mandados são de busca e apreensão, com pedidos de bloqueio de recursos

Segunda fase da Operação Disclosure investiga crimes de manipulação de mercado e associação criminosa no Rio de Janeiro e em São Paulo
Supostas fraudes contábeis estimadas em aproximadamente R$ 54 bilhões.
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Perspectivas omitidas



