Canella desiste do Senado e desfalca palanque de Flávio
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O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, do União Brasil, anunciou em 3 de agosto de 2026 que desistiu de disputar o Senado pelo Rio de Janeiro e vai tentar um novo mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa fluminense. Ele havia renunciado à prefeitura para concorrer à Casa Alta e ocupava, no palanque do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro, a vaga reservada à federação formada por União Brasil e PP. A retirada ocorre menos de um mês depois de ele ser preso em flagrante, em 7 de julho, com um fuzil de uso restrito encontrado no carro durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, que apura lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis. Com a saída, a chapa bolsonarista no Rio fica com apenas dois nomes definidos e precisa de um substituto para a segunda vaga ao Senado.
Veículos deste lado: Valor Econômico, CNN Brasil e O Globo
A desistência expõe o custo de manter na disputa por uma cadeira no Senado um político alvo de investigação sobre lavagem de dinheiro do crime organizado. A leitura de esquerda enfatiza que o recuo não veio de um gesto de responsabilidade republicana, mas do desgaste público criado pela prisão em flagrante com um fuzil e pela apreensão de armas e munições em endereços ligados ao ex-prefeito.
Veículos deste lado: Diário do Centro do Mundo
O caso é lido pela direita como uma decisão pessoal responsável diante de um processo que ainda não produziu denúncia nem condenação. Canella foi preso em flagrante por um fuzil que, verificada a documentação, estava registrado em nome do policial responsável por sua escolta, e por isso o Supremo revogou todas as medidas cautelares, devolvendo passaporte e retirando a tornozeleira eletrônica.
Veículos deste lado: InfoMoney e Jovem Pan
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, do União Brasil, anunciou na segunda-feira, 3 de agosto de 2026, que desistiu de disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, disse que tentará um novo mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do estado e classificou a mudança como decisão amadurecida ao lado de seu grupo político. Ele havia renunciado à prefeitura para concorrer à Casa Alta e ocupava, no palanque do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro, a vaga reservada à federação formada por União Brasil e PP.
A retirada ocorre menos de um mês depois de Canella ser alvo da sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Durante o cumprimento das buscas, em 7 de julho, agentes encontraram um fuzil calibre 5,56, arma de uso restrito, no carro utilizado pelo ex-prefeito, que acabou preso em flagrante. A defesa afirmou que o armamento pertencia ao policial militar responsável por sua escolta. O ministro Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória, impôs tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e entrega de passaportes, e depois revogou as restrições ao verificar o registro da arma em nome do agente. A investigação mais ampla, sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos por meio de postos de combustíveis, segue em curso. Canella é apontado como possível braço político do grupo e não foi denunciado nem condenado.
Os três lados da cobertura convergem em pontos centrais: a desistência foi anunciada pelo próprio político, foi precipitada pelo desgaste da prisão e desfalca a chapa bolsonarista no Rio, que hoje conta apenas com o deputado estadual Douglas Ruas ao governo e o senador Carlos Portinho tentando a reeleição. Todos registram também que ele volta a disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, onde exerceu três mandatos entre 2015 e 2024.
As ênfases, porém, se separam. Veículos de esquerda destacaram o volume financeiro do esquema investigado, a suspeita de participação de agentes públicos e o fato de dirigentes do PL terem avaliado que a candidatura perdera viabilidade, mas terem mantido o nome para preservar a aliança, leitura que trata o recuo como resultado de pressão externa e não de responsabilidade partidária. A cobertura de centro relatou o episódio como bastidor institucional: descreve a decisão como fruto de pressão interna, detalha o que cada legenda ganha e perde na federação, aponta que este é o segundo aliado do presidenciável a desistir de uma vaga no Senado após ser alvo da Polícia Federal e situa o caso numa sequência de reveses na montagem da chapa fluminense, incluindo a desistência do ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa da vaga de vice. Veículos de direita enfatizaram a decisão judicial que revogou as cautelares, o custo eleitoral da perda de capilaridade na Baixada Fluminense diante do avanço do campo governista na região e o desembarque do União Brasil e do PP da coligação, tratado como movimento racional de recomposição de alianças.
O que ainda não se sabe é quem ocupará a vaga aberta. A federação precisa apresentar um substituto, e parte da cobertura indica que o PL avalia lançar um nome da própria legenda. Também não há definição pública e formal sobre a permanência de União Brasil e PP no palanque estadual, nem prazo conhecido para que a Polícia Federal conclua a Operação Unha e Carne ou para que a Procuradoria decida se apresenta denúncia. O efeito da mudança sobre a disputa ao Senado fluminense tampouco está medido: o levantamento mais recente citado nas reportagens apontava Canella com 4% das intenções de voto, num cenário em que vários candidatos apareciam tecnicamente empatados na briga pela segunda cadeira.
A decisão de Canella foi anunciada em um vídeo publicado pelo ex-prefeito nas redes sociais

Após ser preso em operação da PF, Márcio Canella desiste do Senado e tentará retornar à Assembleia Legislativa do Rio.

Ex-prefeito de Belford Roxo informou que tentara disputar um novo mandado de Deputado Estadual

Expectativa é de que o PL lance um nome da própria legenda para disputar Casa no Rio

Ex-prefeito de Belford Roxo foi alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro

Decisão foi tomada após a pré-candidatura à Casa ter sido abalada pela prisão por posse ilegal de um fuzil no mês passado
