Uma reunião no Senado nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, colocou o piso salarial dos caminhoneiros no centro da negociação sobre a Medida Provisória 1.343 de 2026, apelidada de MP do Frete. Até o momento, apenas o veículo Poder360 cobriu o encontro, relatando que a proposta de fixar em cinco mil reais o piso para motoristas de longa distância gerou dúvidas tanto no governo quanto na oposição, tornando-se um dos principais entraves para um acordo final sobre o texto. A informação vem da senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, que participou da reunião e conversou com jornalistas no Congresso Nacional logo depois. Segundo o relato dessa fonte única, o encontro foi motivado pela greve dos caminhoneiros, iniciada no domingo, 12 de julho, e reuniu, além da senadora, os líderes do governo no Senado e no Congresso, Teresa Leitão e Randolfe Rodrigues, ambos do PT, e o senador Jaime Bagattoli, do PL de Rondônia. A MP do Frete altera as regras do piso do frete rodoviário e foi relatada na Câmara pelo deputado Zé Trovão, do PL de São Paulo, sendo aprovada pelos deputados antes de seguir para o Senado. De acordo com a cobertura, não houve apresentação de emendas durante o encontro desta segunda-feira. Em vez disso, o grupo trabalhou em ajustes de redação, de impugnação e de veto ao texto já aprovado na Câmara. A senadora afirmou que a conversa no Senado caminha bem, embora tenha classificado a proposta como tensa, e disse que a discussão específica sobre o piso salarial será conduzida diretamente pelo governo junto a representantes da categoria de caminhoneiros, e não apenas dentro do Congresso. Segundo a fonte, o ponto do piso é tratado como uma matéria estranha ao conteúdo original da medida provisória, o que explica parte da resistência a resolvê-lo dentro do mesmo texto. A pauta é urgente porque a MP tem prazo de validade curto: ela expira na quinta-feira, 16 de julho, e a categoria de caminhoneiros deseja que o tema entre na pauta de votação já na terça-feira, 14 de julho. Até a publicação da reportagem consultada, a senadora não havia confirmado se essa votação de fato ocorreria no dia seguinte à reunião. O que ainda não está claro, com base apenas nessa cobertura inicial, é se o governo e representantes dos caminhoneiros chegarão a um consenso sobre o valor do piso antes do prazo final, e quais seriam os efeitos práticos, para preços de frete e para a categoria, caso a medida provisória perca a validade sem votação. Também não há, até aqui, informações sobre a posição pública de outros partidos de oposição além da leitura repassada pela senadora Tereza Cristina, nem detalhes sobre o teor exato dos ajustes de redação em discussão.