Disputa por 54 vagas no Senado reúne 314 candidatos, com Partido Liberal à frente
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A maior renovação do Senado Federal em anos chega às urnas com o Partido Liberal na dianteira: 33 candidaturas, uma em cada dez, distribuídas por praticamente todo o país, de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina a Michelle Bolsonaro no Distrito Federal e Carlos Portinho no Rio de Janeiro. Com 54 das 81 cadeiras em jogo e 32 senadores tentando a reeleição, o eleitor tem chance real de trocar a composição da Casa. A queda de 16% no número de candidatos em relação a 2018 aparece como depuração natural, enquanto siglas pequenas como Unidade Popular, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado e Partido da Causa Operária ainda inflam a lista com nomes de baixa viabilidade eleitoral.
As eleições de 2026 registraram 314 candidaturas ao Senado Federal para 54 vagas, média de 5,8 concorrentes por cadeira, segundo levantamento da Agência Senado a partir dos registros do Tribunal Superior Eleitoral divulgado em 17 de agosto.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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As duas frentes de cobertura partem dos mesmos números oficiais: 314 candidaturas para 54 vagas, média de 5,8 por cadeira, 29 partidos na disputa, 32 senadores tentando a reeleição e o Partido Liberal na liderança, com 33 nomes. Ninguém contesta a queda de 16% no total de concorrentes em relação a 2018.
O registro de candidaturas ao Senado nas eleições de 2026 fechou com 314 nomes disputando 54 vagas, média de 5,8 por cadeira. O Partido Liberal concentra 33 candidaturas, a maior fatia entre 29 partidos. Esta análise reúne o perfil dos candidatos nos registros do Tribunal Superior Eleitoral, o debate sobre representatividade e a lista estado a estado.
As eleições de 2026 chegam à reta final do registro de candidaturas com 314 nomes disputando 54 vagas no Senado Federal, média de 5,8 concorrentes por cadeira. O levantamento é da Agência Senado, feito a partir dos registros do Tribunal Superior Eleitoral, no retrato divulgado em 17 de agosto. O Partido Liberal aparece à frente das 29 legendas na disputa, com 33 candidaturas registradas, cerca de uma em cada dez. Em seguida vêm a Unidade Popular, com 23 nomes, e o Partido Socialismo e Liberdade, com 21. Entre os concorrentes, 32 são senadores em exercício tentando renovar o mandato.
O pleito deste ano promove a maior renovação possível do Senado: cada estado e o Distrito Federal escolhem dois senadores, e o eleitor pode votar em dois nomes diferentes. Como a eleição é majoritária, não existe quociente partidário, e os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação assumem mandatos de oito anos. O total de concorrentes caiu 16% em relação a 2018, último ano em que também estavam em jogo duas cadeiras por estado, quando 385 pessoas se candidataram.
A cobertura de centro concentrou-se no perfil de quem disputa. São 245 homens, ou 78% das candidaturas, e 69 mulheres, ou 22%. A participação feminina subiu três pontos percentuais em relação a 2018, mas segue muito abaixo dos 34,8% de mulheres no conjunto das candidaturas de todos os cargos em 2026. No recorte de cor, 192 candidatos se declaram brancos (61%) e 117 se declaram pretos ou pardos (37%), também abaixo dos 49,9% observados no total das candidaturas. A idade média passou de 54 para 55 anos, 79% têm ensino superior completo e 62% são casados. O patrimônio médio declarado saltou de R$ 5,6 milhões para R$ 9,5 milhões entre as duas eleições. Entre as 19 legendas que disputaram os dois pleitos, o Partido da Social Democracia Brasileira teve a maior retração, de 25 para 8 candidatos.
Veículos de direita deram ao mesmo levantamento tratamento de serviço, publicando estado a estado a lista completa de nomes, siglas e números de urna. São Paulo tem 15 candidatos para duas vagas, entre eles Simone Tebet, Marina Silva, Ricardo Salles e Guilherme Derrite, e nenhum senador em exercício na disputa, o que garante a troca dos dois titulares. O Rio de Janeiro reúne 16 nomes, incluindo Benedita da Silva, Marcelo Crivella, Pedro Paulo e o candidato à reeleição Carlos Portinho. Santa Catarina tem 13, com Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin. O Distrito Federal tem outros 13, entre eles Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Erika Kokay e a candidata à reeleição Leila Barros. A Bahia tem dez, com Rui Costa e Jaques Wagner; o Espírito Santo, onze, com Fabiano Contarato e Marcos do Val na busca por novo mandato. Alagoas registra a menor concorrência do país, com sete candidatos, entre eles Renan Calheiros e Arthur Lira.
Também partiu da cobertura de direita o recorte das famílias na disputa. Cinco filhos do pastor Romildo Ribeiro Soares, o RR Soares, concorrem por quatro partidos diferentes, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e quatro deles passaram a incluir a referência ao pai no nome de urna. Somando a tia Edna Macedo, o grupo familiar chega a sete candidaturas, número superior ao da família Bolsonaro, com seis. Nenhum veículo de esquerda cobriu o levantamento até o momento, e o ângulo distributivo dos dados, a sub-representação de mulheres e de candidatos pretos e pardos frente ao eleitorado, aparece somente na reportagem de centro, apresentado como estatística e não como problema político.
A divergência de cobertura está menos no fato e mais no que cada lado escolheu contar. A cobertura de centro tratou os números como retrato de representatividade e de concentração de patrimônio; a de direita transformou o mesmo material em guia prático de voto e em mapa da força partidária, com destaque para a liderança do Partido Liberal e para a competitividade estado a estado.
Ainda não se sabe como esses registros ficarão depois do julgamento das impugnações pela Justiça Eleitoral, quantas candidaturas serão de fato mantidas até a votação e por que os dados publicados oscilam entre 314 e 315 candidatos. Também não há informação sobre gastos de campanha, sobre o destino das cadeiras deixadas por senadores que não concorrem e sobre o efeito prático do uso de nomes religiosos nas urnas.
Candidaturas femininas superam 30%, mas bancada atual é formada só por homens.

Marília Campos (PT), Carlos Viana (PSD) , Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro (PP), aparecem tecnicamente empatados pela margem de erro de 3 pontos percentuais

Disputa tem Marília Arraes (PDT) com 15%, Humberto Costa (PT) com 14%, Mendonça Filho (PL) com 12% e Eduardo da Fonte com 11%

São Paulo tem 15 candidatos disputando duas vagas; veja quem concorre e os números de urna

Fabiano Contarato e Marcos do Val tentam a reeleição em disputa com 11 candidatos

Bahia tem dez candidatos para duas vagas; Jaques Wagner e Angelo Coronel tentam permanecer no Senado

Santa Catarina tem 13 candidatos às duas vagas; Esperidião Amin tenta a reeleição

Rio tem 16 candidatos para duas vagas; Carlos Portinho tenta renovar o mandato

Sete candidatos disputam duas vagas de Alagoas no Senado; Renan Calheiros tenta renovar o mandato

DF tem 13 candidatos às duas vagas; senadora Leila Barros tenta renovar o mandato

A família do pastor Romildo Ribeiro Soares, conhecido como RR Soares, terá forte presença nas eleições de 2026. Cinco dos

Partido Liberal tem 33 dos 314 candidatos ao Senado em 2026, o maior número entre as 29 legendas que lançaram nomes para as 54 vagas em disputa.

Nesta matéria: viés de centro.