
Senado aprova o Redata e manda à sanção isenção de R$ 5,2 bilhões a data centers
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O plenário do Senado aprovou em 1º de setembro de 2026 o Projeto de Lei 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o Redata. O texto suspende PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto de Importação na compra de componentes eletrônicos e de produtos de tecnologia da informação destinados ao ativo imobilizado dos data centers, pelo prazo de cinco anos. Aprovado sem alterações de mérito em relação ao que a Câmara dos Deputados havia votado em fevereiro, o projeto seguiu direto para sanção presidencial. A Receita Federal estima renúncia de R$ 5,2 bilhões em 2026, R$ 1 bilhão em 2027 e R$ 1,05 bilhão em 2028.
Esquerda
A aprovação do Redata entrega às empresas de data center uma renúncia fiscal de R$ 5,2 bilhões só em 2026, num Congresso que costuma alegar falta de espaço no Orçamento quando o assunto é gasto social.
Centro
O plenário do Senado aprovou em 1º de setembro de 2026 o Projeto de Lei 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o Redata. O texto suspende PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto de Importação na compra de componentes eletrônicos e de produtos de tecnologia da informação destinados ao ativo imobilizado dos data centers, pelo prazo de cinco anos.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo é factual na primeira metade, mas o enquadramento editorial aparece na seleção do contraponto: uma seção inteira intitulada 'Soberania digital' cede espaço à nota de entidades da sociedade civil contra o programa, e o fecho enfatiza o consumo de energia e água pelos data centers das bigtechs. A crítica ao poder econômico concentrado das plataformas e a ênfase em proteção de recursos naturais e autonomia estatal caracterizam enquadramento de esquerda, sem que o texto recorra a adjetivação valorativa própria.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Redação de notícia econômica seca: descreve a aprovação, define a sigla, informa a suspensão de tributos federais e o impacto fiscal estimado pela Receita, sem vocabulário valorativo em nenhuma direção. A única inflexão editorial é a legenda de foto que credita a reunião entre a presidência do Senado e o Executivo pelo destravamento da pauta, o que é registro de bastidor factual, não enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O Senado aprovou o projeto que cria o Redata, regime especial de tributação para data centers, e mandou o texto à sanção presidencial sem alterações de mérito. A Receita Federal calcula renúncia de R$ 5,2 bilhões em 2026. Em troca do benefício, as empresas assumem contrapartidas de energia renovável, eficiência hídrica, investimento em pesquisa e reserva de capacidade ao mercado interno.
O plenário do Senado aprovou na terça-feira, 1º de setembro de 2026, o Projeto de Lei 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, conhecido como Redata. Como o texto passou sem alterações de mérito em relação ao que a Câmara dos Deputados já havia aprovado em fevereiro, não foi preciso devolvê-lo aos deputados: a proposta seguiu direto para sanção presidencial.
O regime suspende tributos federais na compra de componentes eletrônicos e de produtos de tecnologia da informação e comunicação destinados ao ativo imobilizado dos data centers. São quatro tributos alcançados: PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto de Importação. Os benefícios valem por cinco anos, mas os relativos a PIS/Cofins e ao Imposto sobre Produtos Industrializados produzem efeitos somente até o fim de 2026, por causa da transição da reforma tributária. A Receita Federal estima renúncia de R$ 5,2 bilhões em 2026, R$ 1 bilhão em 2027 e R$ 1,05 bilhão em 2028.
Para aderir, as empresas assumem contrapartidas. Precisam destinar ao menos 10% da capacidade de processamento, armazenamento e tratamento de dados ao mercado interno, obrigação que pode ser substituída por investimento adicional de 10% em pesquisa e inovação. Precisam atender toda a demanda de energia elétrica com fontes renováveis ou de baixa emissão e cumprir índice de eficiência hídrica igual ou inferior a 0,05 litro por quilowatt-hora no resfriamento dos equipamentos. E precisam investir no país o equivalente a 2% do valor dos bens comprados com o incentivo em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação ligados à economia digital. Empreendimentos instalados no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste têm redução de 20% em parte dessas exigências, e ao menos 40% dos recursos de pesquisa gerados pelo programa devem ser aplicados nessas regiões.
A cobertura de centro detalhou o rito da votação. O relator, senador Cid Gomes, afirmou que havia mais de trinta emendas apresentadas e que, depois de conversas com o governo e com a presidência do Senado, prevaleceu a avaliação de que mudanças de mérito poderiam impedir a conclusão da votação durante o esforço concentrado do Congresso Nacional. "Lamentavelmente, nós tivemos de rejeitar as emendas que tratavam de mérito", disse. Foram acolhidos apenas ajustes de redação, entre eles a troca da expressão "sem similar nacional" por "sem produção nacional equivalente" na definição dos equipamentos importados que podem ter suspensão do Imposto de Importação. Essa mesma cobertura registrou que a pauta destravou após reunião do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e ouviu o setor privado: o executivo-chefe da Ascenty, Christopher Torto, cuja empresa tem 21 data centers em operação e oito em construção no Brasil, afirmou que o regime torna o país um polo global de inteligência artificial.
Veículos de esquerda destacaram o outro lado da conta. Deram espaço à nota de organizações da sociedade civil segundo a qual o projeto não foi suficientemente debatido e não garante soberania digital. No argumento das entidades, soberania não se resume a instalar servidores em território nacional: envolve capacidade tecnológica e científica própria, segurança e governança de dados, autonomia energética e proteção dos recursos naturais. Essa cobertura também insistiu no consumo elevado de energia e de água dos data centers, usados sobretudo pelas grandes plataformas para processar sistemas de inteligência artificial e armazenar dados em nuvem, e lembrou que o Redata nasceu da Medida Provisória 1.318, de 2025, que perdeu a validade em fevereiro sem ser votada.
Veículos de direita não produziram cobertura própria do caso no material disponível até aqui, de modo que o contraponto liberal, centrado na carga tributária sobre equipamento sem produção nacional equivalente e no peso das contrapartidas, aparece apenas de forma indireta, pela fala do setor privado reproduzida na cobertura de centro.
Ainda não se sabe se o texto será sancionado na íntegra ou se haverá vetos pontuais, nem qual será o prazo dessa decisão. Também não está esclarecido quem fiscalizará o cumprimento das contrapartidas de energia limpa, de eficiência hídrica e de reserva de capacidade ao mercado interno, quantas empresas pedirão adesão ao regime e qual será o efeito das novas instalações sobre a demanda elétrica e sobre as tarifas pagas pelos consumidores.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: o Senado aprovou o projeto sem alterações de mérito, o texto foi direto à sanção presidencial, o regime suspende tributos federais sobre equipamentos de data center e a Receita Federal estima renúncia de R$ 5,2 bilhões em 2026. Também há convergência de que as empresas assumem contrapartidas de energia renovável, eficiência hídrica e reserva de capacidade ao mercado interno.
Texto já passou pela Câmara e segue agora para sanção presidencial

O texto prevê a suspensão de tributos federais sobre equipamentos para data centers, com impacto fiscal de R$ 5,2 bilhões em 2026

Texto prevê a suspensão de tributos federais sobre equipamentos, com impacto fiscal estimado pela Receita em R$ 5,2 bilhões em 2026

O texto, que vai à sanção presidencial, prevê a suspensão de tributos federais sobre equipamentos para datacenters e tem impacto fiscal estimado em R$ 5,2 bilhões em 2026
O relato do fato é neutro e idêntico ao da versão on-line, mas a escolha da única citação, o executivo-chefe de uma operadora de data centers celebrando o país como polo global de inteligência artificial, inclina a leitura para o ângulo de negócios. Não há adjetivação do próprio texto nem defesa explícita de redução do Estado, o que mantém a classificação em centro com confiança moderada em vez de direita.
Perspectivas omitidas
Texto de referência do cluster: descreve o rito de votação, a rejeição de mais de trinta emendas, os três ajustes de redação acolhidos, os tributos suspensos, o prazo de cinco anos com corte de PIS/Cofins e IPI ao fim de 2026, as contrapartidas de mercado interno, energia renovável, eficiência hídrica e pesquisa, o tratamento diferenciado a Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a série de renúncia até 2028 e as críticas da sociedade civil. Vocabulário técnico e paridade entre a fala do relator e a objeção crítica caracterizam cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
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