Flávio Bolsonaro perde mais que Lula nas redes com caso Nossa Senhora Aparecida
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A informação falsa de que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil dominou a reta final da campanha presidencial. Levantamento da Datrix aponta saldo de sentimento negativo para os dois principais candidatos, maior para o senador. O caso gerou decisões conflitantes no TSE e no STF e mudou a estratégia das campanhas.
Para a leitura de esquerda, o episódio expôs o custo de Flávio Bolsonaro transformar um boato contra si em ataque à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O desgaste do senador cresceu quando a briga com a Igreja ganhou espaço, enquanto Lula se apresentou como defensor da fé e da padroeira e ampliou vantagem entre católicos.
Para a leitura de direita, Flávio Bolsonaro foi alvo de uma notícia falsa que o TSE mandou retirar do ar, e o vaivém de decisões entre ministros do STF expôs uma Corte politizada e dividida. Influenciadores católicos saíram em defesa do senador, e as narrativas mais frequentes nas redes o trataram como vítima do boato.
12 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
As coberturas tratam como falsa a informação de que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira, e registram que o boato nasceu de um projeto de lei arquivado há quase 20 anos.
A notícia falsa de que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil desgastou mais o senador do que Lula nas redes, segundo a Datrix. O caso provocou decisões conflitantes no TSE e no STF e levou Flávio a confirmar presença no último debate antes do primeiro turno.
A polêmica em torno de Nossa Senhora Aparecida se tornou o principal ruído da reta final da corrida presidencial. Publicações que atribuíam ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, a intenção de retirar da santa o título de padroeira do Brasil circularam nas redes a partir de 24 de setembro. Flávio nega e classificou o episódio como a maior notícia falsa da campanha.
Um levantamento da empresa de monitoramento Datrix indica que o caso teve saldo negativo para os dois principais candidatos, mas pesou mais contra ele. Entre 25 e 28 de setembro, o saldo de sentimento foi de menos 9 para o senador e de menos 2,7 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). O índice mede a diferença entre menções positivas e negativas. Segundo a Datrix, o caso gerou 751 mil publicações em cinco dias, e Flávio concentrou 46,4% delas. O executivo-chefe da empresa, João Paulo Castro, afirma que o senador caiu quando a briga com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ganhou espaço e a versão de vítima do boato perdeu força.
A briga começou no domingo, 27 de setembro, em Goiânia. Flávio acusou o PT de manter uma “Liga da Mentira” e disse que “gente dentro da CNBB” ajudou a espalhar o conteúdo. A Conferência negou participação e cobrou fatos e provas. O boato foi impulsionado por um debate sobre um projeto de lei arquivado há quase 20 anos.
O episódio também foi parar na Justiça. O ministro André Mendonça, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou retirar as publicações a pedido de Flávio. No domingo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a ordem. Na segunda-feira, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino. O presidente do TSE, Nunes Marques, marcou julgamento virtual para 30 de setembro.
A cobertura de centro concentrou-se nos efeitos sobre a campanha. Relatou que o desgaste levou Flávio a confirmar presença no último debate na televisão antes do primeiro turno, mesmo sem Lula, e que influenciadores católicos conservadores saíram em defesa do senador. Esses veículos lembraram que a pesquisa Quaest mostrou Lula subir de 43% para 48% entre católicos, enquanto Flávio foi de 27% para 29%. Também registraram que Lula usou a propaganda na televisão para repudiar os ataques do adversário aos bispos, e que outra empresa de monitoramento, a Palver, viu a proibição das apostas on-line superar o caso em alcance digital.
O veículo de esquerda que acompanhou o caso limitou-se ao relato da sequência de decisões judiciais, sem atribuir culpa a nenhum dos lados. Veículos de direita enfatizaram a disputa entre os tribunais. O professor de Direito Constitucional da Universidade de São Paulo Elival Ramos classificou o vaivém como uma “balbúrdia jurídica imensa, patrocinada pelo Supremo Tribunal Federal”, e defendeu que o assunto deveria ter ficado na Justiça Eleitoral.
Ainda não se sabe qual será a palavra final do TSE sobre as publicações, nem se o desgaste medido nas redes vai se traduzir em votos no primeiro turno. Também segue em aberto se Lula comparecerá ao último debate.
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A polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida teve saldo negativo para Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais, segundo levantamento da Datrix. O impacto foi mais negativo para Flávio: considerando os dias entre terça (25) e segunda (28), o saldo de sentimento foi de -2,7 para o presidente e de -9 para o senador.Leia mais (09/30/2026 - 07h00)
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, marcou para esta quarta-feira (30) o julgamento virtual do caso envolvendo a retirada de postagens sobre Nossa Senhora Aparecida das redes sociais. A sessão está prevista para começar às 10h da manhã.
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