Prefeitura de São Paulo apura enriquecimento de fiscal do prédio que caiu na Penha
Resumo da cobertura
A Controladoria Geral do Município de São Paulo mantém aberto um inquérito administrativo que apura possível enriquecimento ilícito e improbidade da arquiteta Viviane Rodrigues de Palma, fiscal da Subprefeitura da Penha que assinou em 2024 o relatório sobre a obra do prédio que desabou no sábado (12) e deixou seis mortos na Zona Leste. A servidora está afastada por até 120 dias e pode ser indiciada pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual, ao lado de três pessoas ligadas à construtora New Home.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro
Alguém precisa ver os dois lados disso?

Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- ICL NotíciasPrefeitura de SP apura enriquecimento ilícito de servidora investigada por prédio que caiuViviane Rodrigues de Palma foi suspensa por 15 dias em 2022. Arquiteta da Subprefeitura da Penha não comentou sobre apurações da prefeituraMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Análise editorial
Apesar de publicado por veículo de perfil de esquerda, o texto é reportagem de agência sem enquadramento ideológico: traz histórico funcional da servidora, suspensão de 2022, representações no Ministério Público, salário no portal de transparência e longa voz da defesa, que nega ter atestado a demolição do prédio.
- Qualidade argumentativa
- 81/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 5
Perspectivas omitidas
- Não detalha o depoimento em que a servidora diz ter vistoriado o imóvel só pelo lado de fora
Veículos com viés ao centro
- G1Prefeitura de SP investiga suspeita de enriquecimento ilícito de fiscal que liberou obras em prédio que desabou na Zona LesteViviane Rodrigues de Palma responde a inquérito administrativo que apura inconsistências patrimoniais. Servidora assinou laudo sobre construção que ruiu e matou seis pessoas na Penha, e pode ser indiciada por homicídio com dolo eventual.
Análise editorial
Texto descritivo que cita despacho da Controladoria, nota da gestão Ricardo Nunes, delegado seccional e defesas da fiscal e dos empresários. Aponta a contradição entre depoimento e laudo sem adjetivação. Único ruído é a imprecisão sobre quando o inquérito foi aberto.
- Qualidade argumentativa
- 79/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 6
Perspectivas omitidas
- Não esclarece a contradição entre a data de instauração citada (maio de 2025) e a informação da prefeitura de que a apuração começou em 2020
- Não menciona a suspensão disciplinar de 15 dias aplicada à servidora em 2022
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A Controladoria Geral do Município de São Paulo investiga possível enriquecimento ilícito da arquiteta Viviane Rodrigues de Palma, fiscal que assinou em 2024 o relatório da obra que desabou na Penha e deixou seis mortos. Afastada por até 120 dias, ela pode ser indiciada por homicídio com dolo eventual.
A Prefeitura de São Paulo investiga, por meio da Controladoria Geral do Município, possível enriquecimento ilícito e improbidade administrativa da arquiteta Viviane Rodrigues de Palma, servidora da Subprefeitura da Penha. Ela é a fiscal que assinou, em fevereiro de 2024, o relatório de vistoria da obra do prédio que desabou no sábado, 12 de setembro, na Zona Leste da capital. Seis pessoas que estavam numa casa vizinha morreram e outras duas ficaram feridas.
O inquérito administrativo apura inconsistências patrimoniais. Segundo a intimação, cabe à servidora provar a licitude de seus bens e de suas movimentações financeiras. A Controladoria informou que o processo começou em 2020 e segue em andamento, com a servidora já interrogada e a defesa tendo se manifestado. Em maio de 2025, ela foi chamada a explicar a origem de recursos considerados sem justificativa. A defesa afirma ter entregue extratos bancários e não ter recebido nova intimação desde então.
No relatório de 2024, a fiscal concluiu que a demolição de uma estrutura anterior, exigida pela prefeitura, havia sido feita integralmente, dando lugar a uma obra nova. O documento foi usado pela construtora New Home para encerrar a ação de demolição movida pelo município em 2021. Em depoimento nesta semana, a servidora disse ter vistoriado o imóvel apenas pelo lado de fora e negou ter atestado a demolição do prédio que caiu. Ela está afastada por até 120 dias.
Na esfera criminal, a Polícia Civil informou que ao menos quatro pessoas devem ser indiciadas por homicídio com dolo eventual: a fiscal e três nomes ligados à construtora. Ronaldo dos Santos Vivaqua, apontado como sócio oculto, está preso. Cristiano Salgado Vivaqua, engenheiro responsável, e Isis de Freitas Rodrigues Brandão, sócia formal, tiveram a prisão decretada; a defesa nega que estejam foragidos e diz que vão se apresentar. A gestão do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, embargou as obras das construtoras ligadas aos investigados.
A cobertura de centro destacou a contradição entre o depoimento da servidora e o relatório que ela própria assinou, além do histórico de multas e interdições da obra. Um veículo de esquerda reproduziu reportagem de agência que acrescenta o histórico funcional da arquiteta: suspensão de 15 dias em 2022, representações no Ministério Público em 2014 e 2021 e a informação de que as multas da obra nunca foram pagas. Esse enfoque ressalta falhas do poder público na fiscalização. Até o momento, nenhum veículo de direita havia coberto o caso.
Ainda não se sabe quando exatamente o inquérito patrimonial será concluído, qual o valor considerado sem justificativa nem se há relação entre a apuração financeira e a atuação da fiscal na obra da Penha. Também falta a conclusão técnica sobre a causa do desabamento.
Briefing
O que importa para você
- Seis pessoas morreram, e quatro investigados podem responder por homicídio com dolo eventual.
- As obras das construtoras ligadas aos investigados estão embargadas e pedidos de alvará em tramitação foram suspensos.
- A fiscal recebe remuneração bruta de R$ 23.963,60 e segue afastada cautelarmente.
Onde os lados concordam
- A Controladoria Geral do Município apura possível enriquecimento ilícito da fiscal Viviane Rodrigues de Palma, e o processo segue sem conclusão.
- A servidora assinou em 2024 o relatório sobre a obra, está afastada por até 120 dias e pode ser indiciada com três nomes ligados à construtora New Home.
O que ainda está incerto
- A data de abertura do inquérito patrimonial diverge entre as fontes (2020 ou maio de 2025).
- Não foi divulgado o valor considerado sem justificativa.
- Falta a conclusão técnica sobre a causa do desabamento.
Fontes

Viviane Rodrigues de Palma responde a inquérito administrativo que apura inconsistências patrimoniais. Servidora assinou laudo sobre construção que ruiu e matou seis pessoas na Penha, e pode ser indiciada por homicídio com dolo eventual.

Viviane Rodrigues de Palma foi suspensa por 15 dias em 2022. Arquiteta da Subprefeitura da Penha não comentou sobre apurações da prefeitura



