Flávio Bolsonaro vira alvo de apuração da PGR sobre elo com Daniel Vorcaro
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A abertura do inquérito do caso Banco Master expõe um candidato à Presidência em contato constante com o banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso. As mensagens mostram Flávio Bolsonaro cobrando repasses para o filme Dark Horse, agradecendo pelo dinheiro e procurando Vorcaro na véspera da primeira prisão. A versão de patrocínio privado contrasta com os registros da Polícia Federal, e a Procuradoria-Geral da República quer saber se houve contrapartida no mandato de senador.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, em julho, um levantamento das propostas legislativas do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do deputado Mário Frias (PL-SP) que possam interessar ao Banco Master e a Daniel Vorcaro.
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A Procuradoria-Geral da República quer saber se a atuação de Flávio Bolsonaro no Senado tem ligação com o dinheiro de Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse. Documentos abertos pelo Supremo Tribunal Federal mostram cobranças, reuniões e remessas ao exterior, e o senador nega irregularidades.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, em documento expedido em julho, um levantamento de todas as propostas legislativas do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e do deputado federal Mário Frias (PL-SP) que possam interessar ao Banco Master e ao seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo declarado é entender se a atuação parlamentar dos dois tem relação com o repasse milionário feito por Vorcaro ao filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O documento teve o sigilo levantado na noite de 10 de setembro, junto com parte do inquérito do caso Banco Master, a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Com a abertura, veio a público que o ministro André Mendonça determinou em julho a investigação de Flávio por suposta lavagem de dinheiro, corrupção e outros possíveis crimes no financiamento do filme. O inquérito específico do senador segue sob sigilo, e não está claro se o levantamento pedido pela PGR foi feito.
As coberturas convergem no conteúdo do relatório da Polícia Federal (PF). Segundo os investigadores, Flávio foi interlocutor direto de Vorcaro nas tratativas do filme, com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento das gravações. A PF aponta que a empresa Entre Investimentos e Participações enviou 12,3 milhões de dólares ao fundo Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, entre fevereiro e setembro de 2025. Um contrato achado no celular do banqueiro previa 24 milhões de dólares em 14 parcelas. Os investigadores também levantam a hipótese de que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou a gestão dos recursos no exterior. Em 11 de setembro, Fachin acolheu novo pedido da PGR e mandou Mendonça suspender o sigilo de mais documentos em até 24 horas.
Flávio nega irregularidades. Em agenda de campanha em Manaus, disse ver a quebra de sigilo com muita tranquilidade, afirmou que a relação com o filme foi um patrocínio privado e defendeu transparência total. Também declarou que, em plena eleição presidencial, há quem tente desestabilizá-lo e inventar acusações.
A cobertura de centro relatou os documentos em tom descritivo, com as datas das mensagens, os valores das remessas e a resposta do senador. Veículos de esquerda destacaram a cronologia como sinal de envolvimento ativo: Flávio cobrava repasses, acompanhava as filmagens e agradecia pelo dinheiro, o que contrastaria com a versão de captação privada. Esses veículos ressaltaram ainda que o senador primeiro negou e depois admitiu ter pedido recursos ao banqueiro. Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre a abertura dos documentos; a defesa de que se trata de patrocínio privado e de ofensiva eleitoral aparece nas declarações do próprio candidato.
Ainda não se sabe de onde partiram os recursos destinados ao filme, por que a Entre Investimentos foi usada como intermediária, qual o papel do fundo Havengate e quem foram os beneficiários finais do dinheiro enviado ao exterior. Também não há manifestação pública de Eduardo Bolsonaro sobre os novos documentos, nem confirmação de que a PGR concluiu o levantamento sobre a atuação de Flávio no Senado.
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Relatório da PF detalha como Flávio Bolsonaro atuou na captação de recursos com Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro, incluindo cobranças de repasses.

Inquérito da PF diz que Flávio foi 'interlocutor direto' do banqueiro em tratativas relacionadas ao filme 'Dark Horse', inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações. Senador nega qualquer irregularidade e pede o fim do sigilo total do inquérito do Master.

A quebra dos sigilos mostra contato constante do candidato bolsonarista com Vorcaro. Ele cobrava os repasses, acompanhava as filmagens de Dark Horse, marcava encontros, agradecia pelo dinheiro liberado e voltava a procurá-lo quando o caixa apertava. A cronologia foi publicada pelo G1

Inquérito da PF diz que Flávio foi 'interlocutor direto' do banqueiro em tratativas relacionadas ao filme 'Dark Horse', inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações. Senador nega qualquer irregularidade e pede o fim do sigilo total do inquérito do Master.
