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A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem contra o Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal. A investigação aponta manipulação de balanços, supervalorização de ativos e criação de receitas fictícias para ocultar a real situação financeira do banco. Foram cumpridos nove mandados em São Paulo, com bloqueio de até R$ 670 milhões. A PF compara o esquema ao do Banco Master e investiga executivos ligados à Igreja, além de convênios de crédito consignado com órgãos públicos paulistas.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, primeira ação direta contra os ativos financeiros do conglomerado liderado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. O alvo é o Banco Digimais, controlado por Macedo. Mais de cinquenta agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão na Justiça Federal de São Paulo, com bloqueio de bens e valores que pode chegar a R$ 670 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Edir Macedo, que reside fora do Brasil, figura formalmente como investigado na condição de proprietário do banco.
A cobertura de centro relatou que a investigação, iniciada a partir de relatórios do Banco Central, aponta manipulação sistemática dos demonstrativos contábeis para ocultar a real situação financeira da instituição. Segundo a apuração, o esquema teria funcionado por meio da supervalorização deliberada de ativos e da criação artificial de receitas fictícias para aparentar solvência. Os investigados podem responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e operações de crédito vedadas, todos previstos na Lei 7.492/1986. A Polícia Federal apontou semelhanças entre o caso e o modelo que sustentou o Banco Master, de Daniel Vorcaro, até sua liquidação. Os investigadores citam a superavaliação de títulos, imóveis e carteiras de crédito e a substituição sucessiva de auditorias independentes para evitar ressalvas nos balanços. O Digimais chegou a adquirir ativos do próprio Banco Master.
Veículos de direita enfatizaram o eixo regulatório e a defesa do sistema financeiro. Destacaram que a operação ocorre num momento em que o Banco Central reforça o monitoramento de instituições de médio porte após o colapso do Master, cujo rombo de R$ 52 bilhões se tornou a maior fraude bancária da história do país. Nessa leitura, o ponto crítico é o eventual impacto ao Fundo Garantidor de Créditos, estimado em até R$ 12 bilhões, e a accountability institucional sobre uma instituição que vinha de rebaixamentos da Fitch e da Moody's e de tentativas frustradas de venda do controle acionário.
Veículos de esquerda destacaram um ângulo distinto: a relação entre o banco e o poder público paulista. Segundo documentos do próprio Digimais obtidos pela reportagem, a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado, comandado por Tarcísio de Freitas, concentravam juntos 85% da carteira de convênios de crédito consignado, sendo 60% só da capital e 25% do funcionalismo estadual. A expansão sobre as folhas de pagamento dos servidores avançou justamente no período em que o banco acumulava sinais de deterioração, rebaixamentos de rating e questionamentos do Banco Central. A apuração identificou convênios e credenciamentos em ao menos oito municípios paulistas, a maioria governada por aliados do governador, filiados ao PL, Republicanos e MDB. A reportagem registra ainda que o Republicanos, partido de Tarcísio, tem ligação estreita com a Igreja Universal. A questão central levantada por essa cobertura é quais critérios de análise de risco a Prefeitura, o Governo do Estado e as administrações municipais adotaram antes de permitir que um banco já sob suspeita ampliasse sua atuação sobre milhares de servidores.
O que ainda não se sabe é o desfecho da investigação e a eventual responsabilização dos envolvidos, que respondem em apuração sem condenação. Também permanecem em aberto as respostas do Governo de São Paulo e da Prefeitura sobre os critérios de credenciamento, o destino das negociações de venda do banco, que segundo a cobertura de centro tendiam a ser abandonadas pelo BTG Pactual após a operação, e a dimensão final do prejuízo eventual ao Fundo Garantidor de Créditos.
Todos os lados reconhecem que a PF deflagrou a Operação Miragem contra o Banco Digimais, de Edir Macedo, por suspeita de manipulação contábil e fraude, com nove mandados em SP e bloqueio de até R$ 670 milhões, e que o esquema é comparado ao do Banco Master.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto enquadra a expansão do banco em torno do funcionalismo paulista e enfatiza repetidamente o alinhamento político dos prefeitos com Tarcísio (PL, Republicanos, MDB), sugerindo accountability do poder público estadual e municipal. Foco em fiscalização estatal e proteção dos servidores caracteriza viés de esquerda, embora factualmente embasado em documentos.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Formato de agregador que atribui cada informação a uma fonte nomeada (Folha, Globo, Metrópoles, Estadão), com paridade e linguagem factual. Cita a análise editorial de Flávia Tavares de forma identificada, mantendo separação entre fato e opinião, o que caracteriza cobertura de centro.
Veículos com viés à direita
Cobertura factual da operação com forte ênfase em accountability institucional, lei de crimes contra o Sistema Financeiro, rombo bancário e risco ao FGC. O recorte evita o vínculo político com o governo estadual e foca na fraude e na regulação do mercado, perfil característico de direita.
Perspectivas omitidas

A Polícia Federal deflagrou no decorrer desta terça-feira (23) a Operação Miragem para investigar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional na gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo e empresário Edir

A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado concentravam, juntos, 85% da carteira de convênios do Banco Digimais, instituição financeira ligada ao bispo

Alvo de operação policial, a instituição do líder da Igreja Universal também teria inflado o valor de ativos e oferecido remuneração sobre aplicações muito acima do mercado, além de ter comprado ativos do banco de Daniel Vorcaro. Jaques Wagner chega a Brasília para tentar se manter como líder do governo no Senado, enquanto o Planalto já antevê novas denúncias envolvendo o Master e o PT baiano. Cristiano Ronaldo se torna o primeiro jogador a marcar gols em seis Copas do Mundo. Neil Young lança novo vídeo de show dirigido pela esposa Daryl Hannah. China supera os EUA e retoma liderança mundial em supercomputação após oito anos.
Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Alvo de operação policial, a instituição do líder da Igreja Universal também teria inflado valor de ativos e oferecido remuneração sobre aplicações muito acima do mercado, além de ter comprado ativos do banco de Daniel Vorcaro. Cristiano Ronaldo se torna primeiro jogador a marcar gols em seis Copas do Mundo. Neil Young lança novo vídeo de show dirigido pela esposa Daryl Hannah. E China supera EUA e retoma liderança mundial em supercomputação após oito anos.
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Perspectivas omitidas
Texto de chamada de podcast, sintético e factual: relata a operação, a inflação de ativos e a compra de ativos do banco de Vorcaro sem enquadramento valorativo. Linguagem neutra de centro.
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