
Mario Frias e produtora de Dark Horse tentam levar inquérito a André Mendonça
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A defesa de Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment e responsável pelo Instituto Conhecer Brasil, pediu em 26 de agosto de 2026 ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que avoque o inquérito da Polícia Civil de São Paulo sobre o financiamento do filme Dark Horse e suspenda a apuração estadual. Dois dias depois, o deputado Mario Frias, produtor-executivo do longa, pediu ao presidente do tribunal, Edson Fachin, que o inquérito sobre emendas parlamentares destinadas ao projeto saia da relatoria do ministro Flávio Dino e vá também para Mendonça. Os dois pedidos têm o mesmo argumento formal: os fatos já são apurados no Supremo, e manter investigações paralelas violaria a competência da corte.
Esquerda
Os pedidos apresentados pela produtora de Dark Horse e pelo deputado Mario Frias convergem para um mesmo destino: tirar as investigações de um relator já definido e entregá-las ao ministro André Mendonça, indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro e ex-ministro da Justiça e advogado-geral da União no governo dele.
Centro
A defesa de Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment e responsável pelo Instituto Conhecer Brasil, pediu em 26 de agosto de 2026 ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que avoque o inquérito da Polícia Civil de São Paulo sobre o financiamento do filme Dark Horse e suspenda a apuração estadual.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
O artigo é bem documentado (questão de ordem, ADPF 854, R$ 2 milhões em emendas, sete de oito autuações com Mendonça), mas enquadra o pedido como manobra política já no título e na conclusão, ao afirmar que a defesa quer 'direcionar o caso para um ministro específico'. O vocabulário de blindagem e a ênfase na origem da indicação do ministro caracterizam enquadramento de esquerda.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
O relato jornalístico é curto e factual (ofício de 18 de agosto, lista de documentos pedidos, adiamento do prazo), mas o texto extraído carrega, ao final, comentários de leitores que acusam falsificação e lavagem de dinheiro. Esse material anexado empurra a leitura da peça para o eixo de esquerda e eleva a carga emocional; a revelação inicial é creditada a outro veículo, única fonte externa citada.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O texto é relato processual de agência: reproduz trechos literais da petição da defesa de Karina Gama, descreve o contrato de R$ 108 milhões e a decisão de Flávio Dino sem adjetivar. A expressão 'desgaste da candidatura' é a única passagem valorativa e vem atribuída ao contexto público do caso, o que mantém o artigo no registro factual apesar do perfil do veículo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Redação de agência no registro mais neutro do conjunto: verbos de atribuição ('afirmam', 'sustentam', 'diz a defesa'), ausência de adjetivação sobre os investigados e apresentação equilibrada entre a tese jurídica da defesa e os fatos do inquérito paulista. Não há vocabulário ideológico em nenhuma direção.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Duas petições protocoladas no fim de agosto de 2026 tentam concentrar no ministro André Mendonça as investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Uma delas pede a suspensão do inquérito da Polícia Civil de São Paulo sobre um contrato municipal de R$ 108 milhões; a outra quer tirar de Flávio Dino o caso das emendas parlamentares.
A defesa de Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment e responsável pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assuma o inquérito hoje conduzido pela Polícia Civil de São Paulo sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. No pedido protocolado na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, os advogados também requerem a suspensão imediata da apuração estadual até que a corte decida quem é competente para conduzir o caso.
Dois dias depois, na sexta-feira, 28, o deputado Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo do longa, apresentou uma questão de ordem ao presidente do Supremo, Edson Fachin, para tirar da relatoria do ministro Flávio Dino o inquérito que apura o suposto uso irregular de emendas parlamentares na produção. Frias também quer o caso com Mendonça. Somados, os dois movimentos colocariam sob um único gabinete tudo o que o tribunal apura sobre o dinheiro que bancou o filme.
A cobertura de centro relatou o episódio pelo detalhe processual. A Operação Wi-Fi, deflagrada em junho, mirou endereços ligados à produtora e uma secretaria da Prefeitura de São Paulo para apurar suposto desvio em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a gestão de Ricardo Nunes e o ICB, que previa fornecimento de wi-fi gratuito a comunidades de baixa renda. A defesa sustenta que o inquérito paulista, na prática, investiga a origem e a aplicação dos recursos do longa, tema já sob relatoria de Mendonça, e lembra que o próprio delegado usou essa finalidade para pedir um Relatório de Inteligência Financeira. Há convergência ainda sobre o pano de fundo: os áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede R$ 61 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para finalizar a obra, e a decisão de Flávio Dino, na segunda-feira, 24, que liberou a Polícia Federal a acessar as provas colhidas em São Paulo.
Veículos de esquerda enfatizaram o efeito prático da escolha do relator. Nessa leitura, o pedido busca direcionar a investigação a um ministro indicado por Bolsonaro, que foi ministro da Justiça e advogado-geral da União no governo dele e que hoje concentra sete das oito autuações sobre o financiamento do filme, além dos casos da Operação Compliance Zero, sobre o Banco Master. Essa cobertura também destacou o adiamento, pela produtora, da entrega de faturas, contratos, planilhas e comprovantes de origem dos recursos pedidos por um delegado da Polícia Federal em ofício de 18 de agosto, e tratou o conjunto como tentativa de blindagem. A cobertura de centro apresentou o mesmo pedido pela chave técnica, sem qualificar intenção: competência absoluta do Supremo, conexão probatória reconhecida pela Procuradoria-Geral da República e risco de decisões contraditórias entre instâncias.
Não houve, neste conjunto de matérias, cobertura de veículos de direita sobre o episódio. O argumento que a defesa leva ao tribunal, e que organiza a leitura favorável aos investigados, é o do juiz natural: apurar os mesmos fatos em dois foros violaria garantia constitucional, duplicaria diligências e ampliaria o custo da defesa antes de qualquer denúncia. Mario Frias, em maio, chamou as acusações de falsa narrativa e afirmou que os R$ 2 milhões em emendas financiaram projetos de inclusão digital, letramento e esporte para jovens em situação de vulnerabilidade.
Ainda não se sabe como Fachin decidirá a questão de ordem, se sozinho ou levando o tema ao plenário, nem se Mendonça concederá a liminar que suspende o inquérito paulista. Também não há informação pública sobre a data em que a produtora entregará os documentos à Polícia Federal, sobre o que a corporação encontrou nas provas compartilhadas por São Paulo, nem sobre eventual denúncia do Ministério Público estadual, que a defesa afirma poder ser apresentada a qualquer momento.
As coberturas concordam nos fatos centrais: a defesa da produtora e o deputado Mario Frias pediram ao Supremo Tribunal Federal que André Mendonça assuma as apurações sobre o financiamento de Dark Horse; a Polícia Civil de São Paulo investiga suposto desvio em contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo; e Mendonça já é relator do inquérito sobre repasses do Banco Master ao filme.

O deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo da cinebiografia de Jair Bolsonaro, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF). na última sexta-feira

Karina Ferreira da Gama diz que levantamento de dados sobre o filme ainda não foi concluído

(Folhapress) - A defesa de Karina Gama, dona da produtora do filme "Dark Horse", pediu nesta quarta-feira (26) ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo


A defesa da produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Bolsonaro, alega que o inquérito em SP sobre financiamento deve ser analisado por André Mendonça no STF.
É a peça mais completa em detalhe processual: nomeia a 2ª Delegacia de Investigações sobre Crimes contra a Administração, explica a relatoria de André Mendonça e reproduz três trechos distintos da petição. O enquadramento é descritivo, sem qualificar intenção da defesa nem tomar partido sobre a disputa de foro.
Perspectivas omitidas
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