Quaest: Lula lidera 1º turno com 39% e empata com Flávio Bolsonaro no 2º
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
10 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilQuaest: Lula cresce e chega a 39% no 1º turno; Flávio fica com 34% (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Valor EconômicoQuaest: Rejeição a Lula oscila de 55% para 54% e a Flávio se mantém em 56%Romeu Zema, candidato do Novo, é o terceiro mais rejeitado entre os candidatos à Presidência, com índice de 45%(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- CNN BrasilQuaest: Flávio é rejeitado por 56%; Lula, por 55%Levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- A eleição de primeiro turno é em 4 de outubro, e 23% dos que já escolheram candidato dizem que ainda podem mudar.
- A diferença de cinco pontos no primeiro turno está fora da margem de erro; a de zero ponto no segundo turno indica disputa em aberto.
- A medida provisória assinada em 25 de setembro proíbe casas de apostas e cassinos online, e só parte do campo da pesquisa ocorreu depois dela.
- Quem apoia Ronaldo Caiado e Renan Santos é o eleitorado mais volátil, com 63% e 60% admitindo mudar de voto.
Onde os lados divergem
- Esquerda lê o resultado como efeito de política social: o avanço do presidente entre mulheres, baixa renda e beneficiários do Bolsa Família vem depois do reajuste do programa e do fim das bets.
- Direita lê o mesmo levantamento pelo empate no segundo turno e pela herança de votos: 81% dos eleitores de Romeu Zema e 48% dos de Renan Santos migrariam para Flávio Bolsonaro.
- Esquerda destaca a liderança fora da margem de erro; direita destaca a desaprovação de 49% do governo federal e relativiza o efeito das medidas anunciadas durante o campo.
Onde os lados concordam
Todos os lados reproduzem os mesmos números e a mesma metodologia: Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno, empate em 42% no segundo turno, 2.004 entrevistas entre 24 e 27 de setembro e margem de erro de dois pontos. Há convergência também em que os dois líderes concentram as maiores taxas de rejeição do campo, 56% e 54%.
O que ainda está incerto
- Quanto do avanço do presidente vem das medidas anunciadas em 25 de setembro, já que o campo começou no dia 24.
- Qual a margem de erro dos percentuais de migração de voto, calculados sobre eleitores de candidatos que têm de 1% a 4% das intenções.
- Como o debate presidencial da semana da votação afetará a decisão, item que nenhuma das coberturas mede.
A uma semana da votação, a nova rodada da Quaest tirou Lula e Flávio Bolsonaro do empate técnico no primeiro turno, mas manteve os dois lado a lado no cenário que decide a eleição. Veja abaixo os números do levantamento, a metodologia declarada pelo instituto e como cada lado do espectro político leu o mesmo conjunto de dados.
A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 28 de setembro de 2026, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial e o senador Flávio Bolsonaro com 34%. A diferença de cinco pontos está fora da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e encerra o empate técnico registrado na rodada anterior, de 21 de setembro, quando os dois marcavam 37% e 33%. O levantamento ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre 24 e 27 de setembro, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026.
No cenário que decide a eleição, porém, não há vantagem: num confronto direto de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 42% cada. Brancos, nulos e eleitores que dizem que não votariam somam 13%, e 3% seguem indecisos. Na semana anterior, o senador tinha 42% e o presidente, 41%. Nos demais cenários testados, o presidente lidera contra Ronaldo Caiado por 43% a 40%, contra Renan Santos por 42% a 39%, contra Augusto Cury por 42% a 33% e contra Romeu Zema por 46% a 30%.
Toda a cobertura converge nos números e na metodologia. A cobertura de centro relatou o conjunto completo do levantamento: na disputa estimulada, Augusto Cury e Ronaldo Caiado têm 4% cada, Renan Santos marca 3% e Romeu Zema, 1%; os indecisos caíram de 8% para 5%, enquanto brancos, nulos e abstenção declarada subiram de 7% para 10%. Na modalidade espontânea, em que o entrevistado não vê a lista de nomes, o presidente é citado por 31% e o senador por 27%. A desaprovação do governo federal está em 49% e a aprovação, em 46%. A rejeição dos dois primeiros colocados é a maior do campo: 56% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum e 54% dizem o mesmo sobre Lula, seguidos por Romeu Zema, com 45%, e Ronaldo Caiado, com 40%.
As ênfases se separam a partir daí. Veículos de esquerda destacaram que o presidente voltou a liderar fora da margem de erro e que o avanço se concentra em segmentos específicos do eleitorado: entre mulheres, ele foi de 37% para 40% enquanto o adversário caiu de 32% para 29%; na faixa de renda de até dois salários mínimos, subiu de 49% para 52% contra 23% estáveis do senador; entre beneficiários do Bolsa Família, marca 53% contra 21%. Esse enquadramento associa o movimento ao reajuste do programa social anunciado no mês e à medida provisória assinada em 25 de setembro, que proibiu as casas de apostas e os jogos de cassino online.
Veículos de direita enfatizaram o empate no segundo turno e a origem dos votos que podem decidi-lo. Segundo o levantamento, o senador herdaria a maior parte do eleitorado dos concorrentes: 81% dos que hoje apoiam Romeu Zema, 48% dos de Renan Santos, 42% dos de Ronaldo Caiado e 34% dos de Augusto Cury declaram que iriam para ele num confronto direto, enquanto o presidente receberia 9%, 23%, 30% e 27% desses grupos. Essa leitura também sublinha que a desaprovação do governo continua acima da aprovação e lembra que o campo foi aberto na esteira das medidas anunciadas pelo governo federal, o que, para esse enquadramento, torna o resultado menos consolidado do que parece.
Há ainda um dado que as duas leituras dividem: a escolha não está fechada. Entre os entrevistados que indicaram um candidato, 76% afirmam que a decisão é definitiva e 23% dizem que ainda podem mudar, contra 79% e 21% na semana anterior. Os eleitores mais voláteis são justamente os que hoje apoiam Ronaldo Caiado, com 63%, e Renan Santos, com 60%, além de mais da metade dos que declaram voto em branco ou nulo. Perguntados sobre o que dá mais medo, 43% citam outro mandato do presidente e 43% citam a volta da família Bolsonaro ao poder.
O que ainda não se sabe é quanto das medidas anunciadas pelo governo chegou de fato à decisão de voto: o campo começou em 24 de setembro, um dia antes da assinatura da medida provisória sobre as bets, de modo que o levantamento capta a repercussão apenas em parte. Também não se sabe como os percentuais de migração de voto se comportam em subamostras pequenas, já que os candidatos de origem têm entre 1% e 4% das intenções, nem qual será o efeito do debate presidencial marcado para a semana da votação. Nenhuma das coberturas traz resposta das campanhas aos números, e o próprio instituto não divulgou margem de erro específica para os recortes por sexo, renda e benefício social.
Fontes


Romeu Zema, candidato do Novo, é o terceiro mais rejeitado entre os candidatos à Presidência, com índice de 45%

Levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

Levantamento contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo mostra disputa acirrada a dias do primeiro turno

Presidente chega a 39% das intenções de voto, cinco pontos à frente do senador, que registra 34%; em eventual 2º turno, ambos registram 42%

Pesquisa é a primeira divulgada na semana final da corrida eleitoral

Levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%

Veja resultado da Quaest presidencial no 1º turno

Atualização do levantamento mostra presidente com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado

Atualização do levantamento mostra presidente com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado