Rogéria Bolsonaro fica fora da Câmara com 65 mil votos; família elege quatro
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Rogéria Bolsonaro, candidata do Partido Liberal (PL) a deputada federal pelo Rio de Janeiro e ex-mulher de Jair Bolsonaro, recebeu 65 mil votos e não foi eleita, ficando como suplente. Na mesma eleição de 4 de outubro, a família Bolsonaro elegeu quatro integrantes para o Congresso Nacional, e Flávio Bolsonaro foi ao segundo turno presidencial contra Lula.
O primeiro turno consolidou a força eleitoral da família Bolsonaro: quatro integrantes eleitos pelo PL para o Congresso e Flávio Bolsonaro à frente de Lula na disputa presidencial. A derrota de Rogéria Bolsonaro no Rio aparece como exceção pontual num resultado amplamente favorável ao grupo.
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As duas coberturas confirmam que Rogéria Bolsonaro teve 65 mil votos e não se elegeu deputada federal pelo Rio de Janeiro, ficando como suplente do PL.
Mãe de Flávio Bolsonaro e ex-mulher de Jair Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro recebeu 65 mil votos e não se elegeu deputada federal pelo Rio de Janeiro. Na mesma eleição, a família elegeu quatro integrantes para o Congresso, e Flávio foi ao segundo turno presidencial contra Lula.
Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro e mãe do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, não conseguiu se eleger deputada federal pelo Rio de Janeiro. Candidata pelo Partido Liberal, o PL, ela recebeu 65 mil votos na eleição de 4 de outubro e ficou como suplente do partido na Câmara dos Deputados.
O resultado contrasta com o desempenho do restante da família. Quatro integrantes foram eleitos para o Congresso Nacional, todos pelo PL. Carlos Bolsonaro, que foi vereador da capital fluminense por sete mandatos e transferiu o domicílio eleitoral, elegeu-se senador por Santa Catarina com 2 milhões de votos, superando o senador Esperidião Amin. No mesmo estado, Jair Renan Bolsonaro conquistou uma vaga de deputado federal com 131 mil votos. Michelle Bolsonaro, em sua primeira eleição, foi eleita senadora pelo Distrito Federal com 938 mil votos. Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, elegeu-se deputado federal por São Paulo com 379 mil votos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou ao segundo turno presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 47,12% dos votos válidos, contra 45,05% do petista.
Segundo a cobertura, o PL destinou R$ 1 milhão à campanha de Rogéria, apostando no peso do sobrenome. Foi a segunda derrota eleitoral dela em 30 anos. Publicitária, ela foi eleita vereadora do Rio em 1992 e reeleita em 1996. Em 2000, sem o apoio de Jair, de quem havia se separado, perdeu a vaga, e o filho Carlos foi eleito. Em 2020, pelo Republicanos, obteve cerca de 2 mil votos para vereadora.
A cobertura de centro concentrou-se no perfil da candidata derrotada. Destacou que ela ocupou em 2019 um cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Rio, que seu nome apareceu em notícias sobre transações em espécie da família acima de R$ 2,95 milhões e que, em 2016, ela defendeu publicamente Jair Bolsonaro quando ele se tornou réu por incitação ao estupro contra a deputada Maria do Rosário. Já o veículo de perfil à direita que cobriu o caso tratou a derrota de Rogéria como nota final de um balanço favorável ao clã, enfatizando as quatro vitórias no Congresso e a liderança de Flávio no primeiro turno, embora também tenha registrado episódios incômodos, como o pedido de Jair Renan para não ter faltas descontadas. Veículos de esquerda não haviam publicado reportagem própria sobre o caso até o momento.
Ainda não se sabe se Rogéria Bolsonaro terá chance real de assumir uma cadeira como suplente ao longo da legislatura, nem como a família e o PL avaliam o resultado dela no Rio de Janeiro.
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