Romeu Zema declara R$ 178,7 milhões ao TSE, atrás de Augusto Cury
7 veículos de centro · 3 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
10 fontes políticas
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Como decidimos →Com o fim do prazo de registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 19h de 15 de agosto de 2026, ficaram públicas as declarações de bens dos 13 candidatos à Presidência da República e dos concorrentes aos governos estaduais. Augusto Cury (Avante) declarou R$ 242 milhões e Romeu Zema (Novo), R$ 178,7 milhões, valores concentrados em participações societárias, empréstimos a empresas e fundos de investimento. Ronaldo Caiado (PSD) informou R$ 52,5 milhões, Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 8,2 milhões e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), R$ 4,8 milhões. Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) informaram não possuir bens. Nos estados, o quadro se repete em escala menor: Wilder Morais (PL) lidera em Goiás com R$ 65,1 milhões, enquanto candidatos de PCO, UP e DC declararam patrimônio zero. Os dados são autodeclarados no pedido de registro e podem ser consultados no DivulgaCandContas, sistema público da Justiça Eleitoral.
A obrigação de declarar bens ao registrar candidatura é um mecanismo de prestação de contas que permite ao eleitor separar quem construiu patrimônio na iniciativa privada de quem o acumulou no exercício de cargos públicos.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os veículos tratam a declaração de bens como exigência legal do registro de candidatura, informada pelos próprios candidatos e disponível para consulta pública no sistema da Justiça Eleitoral. Há convergência nos números centrais: Romeu Zema declarou R$ 178,7 milhões, Flávio Bolsonaro R$ 8,2 milhões e Lula cerca de R$ 4,8 milhões, com Hertz Dias e Rui Costa Pimenta sem bens declarados.
Com o fim do prazo de registro no TSE, as declarações de bens dos 13 presidenciáveis e dos candidatos a governador passaram a ser públicas. Augusto Cury e Romeu Zema aparecem no topo, Lula declarou R$ 4,8 milhões e dois candidatos informaram não possuir bens. Os números, as variações desde a última eleição e as diferenças de enquadramento entre os lados estão detalhados a seguir.
O fim do prazo de registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 19h do sábado, 15 de agosto de 2026, tornou públicas as declarações de bens dos 13 candidatos à Presidência da República e dos concorrentes aos governos estaduais. Os valores são informados pelos próprios candidatos no pedido de registro e podem ser consultados no DivulgaCandContas, sistema de consulta pública da Justiça Eleitoral.
No topo da disputa presidencial está o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante), que declarou R$ 242 milhões, dos quais R$ 121 milhões correspondem a empréstimos concedidos à empresa Filadélfia Nature Participações, R$ 54 milhões a participações societárias e R$ 33 milhões a ações. Em seguida aparece o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com R$ 178.707.610,09, concentrados em participações empresariais, entre elas uma fatia de R$ 94,5 milhões em uma holding familiar, além de fundos de investimento e uma casa de pouco mais de R$ 704 mil. O patrimônio declarado por Zema é 37,7% maior do que o informado por ele na eleição de 2022. Ronaldo Caiado (PSD) declarou R$ 52,5 milhões, e o veterinário Wilson Grassi (Democrata), R$ 50 milhões. O senador Flávio Bolsonaro (PL) informou R$ 8,2 milhões, crescimento de 370% sobre 2018, puxado pela inclusão de uma casa em Brasília avaliada em R$ 6,2 milhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, declarou R$ 4,8 milhões, 35,7% menos do que em 2022. Na outra ponta, Samara Martins (UP) declarou R$ 33 mil, e Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) informaram não possuir bens.
O mesmo retrato se repete nas disputas estaduais. Em Goiás, Wilder Morais (PL) declarou R$ 65,1 milhões, incluindo metade de uma aeronave, um helicóptero e uma lancha, enquanto Danilo Pinheiro (PCO) informou R$ 215 mil. Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) lidera com R$ 2,8 milhões e Bruno Pedreiro (PCO) não declarou nenhum bem. No Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL) aparece à frente, com R$ 2,9 milhões. Em Alagoas, JHC (PSDB) informou R$ 2,2 milhões e Renan Filho (MDB), R$ 1,7 milhão. No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) declarou R$ 1,75 milhão, queda de 42,2% em relação a 2022.
Veículos de direita organizaram a cobertura como ranking e comparação histórica, lembrando que João Amoêdo declarou R$ 425 milhões em 2018 e Henrique Meirelles, R$ 377 milhões no mesmo ano, e explicando as fortunas pela trajetória empresarial e financeira dos candidatos antes da entrada na política. A cobertura de centro priorizou o detalhamento item a item e a variação em relação a pleitos anteriores, registrando saltos como o de 1495% no patrimônio de João Rodrigues (PSD) em Santa Catarina e o de 408% no do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará, além de contextualizar o histórico dos candidatos. No conjunto de matérias reunidas não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o levantamento patrimonial, o que deixa sem eco o enquadramento de desigualdade que costuma acompanhar esse tipo de dado.
Houve ainda divergência sobre quem lidera. Antes do encerramento do prazo, com apenas seis das treze chapas registradas, parte da cobertura apontava Zema como o presidenciável mais rico; com a lista fechada, Cury assumiu o topo, e Zema passou à segunda posição.
O que ainda não se sabe: os valores são autodeclarados e não correspondem, necessariamente, a uma avaliação de mercado dos bens. O TSE segue analisando a documentação apresentada pelos partidos e pode rever registros caso identifique irregularidade. Também está pendente a decisão sobre a candidatura de Pablo Marçal (PRTB), que está proibido de disputar eleições até 2032 por crimes eleitorais cometidos em 2024 e recorreu da condenação. Nenhuma das matérias apurou junto aos candidatos as explicações para as variações patrimoniais mais expressivas. A campanha nas ruas começou em 16 de agosto, o horário eleitoral gratuito está marcado para 28 de agosto e o primeiro turno, para 4 de outubro.
Quatro dos oito candidatos têm patrimônios milionários. Informações são públicas e disponibilizadas Justiça Eleitoral.

Ex-governador de Minas declarou R$ 178,7 milhões em bens e fica atrás apenas de Augusto Cury; prazo para registro das candidaturas termina neste sábado

Veja como cada candidato a governador declarou seu patrimônio, de acordo com os registros na Justiça Eleitoral.

O patrimônio dos candidatos ao governo de Alagoas varia entre R$ 0 e R$ 2,2 milhões, com JHC e Renan Filho liderando a lista de bens declarados ao TSE para 2026.

O maior patrimônio registrado foi o de Ciro Gomes, que declarou R$ 1,7 milhão. Já entre os menores patrimônios, os candidatos Danilo Soares e Ieri Braga não informaram nenhum bem.

Wilder Morais e Danilo Pinheiro registram os maiores e menores bens entre os candidatos ao governo de Goiás no TSE, incluindo aeronaves, gado e imóveis.

Treze chapas estão registradas para disputar o comando do Palácio do Planalto a partir de janeiro de 2027

Disputa pelo Palácio do Planalto terá 13 nomes; 12 chapas são “puro-sangue”, com presidente e vice do mesmo partido

No registro de candidatura, presidenciáveis precisam declarar tamanho do patrimônio -- que, em alguns casos, chegou a nove dígitos

Entre os nomes que já registraram a chapa, mais rico até agora é Romeu Zema, cujo patrimônio é formado majoritariamente de participações societárias

Nesta matéria: viés de centro.