Flávio Bolsonaro tenta manter série de líderes do 1º turno vitoriosos desde 1989
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Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao segundo turno da eleição presidencial de 2026, marcado para 25 de outubro, com uma série histórica a favor: desde 1989, nas sete disputas decididas em dois turnos, quem liderou a primeira votação venceu. A vantagem dele sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, foi a menor já registrada, 1,87 ponto, e as pesquisas da reta final indicavam empate técnico. Na véspera, Flávio fez ato em Belo Horizonte ao lado do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo.
Pelo prisma de quem apoia Flávio Bolsonaro, o candidato do PL chegou ao segundo turno com a história ao seu lado: nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar virou a eleição desde 1989. A aliança com governadores do Sudeste, como Cleitinho Azevedo em Minas e Tarcísio de Freitas em São Paulo, foi apresentada como trunfo nos estados que costumam decidir a disputa.
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A cobertura concorda que Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno como líder do primeiro, por 47,03% a 45,16%, e que a disputa com Lula estava apertada na reta final.
Nas sete eleições presidenciais com segundo turno desde 1989, o mais votado na primeira etapa sempre venceu. Em 2026, Flávio Bolsonaro liderou com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, a menor diferença da série, e o Datafolha da reta final mostrou empate em 50%.
O segundo turno da eleição presidencial de 2026, marcado para o domingo, 25 de outubro, colocou à prova uma regularidade que se mantém desde a redemocratização. Em todas as sete eleições presidenciais decididas em dois turnos desde 1989, o candidato mais votado na primeira etapa venceu a disputa final. Flávio Bolsonaro, do PL, chegou à votação nessa posição. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, tentava ser o primeiro a virar o resultado.
A vantagem de Flávio, no entanto, foi a menor da série. Em 4 de outubro, ele recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença de 1,87 ponto percentual equivale a cerca de 2,23 milhões de votos. Em 2022, Lula havia aberto 5,23 pontos sobre Jair Bolsonaro no primeiro turno e venceu por 50,90% a 49,10%, o que mostrou que uma vantagem inicial pode encolher bastante em quatro semanas.
A série começou com Fernando Collor, em 1989, e seguiu com Lula em 2002 e 2006, Dilma Rousseff em 2010 e 2014, Jair Bolsonaro em 2018 e Lula em 2022. Em 2026, os dois finalistas concentraram 92,19% dos votos válidos. Os outros 7,81% ficaram com nomes como Renan Santos, Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. A abstenção foi de 21,08%, cerca de 33,5 milhões de eleitores, número muito maior que a distância entre os dois.
As pesquisas da reta final indicavam disputa equilibrada. O Datafolha de 22 de outubro mostrou empate em 50% dos votos válidos. A AtlasIntel, em 19 de outubro, deu 51,1% a Flávio e 48,9% a Lula, distância menor que a da rodada anterior. O levantamento BTG/Nexus do mesmo dia apontou 50,3% a 49,7%, dentro da margem de erro.
A cobertura de centro relatou a mobilização final de Flávio em Belo Horizonte, no sábado, 24 de outubro. Ao lado do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, do Republicanos, ele afirmou que quem vence em São Paulo e em Minas vence no Brasil. Também disse que, se eleito, não faria ameaças ao estado, numa referência ao pedido de Lula para que Cleitinho ficasse quietinho. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aparece no vídeo do encontro. No primeiro turno, Flávio venceu Lula em Minas por 588.612 votos. O ato incluiu uma motociata organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, do PL.
Um veículo de direita tratou o tema pela análise de dados e evitou conclusões apressadas. Ele destacou que a série histórica favorece quem largou na frente, mas ressaltou que a amostra é pequena e que a margem de 2026 é quase três vezes menor que a de 2022. Também descreveu as estratégias: Lula buscando novos apoios e maior comparecimento, Flávio tentando preservar seus votos e atrair eleitores dos candidatos eliminados. Nenhum veículo de esquerda cobriu este recorte da disputa até o momento, e por isso não há enquadramento próprio desse lado a registrar.
O que as matérias reunidas aqui não respondem é o desfecho. Elas foram publicadas antes da apuração e não dizem se a regularidade desde 1989 se manteve, nem como votaram os 33,5 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno e os eleitores dos candidatos eliminados.
Ao lado do governador eleito de Minas, Flávio Bolsonaro citou o peso eleitoral de Minas e São Paulo durante ato de campanha em Belo Horizonte, na véspera do segundo turno

Desde 1989, todos os candidatos que lideraram o primeiro turno das eleições presidenciais com segunda votação venceram o segundo; em 2026, Lula e Flávio tentam manter ou interromper essa sequência
