Haddad associa Tarcísio ao Banco Master em ato com Lula no interior paulista
2 veículos de esquerda · 3 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 3 veículos de centro

5 fontes políticas
Em ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, no sábado 5 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu voto para Fernando Haddad ao governo paulista, e o candidato do PT associou o governador Tarcísio de Freitas ao escândalo do Banco Master. A acusação se apoia em proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, segundo a qual doações eleitorais de 2022 seriam pagamento de propina. Tarcísio, Gilberto Kassab e o governo de São Paulo negam qualquer irregularidade.
Para a leitura de esquerda, o palanque de São José do Rio Preto expôs o que o candidato do PT descreveu como um esquema, e não uma sequência de casos isolados: dinheiro do Banco Master irrigando campanhas e cargos de um mesmo campo político, enquanto o governo estadual acumula déficit recorde e perde posições no ensino médio público.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos básicos: houve ato de campanha com Lula e Haddad em São José do Rio Preto no dia 5 de setembro; Haddad ligou o Banco Master a integrantes do governo Bolsonaro e ao governador Tarcísio de Freitas; a acusação decorre de uma proposta de delação de Daniel Vorcaro; e Tarcísio, Gilberto Kassab e o governo paulista negam irregularidade.
No comício de 5 de setembro em São José do Rio Preto, Fernando Haddad acusou o governador Tarcísio de Freitas de ter se beneficiado de dinheiro ligado ao Banco Master, com base em uma proposta de delação de Daniel Vorcaro rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. O governador, Gilberto Kassab e o governo paulista negam qualquer irregularidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, dividiram palanque em São José do Rio Preto, no interior paulista, no sábado, 5 de setembro, em ato batizado de SP Pronto para Mais. Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, das candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet e do candidato a vice Márcio França, Haddad ligou o governador Tarcísio de Freitas ao escândalo do Banco Master e afirmou que a instituição foi montada, nas palavras dele, por uma máfia para se perpetuar no poder. Lula pediu voto para o ex-ministro e disse não se conformar com a preferência do eleitorado paulista pelo adversário. A Polícia Militar estimou o público em cerca de 8.000 pessoas.
O fato que atravessa toda a cobertura é a proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Nela, Vorcaro afirma que as doações eleitorais de 2022, R$ 3 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro e R$ 2 milhões para a de Tarcísio de Freitas, feitas em nome do cunhado Fabiano Zettel, seriam pagamento de propina articulado com Gilberto Kassab, presidente do PSD, para manter o credenciamento do consignado Credcesta junto ao governo paulista. Tarcísio disse nunca ter tido contato com o banqueiro e classificou a versão como algo que beira o ridículo. Kassab chamou o relato de fantasioso. O governo de São Paulo divulgou nota negando irregularidade e afirmando que o credenciamento ocorreu na gestão anterior, por critérios objetivos.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão política do caso. Reproduziram a tese de Haddad de que a presença de três ex-ministros de Bolsonaro, do ex-presidente do Banco Central indicado por ele e de dois candidatos entre os beneficiários do Master não é coincidência, e trataram o rombo de R$ 60 bilhões como escândalo financeiro sem paralelo recente. Também amplificaram o ataque ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a quem Haddad atribuiu a compra de imóveis em dinheiro vivo e um pedido de R$ 130 milhões a Vorcaro para um fundo da família nos Estados Unidos. As críticas às contas estaduais ganharam o mesmo relevo: um caixa que teria caído de R$ 22 bilhões para R$ 5 bilhões, déficit de R$ 12,2 bilhões em 2025 e a queda de São Paulo da liderança nacional do ensino médio público, em 2015, para a décima posição na gestão atual.
A cobertura de centro relatou o mesmo ato com mais espaço para as negativas e para o contexto institucional. Registrou que Lula e os aliados evitaram falar da crise no Supremo Tribunal Federal, aberta pela divulgação de mensagens extraídas do celular de Vorcaro que indicam proximidade com o ministro Alexandre de Moraes, incluindo a menção a um contrato de R$ 131 milhões entre o banco e o escritório da mulher do ministro. Essa cobertura também mediu a assimetria de estratégia na disputa paulista: em 22 dias de campanha, Tarcísio fez uma caminhada de rua e concentrou a agenda em eventos fechados e encontros com empresários, enquanto Haddad, em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, fez nove caminhadas e apostou em entrevistas e sabatinas.
Veículos de direita não integram o conjunto de fontes desta cobertura, de modo que o contraponto ao palanque petista aparece apenas pelas declarações reproduzidas do governador, do presidente do PSD e do governo estadual, e não por um enquadramento editorial próprio.
Ainda não se sabe se as informações da delação rejeitada serão reaproveitadas em alguma investigação formal, nem se existe apuração aberta sobre a relação entre as doações de 2022 e o contrato do Credcesta. Também não há esclarecimento público sobre o desdobramento, no Supremo Tribunal Federal, das mensagens atribuídas a Vorcaro. O Banco Master e o ex-banqueiro não se manifestaram sobre as falas do ato. A eleição está marcada para 4 de outubro.
“Isso nasceu, cresceu e não morreu no governo Bolsonaro", afirmou o ex-ministro

Em 22 dias de campanha, adversários têm posturas distintas em busca de votos. Tarcísio fez apenas uma caminhada na rua, e Haddad, nove

No interior, presidente mobiliza militância em torno da candidatura de aliado ao Governo de São Paulo

Além de criticar o que qualificou como desmonte das contas do estado, Haddad colocou governador sobre escândalo financeiro que envolve parte do bolsonarismo

Ao lado de aliados, em discurso em São José do Rio Preto, presidente ignora crise entre ministros da Corte e diz que, durante assembleia da ONU, pedirá ao presidente dos EUA:

Nesta matéria: perspectiva omitida.