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Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), feita pela Nexus com 1.003 executivos industriais entre 7 de maio e 5 de junho de 2026, aponta a redução de impostos, a consolidação da reforma tributária e o equilíbrio fiscal como prioridades para a gestão federal de 2027 a 2030. Os resultados foram apresentados a pré-candidatos presidenciais no evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, uma pesquisa que aponta a redução de impostos, a consolidação da reforma tributária e a manutenção do equilíbrio fiscal como as principais prioridades do setor industrial para a próxima gestão do governo federal, no período de 2027 a 2030. O levantamento foi realizado pela Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, com 1.003 executivos de empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, em todas as regiões do país, entre 7 de maio e 5 de junho.
A cobertura de centro relatou os números com paridade. Segundo o estudo, 29% dos empresários elegeram a redução de impostos e a reforma tributária como tema prioritário para a próxima gestão, 22% apontaram o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, e 21% citaram o incentivo à indústria e à produção. Quando questionados sobre as próprias empresas, a redução de impostos sobe para 45% das menções, seguida pela redução de juros e oferta de crédito, com 26%. Entre os problemas mais sentidos no último ano, os executivos destacaram a alta carga tributária, a indisponibilidade de mão de obra e a taxa de juros elevada. Sobre investimentos nos próximos quatro anos, 41% pretendem manter o patamar atual, 28% querem aumentar, 9% pretendem reduzir e 20% não planejam investir.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o crescimento depende da coordenação entre política fiscal e monetária. Segundo ele, quando as duas não conversam, as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo se tornam menos efetivas, e o país precisa de um Estado que induza o investimento e planeje o desenvolvimento. Os resultados foram apresentados a pré-candidatos durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, ligando o diagnóstico do setor à corrida presidencial de 2026.
O ponto de maior tensão na cobertura está nas propostas apresentadas pela entidade no mesmo evento. A CNI defendeu a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a desvinculação dos mínimos constitucionais nas áreas de saúde e educação. Veículos de esquerda destacaram que essas medidas foram criticadas por entidades de referência nesses setores, por ameaçarem direitos sociais e o financiamento garantido de políticas públicas, e enfatizaram que a agenda priorizada pela indústria é predominantemente monetarista, sobrepondo-se às políticas de fomento à produção. Veículos de direita enfatizaram o outro lado da equação: o peso do chamado custo Brasil, a carga tributária elevada e os juros altos como freios ao investimento e ao emprego, tratando a redução de impostos, o equilíbrio fiscal e a revisão de gastos obrigatórios como caminho de eficiência, competitividade e responsabilidade fiscal.
O que ainda não se sabe é como cada pré-candidato presidencial responderá concretamente a essa agenda, nem qual será o desenho final de eventuais propostas de revisão do BPC ou de desvinculação dos pisos de saúde e educação, temas que dependem de debate no Congresso e que não tiveram detalhamento técnico apresentado até o momento.
Todos os lados reconhecem que a alta carga tributária e os juros elevados são apontados pelos industriais como os principais entraves, e que a redução de impostos é a prioridade mais citada na pesquisa da CNI.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Texto majoritariamente factual, reproduzindo dados da pesquisa e a fala do presidente da CNI. Apesar de a Agência Brasil ser publisher de viés à esquerda, o artigo registra a agenda pró-mercado da CNI sem editorializar contra; o único marcador de equilíbrio é citar que propostas (BPC, desvinculação) foram criticadas por entidades de saúde e educação.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual com recorte editorial próprio, organizando os achados por área (empregos, saúde, segurança, economia, educação). Enquadramento neutro, sem vocabulário valorativo carregado, embora omita o trecho mais polêmico (BPC e mínimos constitucionais) presente nas demais matérias.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Pesquisa da CNI entrevistou 1.003 executivos em todo o Brasil, entre os dias 7 de maio e 5 de junho de 2026
Pesquisa divulgada pela entidade destaca desafios para o próximo governo. Foram entrevistados 1.003 executivos de empresas industriais de pequeno, médio e grande portes.
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