Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 com 75 votos a favor e um contra
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

2 fontes políticas
Como decidimos →A aprovação no Senado do fim da escala 6x1 é apresentada como conquista dos trabalhadores e vitória do governo Lula, enquanto o adversário evita se manifestar e já discute rever o texto.
O Senado aprovou, em 14 de outubro de 2026, a PEC que acaba com a escala 6x1, por 75 votos a 1, às vésperas do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O texto segue para promulgação.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O Senado aprovou em 14 de outubro de 2026 a PEC que acaba com a escala 6x1, com 75 votos favoráveis e um contrário. A medida, bandeira de Lula, virou tema central do segundo turno, e Flávio Bolsonaro, que votou a favor, indica revisão do texto se eleito.
O Senado aprovou, na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga um. O texto, que já havia passado pela Câmara dos Deputados, recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação e segue agora para promulgação. O único voto contrário foi o do senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul. A medida garante dois dias de descanso remunerado.
A aprovação ocorre às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, disputado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro. A cobertura de centro relatou que a PEC é prioridade política e de campanha de Lula, tem forte apelo popular e se tornou tema central da reta final da disputa. Também alimentou os atos de rua em favor do presidente, puxados por estudantes, aos quais os bolsonaristas responderam convocando manifestações.
Veículos de esquerda destacaram a reação de Lula, que na noite da votação celebrou a aprovação como conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras e apontou a redução da jornada como uma das principais bandeiras do governo. Esses veículos enfatizaram também o silêncio de Flávio Bolsonaro: até as 22h40 daquela quarta-feira, o candidato não havia se pronunciado sobre a medida, embora tenha votado a favor, de forma remota.
Há convergência quanto à posição de Flávio. A cobertura de centro lembrou que ele já havia chamado o texto de oportunista e indicou nos bastidores que, se eleito, deve trabalhar por uma revisão das regras. A cobertura de esquerda acrescentou que ele era contra o texto, mas mudou de ideia ao notar que a medida era desejo da maioria dos trabalhadores. Aliados do candidato discutem rever pontos da proposta, e senadores do PL defendem uma alternativa apresentada por Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, baseada em maior flexibilidade na jornada.
Entre as fontes analisadas, não há cobertura de veículos de direita sobre o tema. Por isso, não é possível atribuir a esse campo um enquadramento próprio. Os fatos disponíveis apontam apenas que parlamentares do PL defendem flexibilidade e que o candidato do partido pretende revisar o texto.
O que ainda não se sabe: a data da promulgação, o cronograma de aplicação da nova regra, quais pontos seriam alterados em uma eventual revisão num governo Flávio e como o candidato pretende comunicar sua posição ao eleitorado nos debates que antecedem o segundo turno.
A redução na jornada é uma das principais bandeiras do governo às vésperas do segundo turno

PEC se tornou tema central da reta final da campanha e de manifestações
