Ricardo Nunes defende secretário que contratou produtora do filme Dark Horse
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro

3 fontes políticas
O caso expõe uma teia de contratos públicos milionários direcionados a um grupo ligado à produtora do filme Dark Horse, peça de propaganda em torno de Jair Bolsonaro. A Prefeitura de São Paulo destinou R$ 108 milhões a um instituto sob a gestão do secretário Bruno Lima, e o governo do Distrito Federal somou outros R$ 5 milhões a uma ONG do mesmo grupo. Para a esquerda, o episódio escancara o uso de recursos públicos para sustentar estruturas alinhadas a um projeto político, e a defesa do secretário por Ricardo Nunes sinaliza proteção corporativa em vez de transparência diante da investigação da Polícia Civil.
A Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes, firmou contrato de R$ 108 milhões com o Instituto Conhecer Brasil para instalação de pontos de wi-fi, na época em que o secretário e delegado Bruno Lima respondia pela pasta.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Todos os lados reconhecem que a Prefeitura de SP firmou contrato de R$ 108 milhões com o Instituto Conhecer Brasil, que há um contrato de R$ 5 milhões do GDF com ONG ligada à produtora de Dark Horse, e que a Polícia Civil investiga o caso.
Fuja da Bolha ler
A Prefeitura de São Paulo, na gestão de Ricardo Nunes, firmou um contrato de R$ 108 milhões com o Instituto Conhecer Brasil para a instalação de pontos de wi-fi na cidade. O acordo foi assinado no período em que o delegado Bruno Lima ocupava a secretaria responsável pela área. O nome do instituto e o valor do contrato voltaram ao centro do debate público porque a produtora do filme Dark Horse, obra sobre Jair Bolsonaro, passou a ser investigada pela Polícia Civil, e contratos públicos ligados a esse mesmo ecossistema começaram a ser examinados.
O caso ganhou novo capítulo quando se revelou que o governo do Distrito Federal também havia contratado, por R$ 5 milhões, uma organização não governamental ligada à produtora do filme. A repetição do padrão, contratos públicos de diferentes entes com grupos do mesmo entorno, ampliou o alcance da história e colocou tanto a gestão municipal de São Paulo quanto o governo distrital sob escrutínio.
Diante da investigação, Ricardo Nunes saiu publicamente em defesa do secretário envolvido. A cobertura de centro relatou que interlocutores do prefeito classificam a apuração como um 'fogo cruzado', afirmando que a Polícia Civil estaria agindo com mágoa e atingindo, de forma indireta, o governador. Essa versão foi apresentada de modo atribuído, como a leitura dos aliados, e não como conclusão da própria reportagem.
É nesse ponto que as coberturas divergem. Veículos de esquerda destacaram o volume de dinheiro público envolvido e a ligação dos contratos com um grupo associado à propaganda em torno de Bolsonaro, enquadrando o episódio como possível uso do Estado para sustentar estruturas alinhadas a um projeto político. Para esse lado, a defesa do secretário soa como blindagem corporativa, e a investigação da Polícia Civil aparece como instrumento legítimo de controle do gasto público.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram a tese de perseguição política. Nesse enquadramento, a apuração seria seletiva e teria motivação ideológica, atingindo aliados e adversários conforme conveniência. A ênfase recai sobre a presunção de inocência, o risco de instrumentalização dos órgãos de investigação e a exigência de prova concreta de irregularidade antes de transformar contratos administrativos em escândalo. O contrato de wi-fi, sob essa ótica, é tratado como ação administrativa rotineira.
O que ainda não se sabe é decisivo para o desfecho. Não há, nas matérias, detalhamento sobre o objeto e a execução efetiva dos contratos, sobre eventuais irregularidades comprovadas pela Polícia Civil, nem manifestação formal do secretário Bruno Lima, do governo do Distrito Federal ou da ONG contratada. Também não está claro o estágio da investigação e se ela aponta indícios concretos de desvio ou apenas examina a regularidade dos acordos.
Interlocutores do prefeito dizem que Polícia Civil está agindo com magóa contra governador

GDF firmou contrato de R$ 5 milhões com ONG ligada à produtora de "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro investigado pela Polícia Civil.

Foi na gestão do delegado Bruno Lima que a Prefeitura de SP firmou contrato de R$ 108 milhões com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a instalação de pontos de wi-fi
