Rogério Marinho quer voto declarado da direita contra Alcolumbre no Senado
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A cobertura de centro relatou que o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado Federal, vai defender que senadores de direita divulguem seus votos na eleição para a Presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027, para evitar que parte do grupo apoie em segredo a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O texto registrou que os dois dizem ter 48 votos, que o PL está dividido entre negociar e desafiar Alcolumbre e que, em 2019, a tentativa do próprio Alcolumbre de abrir o voto foi derrubada por liminar do Supremo Tribunal Federal. A declaração de Marinho foi dada em entrevista a esse veículo, e a cobertura de direita a reproduz com crédito.
Com base em Folha de S.Paulo
A cobertura de direita destacou o crescimento do PL, descrito no próprio texto como vitória esmagadora nas urnas estaduais, e apresentou Rogério Marinho como principal opositor à reeleição de Davi Alcolumbre.
Com base em Gazeta do Povo
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A cobertura de centro e a de direita relatam que Rogério Marinho vai defender a divulgação dos votos da direita, que o PL terá 29 senadores e que a federação de União Brasil e PP anunciou apoio à reeleição de Davi Alcolumbre, com resistência de integrantes do PP. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
O senador Rogério Marinho, do PL, vai defender que a direita divulgue seus votos na eleição para a Presidência do Senado, marcada para 1º de fevereiro de 2027. O voto é secreto, e Davi Alcolumbre, que tenta a reeleição, conta com esse sigilo para obter apoio de parte dos eleitos pela direita.
O senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte e líder da oposição no Senado Federal, afirmou que vai defender que os senadores de direita divulguem publicamente seus votos na eleição para a Presidência da Casa. A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027, e Marinho deve disputar o cargo contra o atual presidente, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, que tenta a reeleição. Segundo Marinho, é difícil justificar em público o voto em Alcolumbre.
A cobertura de centro relatou que o voto para a Presidência do Senado é secreto e que Alcolumbre aposta nesse sigilo para obter o apoio de parte dos eleitos pela direita. Para vencer, um candidato precisa de 41 dos 81 votos. De acordo com a mesma reportagem, Alcolumbre e Marinho dizem ter 48 votos cada, o que indica que as duas contagens incluem alguns dos mesmos senadores. A senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, também quer concorrer. Os senadores do PL se reuniriam na quarta-feira, 4 de novembro, para definir a estratégia e devem lançar a candidatura de Marinho, mas parte da sigla defende negociar com Alcolumbre após a derrota de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
As duas coberturas convergem em pontos centrais: a bancada do PL terá 29 senadores, a federação formada por União Brasil e PP anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre e houve resistência de integrantes do PP a esse apoio. A frase de Marinho sobre o voto em Alcolumbre foi dada em entrevista a um veículo de centro, e a matéria de direita a reproduz com crédito expresso a essa entrevista. Por isso, a repetição da declaração nos dois textos não equivale a duas apurações independentes dela.
Veículos de direita destacaram o crescimento do PL, que o texto descreve como vitória esmagadora nas urnas estaduais, com 19 senadores eleitos. A matéria escreveu que a gestão de Alcolumbre é criticada pela direita pela blindagem aos ministros do Supremo Tribunal Federal, alvos de pedidos de impeachment, e que a exposição dos votos serve para evitar que eleitos com a bandeira de combate aos excessos do tribunal apoiem o atual presidente. A cobertura de centro trouxe as mesmas críticas, mas atribuídas aos bolsonaristas, e acrescentou contexto ausente no texto de direita: em 2019, o próprio Alcolumbre defendeu o voto aberto, medida derrubada por liminar do ministro Dias Toffoli, e senadores acabaram mostrando a cédula voluntariamente. A reportagem de centro também registrou a derrota de Marinho para Rodrigo Pacheco em 2023, por 49 a 32 votos. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até o fim da tarde de 2 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, nenhuma das duas trazia declaração do próprio Alcolumbre ou de aliados identificados sobre a proposta de voto aberto. Também não estava definido se o PL lançaria oficialmente Marinho na reunião da bancada, nem quantos senadores de direita aceitariam declarar o voto.
Líder da oposição pretende se candidatar à presidência do Senado, e Tereza Cristina (PP-MS) também quer concorrer

Divulgação dos votos dos senadores da direita seria uma forma de evitar apoio velado a Alcolumbre, avalia Rogério Marinho.
