Flávio Roscoe, candidato ao governo de Minas, defende impeachment no STF
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O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe, do Partido Liberal (PL), afirmou em sabatina televisiva na terça-feira, 25 de agosto, que há espaço para o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse existir hoje uma extrapolação do Judiciário que precisaria ser corrigida e ponderou que um governador tem pouco peso diante da Corte, embora os ministros tenham poder sobre os brasileiros. Para Roscoe, quem pode agir são os senadores, cabendo ao governador cumprir decisão judicial e ao Senado fiscalizar. Pela Constituição, ministros do STF respondem por crime de responsabilidade e são processados e julgados pelo Senado Federal.
Flávio Roscoe (PL), candidato ao governo de Minas Gerais, verbalizou em sabatina uma insatisfação que circula há anos no eleitorado de direita: a de que o Supremo Tribunal Federal extrapolou suas atribuições e precisa ser corrigido.
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Governador de estado não tem competência sobre o STF: o impeachment de ministro depende do Senado Federal, que processa e julga crime de responsabilidade. Para o eleitor mineiro, a fala indica a posição do candidato sobre o Judiciário na disputa de 2026, não uma medida que ele possa executar do Palácio da Liberdade.
A cobertura de centro trata a fala como fato eleitoral, sem endossar a premissa de excesso do Judiciário. A cobertura de direita acrescenta um fecho que situa a declaração no debate sobre mecanismos de controle do Supremo, chancelando a ideia de que existe uma rota a corrigir. A leitura de esquerda, ausente do noticiário reunido, tenderia a enquadrar a proposta como ameaça à independência judicial.
As duas versões disponíveis relatam a mesma declaração, com as mesmas aspas, e descrevem igualmente o rito constitucional: ministros do STF respondem por crime de responsabilidade e são processados e julgados pelo Senado Federal. Ambas registram que Roscoe reconhece que o cargo de governador não tem peso sobre a Corte.
Não se sabe quais decisões ou ministros o candidato considera casos de extrapolação, se existe pedido de impeachment em tramitação no Senado e se a defesa da medida entrará no programa de governo. Também não há reação registrada do Supremo, de senadores ou de adversários na corrida mineira.
O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) afirmou em sabatina que enxerga espaço para o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, sob o argumento de que há extrapolação do Judiciário. Ele apontou o Senado Federal como o órgão responsável por fiscalizar a Corte. A cobertura de centro e a de direita enquadraram a declaração de formas distintas.
O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe, filiado ao Partido Liberal (PL), afirmou que existe espaço para o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada em sabatina televisiva na terça-feira, 25 de agosto, quando ele tratou dos limites de atuação do Judiciário brasileiro. "Na minha opinião, hoje existe uma extrapolação do Judiciário, e essa rota precisaria ser corrigida. Eu acho que há espaço, sim", disse.
Na mesma entrevista, Roscoe delimitou o alcance do cargo que disputa. Segundo ele, um governador tem pouco peso diante da Suprema Corte, ainda que os ministros tenham, nas suas palavras, poder sobre os brasileiros. O caminho institucional, na avaliação do candidato, passa pelo Senado Federal. "Quem pode fazer alguma coisa são os senadores da República. Cabe ao governador seguir a decisão judicial e ao senador fiscalizar se ele está seguindo uma decisão correta", afirmou.
Os dois relatos disponíveis convergem sobre o desenho constitucional citado na entrevista. Ministros do STF respondem por crime de responsabilidade em hipóteses como julgar processo no qual deveriam se declarar suspeitos, exercer atividade político-partidária ou negligenciar as funções do cargo. Pela Constituição Federal, cabe ao Senado processar e julgar esses casos. Nenhuma das versões afirma que exista pedido de impeachment em tramitação contra algum ministro, e em nenhuma delas o candidato cita nomes ou decisões específicas.
A cobertura de centro apresentou a fala como notícia eleitoral, ancorada na sabatina e na disputa mineira de 2026, sem avaliar o mérito da crítica ao Judiciário nem acrescentar juízo sobre a viabilidade do impeachment. Veículos de direita reproduziram a mesma declaração e a inseriram explicitamente no debate político sobre os limites da atuação do Supremo e sobre os mecanismos de controle previstos para os integrantes da Corte, tratamento que empresta plausibilidade à premissa de que há um excesso a corrigir. Veículos de esquerda não cobriram o episódio no material reunido até agora, e o ângulo que costuma organizar a leitura desse campo, o risco à independência judicial quando candidatos falam em punir ministros por decisões, permaneceu ausente do noticiário disponível.
Fica em aberto o que Roscoe considera, concretamente, extrapolação: nenhuma decisão, nenhum ministro e nenhum processo foram nomeados. Também não há registro de reação do Supremo, de senadores ou de adversários na corrida ao governo mineiro, nem indicação de que a defesa do impeachment integre um programa de governo. Sem esses elementos, não é possível distinguir se a declaração é sinalização de campanha ao eleitorado que critica a Corte ou o anúncio de uma agenda que o candidato pretenderia articular com a bancada mineira no Senado.
Para o Senado, a taxa é ainda maior, com 94% de indecisos

Dos sete candidatos convidados, apenas Gabriel Azevedo (MDB) compareceu; Alexandre Kalil (PDT), Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Ben Mendes (Missão) se ausentaram

Candidato ao governo de Minas Gerais declarou durante sabatina que há uma extrapolação do Judiciário que precisa ser corrigida

O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) afirmou, em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (25), que
