Ricardo Salles sai da corrida ao Senado em São Paulo para unir a direita
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- São Paulo elege duas vagas no Senado nesta eleição, e o eleitor que pretendia votar em Ricardo Salles passa a receber pedido de voto para Guilherme Derrite e André do Prado.
- Os 4% que Salles reunia na pesquisa Datafolha de 24 de setembro podem decidir a segunda vaga, já que Derrite e André do Prado tinham 12% cada, contra 15% de Marina Silva e 14% de Simone Tebet.
- A decisão vale para a reta final da campanha, com o anúncio feito em 28 de setembro de 2026.
Onde os lados divergem
- Veículos de direita centram a explicação no cenário nacional, reproduzindo a justificativa do risco de reeleição do presidente Lula e detalhando o apoio de Salles a Romeu Zema e, em eventual segundo turno, a Flávio.
- A cobertura de centro dá mais peso à contradição do acordo, lembrando que Salles acusou André do Prado de ter apoiado o PT e questionou sua credencial de direita em debate recente.
- Nenhum veículo de esquerda cobriu o anúncio até o momento, e o efeito da recomposição sobre o eleitorado que não é da direita paulista fica sem leitura própria.
Onde os lados concordam
Toda a cobertura registra o mesmo núcleo factual: Ricardo Salles retirou a candidatura ao Senado por São Paulo em 28 de setembro de 2026, passou a apoiar Guilherme Derrite e André do Prado e fez o anúncio ao lado do governador Tarcísio de Freitas, com o objetivo declarado de o grupo conquistar as duas vagas do estado. O desempenho de 4% na pesquisa Datafolha de 24 de setembro aparece em todas as versões como o dado que enquadra a decisão.
O que ainda está incerto
- Não há informação pública sobre o que acontece com o nome de Salles no registro da disputa a poucos dias da votação.
- Nenhuma pesquisa medindo o cenário sem Salles havia sido divulgada até o anúncio, e não se sabe como os 4% se redistribuem.
- Não se sabe se houve contrapartida política ao deputado, se Romeu Zema mantém a candidatura presidencial pelo Novo e como Marina Silva e Simone Tebet reagem ao rearranjo.
Com 4% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, o deputado federal Ricardo Salles retirou a candidatura ao Senado por São Paulo e declarou apoio a Guilherme Derrite e André do Prado, ao lado do governador Tarcísio de Freitas. A decisão desfaz um atrito público de menos de duas semanas e reorganiza a disputa pelas duas vagas do estado.
O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) desistiu, na manhã de 28 de setembro de 2026, da candidatura ao Senado por São Paulo e declarou apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), os dois outros nomes do campo da direita paulista na disputa pelas duas vagas do estado. O anúncio foi feito ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos dois candidatos que passam a receber o apoio, a poucos dias do primeiro turno.
Tarcísio descreveu a decisão como um grande arranjo para as candidaturas do seu campo e afirmou que Salles tinha legitimidade para continuar a caminhada, mas deu um passo ao lado por um objetivo maior, que segundo o governador é conquistar duas vagas no Senado. Salles justificou a saída dizendo que divergências políticas e pessoais precisam ser deixadas de lado diante do cenário nacional e que o risco de uma reeleição do presidente Lula é grande. Também disse que, em São Paulo, a liderança do governador deixa o grupo em situação relativamente confortável.
O quadro numérico ajuda a explicar o gesto. Na pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro, Salles aparecia com 4% das intenções de voto. À frente estavam Marina Silva (Rede), com 15%, e Simone Tebet (PSB), com 14%, seguidas por André do Prado e Guilherme Derrite, ambos com 12%. O levantamento ouviu 1.610 pessoas entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. Salles havia oficializado a candidatura pelo Novo depois de o partido fechar apoio à reeleição de Tarcísio; antes disso, chegou a avaliar uma ida ao PP e uma tentativa de reeleição à Câmara dos Deputados.
O acordo desfaz um atrito recente. Menos de duas semanas antes, em debate televisionado, Salles acusou André do Prado de ter apoiado o PT no passado e questionou qual credencial de direita o adversário tinha, dizendo que ele tentava enganar o eleitor fingindo ser bolsonarista. Em sabatina, o ex-ministro do Meio Ambiente também criticou o comando do PL e afirmou que André do Prado não representava a direita. Deputado estadual, André do Prado está há 32 anos na política e é o único entre os principais candidatos ao Senado por São Paulo que nunca exerceu cargo de nível nacional.
A cobertura se divide no que escolhe destacar. Veículos de direita organizaram o relato em torno do eixo nacional da decisão, reproduzindo a justificativa de Salles sobre o risco de reeleição do presidente Lula e detalhando seu posicionamento presidencial: apoio a Romeu Zema enquanto ele for o candidato do Novo, disposição de aceitar uma união de primeiro turno se o governador de Minas Gerais decidir assim, e apoio a Flávio em eventual segundo turno. A cobertura de centro deu mais peso à contradição interna do acordo, lembrando o ataque público de Salles a André do Prado e a trajetória de cada candidato, além de detalhar o empate técnico na liderança da pesquisa. Até o fechamento desta síntese, nenhum veículo de esquerda havia publicado sobre o anúncio, o que deixa sem leitura própria o efeito da recomposição da direita paulista sobre a disputa das duas vagas.
Vários pontos seguem abertos. Não há informação pública sobre o que acontece com o nome de Salles no registro da disputa a poucos dias da votação, nem sobre como os 4% de intenção de voto que ele reunia podem se redistribuir entre Derrite, André do Prado e os demais concorrentes. Também não se sabe se houve contrapartida política ao deputado que abriu mão da candidatura, se Romeu Zema mantém a candidatura presidencial pelo Novo até o primeiro turno e como Marina Silva e Simone Tebet, que lideravam o levantamento, reagem ao rearranjo. Nenhuma nova pesquisa medindo o cenário sem Salles havia sido divulgada até o anúncio.
Fontes

Anúncio foi feito ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos candidatos à Casa Alta Guilherme Derrite e André do Prado

Deputado federal estava em campanha pelo Novo