Ricardo Salles deixa corrida ao Senado em São Paulo e apoia chapa de Tarcísio
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O deputado federal Ricardo Salles, do Novo, anunciou em 28 de setembro que desistiu de disputar o Senado por São Paulo, a seis dias do primeiro turno, e declarou apoio a Guilherme Derrite, do PP, e André do Prado, do PL, candidatos apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas. Como o sistema de preparação das urnas foi fechado em 22 de setembro e o prazo de substituição terminou em 14 de setembro, nome e foto de Salles seguem na urna, e votos dados a ele serão nulos. Simone Tebet e Marina Silva criticaram a decisão.
A desistência de Ricardo Salles foi lida como uma manobra articulada por Tarcísio de Freitas para concentrar os votos da direita em Guilherme Derrite e André do Prado e barrar Simone Tebet e Marina Silva, as duas candidatas do campo progressista.
Ricardo Salles deixou a disputa pelo Senado em São Paulo para unir a direita em torno de Guilherme Derrite e André do Prado, argumentando que diferenças pessoais deveriam ficar em segundo plano diante do risco de reeleição de Lula e da chance de Tarcísio de Freitas vencer no primeiro turno.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Clickbait nesta matéria: 10/100.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
O deputado Ricardo Salles, do Novo, desistiu da candidatura ao Senado por São Paulo e passou a apoiar Guilherme Derrite e André do Prado, nomes do governador Tarcísio de Freitas. Como o prazo de substituição acabou, a foto dele continua na urna e os votos serão anulados. Esquerda, centro e direita divergem sobre o motivo da decisão.
O deputado federal Ricardo Salles, do partido Novo, anunciou na segunda-feira, 28 de setembro, que desistiu de disputar uma das duas vagas de São Paulo no Senado. A decisão veio a seis dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Salles declarou apoio a Guilherme Derrite, do PP, e a André do Prado, do PL, os dois nomes apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos.
O anúncio foi feito ao lado de Tarcísio, Derrite e Prado, depois de uma reunião no comitê de campanha do Republicanos. Ao justificar a saída, Salles afirmou que diferenças pessoais e políticas deveriam ficar em segundo plano. Segundo as reportagens, ele aparecia atrás nas pesquisas e enfrentava pressão pelo voto útil em favor de Prado.
Há convergência sobre as consequências práticas. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou que o sistema de preparação das urnas foi fechado em 22 de setembro. Por isso, o nome e a foto de Salles continuarão na urna eletrônica. O prazo para substituir candidatos terminou em 14 de setembro, e o Novo não poderá indicar outro nome. Se a renúncia for formalizada e homologada, os votos dados a Salles serão considerados nulos e não serão transferidos a ninguém. Até a noite do anúncio, o tribunal dizia não ter recebido o pedido formal de renúncia, que exige documento assinado nos termos de resolução do Tribunal Superior Eleitoral.
A mudança chama atenção porque Salles e André do Prado trocaram ataques durante a campanha. Em agosto, Salles disse que Prado não representava a direita. Uma semana antes da desistência, associou o adversário à roubalheira do Centrão. O TRE-SP chegou a condenar Salles por propaganda antecipada e por divulgar informações consideradas falsas contra o candidato do PL.
A cobertura de centro concentrou-se nas regras eleitorais e nas críticas das adversárias. Simone Tebet, do PSB, escreveu que Salles se rendeu ao Centrão. Marina Silva, da Rede, afirmou que a desistência desrespeita os eleitores dele e faz parte de um vale-tudo da direita para conter duas candidatas mulheres do campo progressista.
Veículos de esquerda destacaram que Tarcísio foi um dos articuladores da desistência, com o objetivo de evitar a divisão de votos e reduzir as chances de Tebet e Marina. Essa cobertura também relacionou o episódio ao desempenho do Novo na corrida presidencial, em que Romeu Zema aparece com 1% nas pesquisas Quaest e Datafolha.
Veículos de direita enfatizaram a justificativa de Salles, que falou na possibilidade de Tarcísio vencer no primeiro turno e na necessidade de concentrar forças contra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa cobertura tratou a reação de Marina como irritação e reproduziu as pesquisas em que Derrite aparecia na liderança.
Ainda não se sabe se Salles formalizará a renúncia antes da votação nem quantos eleitores seguirão a orientação dele. Também não está claro quanto a retirada vai alterar a disputa acirrada entre Derrite, Prado, Tebet e Marina pelas duas cadeiras.
O derretimento do Novo: Ricardo Salles retira candidatura ao Senado em SP e Zema cai para 1% nas pesquisas

A candidata da Rede ao Senado por São Paulo, Marina Silva, criticou nesta segunda-feira (28) a decisão de Ricardo Salles

Candidatas comentaram mudança de comportamento do ex-ministro ao apoiar candidato que já havia criticado. Leia no Poder360.

TRE-SP diz que ainda não recebeu pedido formal de renúncia; como o sistema de preparação das urnas já foi fechado, nome e foto do candidato continuarão aparecendo na tela de votação.

Anúncio foi feito a seis dias da eleição. Regras do TSE permitem substituição de candidaturas em caso de renúncia feitas 20 dias antes
