Ricardo Salles desiste do Senado por São Paulo a seis dias da eleição
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- Poder360Tebet e Marina criticam desistência de Salles: "Se rendeu ao Centrão”Candidatas comentaram mudança de comportamento do ex-ministro ao apoiar candidato que já havia criticado. Leia no Poder360.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- G1Ricardo Salles desiste da disputa pelo Senado a 6 dias da votação; entenda o que acontece com os votosTRE-SP diz que ainda não recebeu pedido formal de renúncia; como o sistema de preparação das urnas já foi fechado, nome e foto do candidato continuarão aparecendo na tela de votação.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- Terra Brasil NotíciasAgora: Marina Silva se irrita com desistência de SallesA candidata da Rede ao Senado por São Paulo, Marina Silva, criticou nesta segunda-feira (28) a decisão de Ricardo Salles(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- O Estado de S.PauloSalles desistiu do Senado: o que acontece com os votos e a foto dele na urna?Anúncio foi feito a seis dias da eleição. Regras do TSE permitem substituição de candidaturas em caso de renúncia feitas 20 dias antes(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
Quem votar no nome de Ricardo Salles em 4 de outubro terá o voto anulado, já que não há transferência para outro candidato. A tela da urna seguirá exibindo nome e foto do deputado, porque o sistema foi fechado em 22 de setembro. Restam dois candidatos apoiados por ele, Guilherme Derrite e André do Prado, para as duas vagas de senador por São Paulo.
Onde os lados concordam
As duas frentes de cobertura descrevem os mesmos fatos: a desistência foi anunciada a seis dias do primeiro turno, o nome e a foto de Ricardo Salles permanecem na urna eletrônica porque o prazo de substituição terminou em 14 de setembro, e os votos que ele receber serão considerados nulos, sem transferência para outro candidato.
O que ainda está incerto
Não se sabe quando a renúncia será formalizada e homologada: o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo ainda não havia recebido o pedido. Também não há informação sobre o destino da prestação de contas dos R$ 2,98 milhões declarados em gastos de campanha.
Ricardo Salles deixou a disputa por uma das duas vagas de senador por São Paulo a seis dias do primeiro turno e declarou apoio a Guilherme Derrite e André do Prado. Como o sistema das urnas já estava fechado e o prazo de substituição terminou em 14 de setembro, o nome e a foto do deputado continuam na tela de votação, e os votos que ele receber serão considerados nulos.
O deputado federal Ricardo Salles, do Partido Novo, anunciou nesta segunda-feira, 28 de setembro, que desistiu de disputar uma das duas vagas de senador por São Paulo, a seis dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ao deixar a corrida, declarou apoio às candidaturas de Guilherme Derrite, do PP, e de André do Prado, do PL, que continuam na disputa pelas mesmas cadeiras.
A desistência, porém, não retira o nome nem a foto do deputado da urna eletrônica. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou que o sistema usado para preparar os equipamentos foi fechado em 22 de setembro, às 12h57, e que, a partir daquele momento, os dados dos candidatos não podem mais ser alterados. O tribunal também informou que, até o anúncio, não havia recebido o pedido formal de renúncia. Enquanto a formalização não ocorre, a situação registrada na Justiça Eleitoral permanece como está.
A cobertura de centro concentrou-se no funcionamento da regra. O anúncio público não substitui o procedimento exigido: a Resolução 23.609 do Tribunal Superior Eleitoral determina que a renúncia seja expressa em documento datado, com firma reconhecida em cartório, assinado diante de servidor da Justiça Eleitoral ou feito eletronicamente pelo Gov.br, e encaminhado ao juízo responsável pelo registro da candidatura para homologação. Homologada a renúncia, a candidatura passa à condição de inapta, e os votos que ela receber são considerados nulos, sem transferência para nenhum outro nome. A substituição de candidatura, por sua vez, só era possível até 20 dias antes da eleição, prazo que terminou em 14 de setembro, com exceção apenas para casos de morte. Como o anúncio veio depois desse limite, o partido não pode apresentar outro nome no lugar. A mesma cobertura lembrou o caso da candidata ao governo paulista que teve a chapa indeferida em 18 de setembro, depois que a vice renunciou na data-limite, para mostrar o que a perda do prazo produz na prática.
Veículos de direita enfatizaram o cálculo político por trás do gesto. O anúncio foi feito ao lado do governador Tarcísio de Freitas e dos dois candidatos apoiados, e a justificativa apresentada foi a de que diferenças internas deveriam ser deixadas de lado diante da possibilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa cobertura registrou ainda que o deputado aparecia atrás nas pesquisas e enfrentava pressão pelo voto útil, e que havia declarado R$ 2,98 milhões em gastos de campanha ao Senado, segundo o sistema de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral.
Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do episódio no conjunto analisado. Pela chave de leitura habitual desse campo, uma desistência decidida em acordo de cúpula a seis dias da votação tende a ser descrita como decisão tomada sem o eleitor, que continuará encontrando na tela da urna um nome fora da disputa e verá o próprio voto anulado.
O que ainda não se sabe é quando, e se, a renúncia será formalizada e homologada pela Justiça Eleitoral, e qual será a situação registrada no sistema de candidaturas no dia da votação. Também não há informação sobre o destino da prestação de contas da campanha encerrada nem sobre quanto do apoio anunciado se converterá, de fato, em votos para os dois candidatos indicados.
Fontes

A candidata da Rede ao Senado por São Paulo, Marina Silva, criticou nesta segunda-feira (28) a decisão de Ricardo Salles

Candidatas comentaram mudança de comportamento do ex-ministro ao apoiar candidato que já havia criticado. Leia no Poder360.

TRE-SP diz que ainda não recebeu pedido formal de renúncia; como o sistema de preparação das urnas já foi fechado, nome e foto do candidato continuarão aparecendo na tela de votação.

Anúncio foi feito a seis dias da eleição. Regras do TSE permitem substituição de candidaturas em caso de renúncia feitas 20 dias antes