Flávio Bolsonaro perde o foro em 2027, mas inquéritos podem seguir no STF
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Derrotado por Lula no segundo turno, Flávio Bolsonaro deixa o Senado em 31 de janeiro de 2027 e fica sem mandato pela primeira vez em cerca de 24 anos. Perde o foro, mas inquéritos sobre fatos do mandato podem continuar no Supremo Tribunal Federal.
A derrota tira de Flávio Bolsonaro a proteção do cargo depois de 24 anos, e as investigações sobre dinheiro de Daniel Vorcaro e o advogado Willer Tomaz entram em um momento de menor blindagem institucional.
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7 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Derrotado por Lula no segundo turno, Flávio Bolsonaro fica sem mandato em 31 de janeiro de 2027 e perde o foro. Em 2025, o STF decidiu que casos ligados ao cargo podem ficar na corte, o que pode valer para os inquéritos de Dark Horse e de Willer Tomaz.
Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo, 25 de outubro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em cerca de 24 anos. Segundo a apuração final do Tribunal Superior Eleitoral, Lula obteve 64,3 milhões de votos, ou 51,79% dos válidos, contra 59,8 milhões de Flávio, ou 48,21%. O mandato de senador termina em 31 de janeiro de 2027. Como optou por disputar a Presidência, Flávio não concorreu à reeleição ao Senado.
A cobertura de centro lembra que a trajetória dele no Legislativo começou em 2002, com a eleição para deputado estadual no Rio de Janeiro. Foram quatro mandatos na Assembleia Legislativa, até a chegada ao Senado em 2019. Ele também disputou a Prefeitura do Rio em 2016, sem sucesso. A mesma cobertura registra que, ao fim do mandato, Flávio perde o chamado foro privilegiado, a regra que leva autoridades a serem julgadas por tribunais superiores.
Perder o foro, porém, não manda automaticamente os processos para a primeira instância. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal fixou a tese de que a prerrogativa de foro para crimes praticados no cargo e em razão das funções subsiste depois do afastamento, mesmo que o inquérito comece depois. Dois casos já correm na corte. O primeiro, sob relatoria do ministro André Mendonça, apura o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, com repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A cobertura de centro informa que Flávio negociou R$ 130 milhões e que R$ 61 milhões foram efetivamente pagos. O segundo, sob relatoria de Alexandre de Moraes, investiga suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Segundo a Polícia Federal, Flávio foi cadastrado como usuário master de uma conta de empresa do advogado. Flávio e Tomaz dizem ser amigos e negam negócios em comum. Criminalistas ouvidos pela cobertura avaliam que ambos os casos devem permanecer no Supremo.
Veículos de esquerda destacaram que a perda do cargo deixa Flávio mais exposto. Um deles descreve a candidatura como aposta de tudo ou nada, na qual a Presidência serviria de proteção contra processos. Esses veículos também lembram casos antigos, como a suspeita de rachadinha no gabinete da Assembleia Legislativa, arquivada depois que provas foram anuladas, e ressaltam que o destino do dinheiro de Dark Horse não foi comprovado. Outro veículo de esquerda enfatiza que Moraes autorizou, no sábado, 24, medidas de obtenção de dados bancários e fiscais e o bloqueio de bens de Tomaz até o limite de R$ 6 bilhões. Também apresentam a recusa de Flávio em reconhecer o resultado como repetição do golpismo do pai.
Até o momento, a cobertura de direita reunida nesta história não tratou do tema, de modo que a leitura desse campo não pode ser atribuída a veículos. O que consta na cobertura de centro é que Flávio diz ser impossível reconhecer a derrota e que tentará a anulação da eleição. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reconheceu a vontade das urnas e destacou os 60 milhões de votos do senador.
O que ainda não se sabe é se os dois inquéritos permanecerão mesmo no Supremo, o que depende da análise da relação dos fatos com o exercício do mandato. Não há resposta sobre o destino do dinheiro de Dark Horse, sobre a extensão do acesso de Flávio à conta de Tomaz, nem sobre se novas investigações serão abertas a partir de fevereiro e em que instância tramitariam.
É a primeira vez em 24 anos que o senador ficará sem privilégios relacionados a mandatos, o que esquentará os inquéritos dos quais é investigado

Derrota na disputa presidencial encerra sequência de 24 anos de mandatos eletivos

Corte mudou entendimento em 2025 para manter sob sua competência apurações de crimes cometidos durante e em razão do mandato, mesmo após saída do cargo.

Derrota para Lula encerra sequência de 24 anos em cargos eletivos; investigações sobre ‘Dark Horse’ e suspeitas envolvendo Willer Tomaz devem continuar no STF

Atual senador pelo RJ, essa será a primeira vez desde 2002 que o político ficará sem um cargo público. Flávio obteve 48,21% dos votos e foi derrotado por Lula (PT) na disputa à Presidência.

Derrotado por Lula na disputa presidencial, senador encerrará mandato em janeiro de 2027; trajetória no Legislativo começou em 2003

Corte mudou entendimento em 2025 para manter sob sua competência apurações de crimes cometidos durante e em razão do mandato, mesmo após saída do cargo.

Nesta matéria: perspectiva omitida.