
Simone aparece em segundo lugar em nova pesquisa para o Senado em São Paulo
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Como decidimos →Pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de S. Paulo mostra a disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado em 2026. Marina Silva (Rede) lidera com 18%, seguida por Simone Tebet (PSB) com 16%, tecnicamente empatadas dentro da margem de erro. Ricardo Salles (Novo) aparece com 13%, também tecnicamente empatado com Tebet.
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Apesar do publisher ter viés à direita, esta matéria é factual: apresenta os percentuais com paridade, identifica pré-candidatos 'do governo Lula' e 'da gestão Bolsonaro' de forma equilibrada e contextualiza a disputa citando tanto a direita em torno de Flávio Bolsonaro quanto a esquerda liderada por Lula. Sem vocabulário valorativo carregado. Julgado como CENTER pelo conteúdo, não pelo veículo.
Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na noite de segunda-feira pela Folha de S. Paulo, mapeou a disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado Federal na eleição de 2026. Segundo o levantamento, se a eleição fosse hoje, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) seriam eleitas senadoras pelo maior colégio eleitoral do país.
Marina lidera com 18% das intenções de voto, seguida por Simone Tebet com 16%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, as duas estão tecnicamente empatadas. Na sequência aparece Ricardo Salles (Novo), com 13%, também tecnicamente empatado com Tebet. Depois vêm André do Prado (PL), com 11%, Guilherme Derrite (PP), com 10%, e Paulinho da Força (Solidariedade), com 8%. Brancos, nulos e nenhum candidato somam 17%, enquanto 7% não sabem ou não responderam.
A cobertura de centro dos veículos convergiu nos números e na metodologia: o instituto ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas entre os dias 1º e 3 de julho, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob os protocolos SP-01703/2026 e BR-06481/2026. Um veículo regional de Mato Grosso do Sul destacou o desempenho da sul-mato-grossense Simone Tebet, dando ao resultado um recorte local, mas sem alterar os dados.
É na leitura política do resultado que as ênfases se separam. Veículos de direita enfatizaram que a disputa pelo Senado é estratégica tanto para o campo aglutinado em torno de Flávio Bolsonaro quanto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dois principais nomes da corrida presidencial. Essa cobertura lembrou que é na Casa Alta do Congresso que se discutem, por exemplo, pedidos de impeachment de ministros do Supremo, e apresentou Ricardo Salles e os demais nomes de centro-direita como alternativas competitivas num eleitorado fragmentado. Já uma leitura de esquerda tenderia a destacar que as duas primeiras colocadas são ex-ministras ligadas ao governo Lula, o que sinalizaria força do campo governista em São Paulo e reforço à governabilidade.
Ambos os lados reconhecem o mesmo pano de fundo institucional: a eleição de 2026 vai renovar 54 das 81 cadeiras do Senado, dois terços do total, e São Paulo elege duas delas. Por isso a disputa paulista pesa na correlação de forças do Congresso para o próximo mandato presidencial.
O que ainda não se sabe é como esse quadro vai evoluir até a campanha oficial. A pesquisa retrata um momento de pré-candidaturas, com empates técnicos no topo e um contingente expressivo de brancos, nulos e indecisos, cerca de um quarto do eleitorado. Não há, até aqui, cenários de segundo momento nem definição formal das candidaturas, o que mantém a corrida em aberto.
Centro e direita convergem nos números da pesquisa e na metodologia: Marina Silva (18%) e Simone Tebet (16%) lideram, empatadas tecnicamente, com Ricardo Salles (13%) logo atrás; a disputa pelo Senado é reconhecida como estratégica para a próxima legislatura.

Instituto divulgou levantamento sobre a disputa pelas duas vagas na Casa



