Simone Tebet aciona MP Eleitoral contra Eduardo Bolsonaro por violência de gênero
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Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, anunciou que vai acionar a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) por violência política de gênero, depois que ele insinuou nas redes que ela "se prostitui por cargo". O ataque veio em resposta à crítica de Tebet à desistência de Ricardo Salles (Novo) da disputa.
Pela ótica da disputa no campo conservador, o embate nasce da defesa que Eduardo Bolsonaro fez da desistência de Ricardo Salles, apresentada como gesto para evitar a divisão dos votos da direita entre três candidatos. A reação de Tebet leva a discussão para a esfera judicial, que decidirá se a fala ultrapassou o limite da crítica política.
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2 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
As coberturas concordam nos fatos: Eduardo Bolsonaro insinuou que Tebet "se prostitui por cargo" após ela criticar a saída de Ricardo Salles, e a campanha dela pediu remoção do conteúdo e protocolou notícia-crime por violência política contra a mulher.
Simone Tebet, candidata do PSB ao Senado por São Paulo, anunciou que vai processar Eduardo Bolsonaro por violência política de gênero. O ex-deputado insinuou que ela "se prostitui por cargo" depois que Tebet criticou a desistência de Ricardo Salles da disputa.
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet, do Partido Socialista Brasileiro, anunciou que vai acionar a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, do Partido Liberal. Ela acusa o filho do ex-presidente de violência política de gênero, depois que ele insinuou, em publicação nas redes sociais, que Tebet "se prostitui por cargo".
O embate começou na segunda-feira, 28 de setembro, quando Ricardo Salles, do Partido Novo, desistiu de disputar o Senado por São Paulo e passou a apoiar Guilherme Derrite, do Progressistas, e André do Prado, do Partido Liberal. Salles fez o anúncio ao lado do governador Tarcísio de Freitas. Tebet criticou o recuo e disse que o ex-ministro do Meio Ambiente "se rendeu ao Centrão". Eduardo Bolsonaro respondeu que Salles apenas quis evitar a divisão dos votos da direita entre três candidatos, chamou Tebet de "vassala do Lula" e afirmou que, passada a eleição, ela "se prostitui por cargo, ministério etc.".
A campanha de Tebet informou que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis. Pediu à Justiça Eleitoral a remoção imediata do conteúdo e encaminhou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral. Em nota, classificou como grave a tentativa de desqualificar uma candidata por meio de uma insinuação de natureza sexual. Tebet chamou Eduardo de covarde, que ataca "protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio".
A cobertura de centro relatou o episódio dentro do quadro eleitoral: as pesquisas Quaest e Datafolha apontam empate técnico entre Tebet, Marina Silva, Derrite e André do Prado pelas duas vagas paulistas no Senado, com Salles em quinto lugar antes de renunciar. Essa cobertura também lembrou que Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025, foi cassado em dezembro por excesso de faltas na Câmara dos Deputados e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo que levou à condenação do pai.
O veículo de direita que tratou do caso adotou tom descritivo e deu espaço à defesa que Eduardo fez de Salles. Ao mesmo tempo, destacou que a equipe de Tebet citou a condenação recente de Eduardo pelo Supremo por difamar a deputada Tabata Amaral, com pena de um ano de detenção em regime aberto, e registrou que três ministros votaram por entender que as falas estavam protegidas pela imunidade parlamentar. Nenhum veículo de esquerda cobriu o episódio até o momento, e por isso não há enquadramento próprio desse campo a registrar.
Ainda não se sabe se a Justiça Eleitoral vai determinar a retirada do conteúdo antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, nem se o Ministério Público Eleitoral abrirá investigação. Eduardo Bolsonaro também não se manifestou sobre o anúncio do processo.

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) chamou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro de “covarde” após ser
