Simone Tebet deixa Lula e Haddad fora de 1 milhão de panfletos em São Paulo
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- O eleitor de São Paulo vai receber um panfleto que não traz os números de urna de presidente, governador nem dos deputados da chapa apoiada por Tebet.
- O formato em branco permite que cada grupo de apoiadores monte a própria combinação de candidatos no corpo a corpo.
- A disputa afetada é a das duas vagas ao Senado por São Paulo.
Onde os lados concordam
As duas coberturas relatam os mesmos fatos: 1 milhão de panfletos impressos apenas com a identificação de Simone Tebet, espaços em branco para presidente, governador, deputados e a segunda vaga do Senado, e a produção do material atendendo a pedidos de políticos do PSD e do MDB que apoiam a candidata sem querer vínculo com os demais nomes da chapa.
O que ainda está incerto
- Quanto custou o lote de 1 milhão de panfletos e com que recursos de campanha foi pago.
- Se o Partido dos Trabalhadores e a Rede foram informados antes da impressão e como reagiram.
- Se haverá material alternativo com a chapa completa; a assessoria da candidata não respondeu ao pedido de manifestação.
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) mandou imprimir 1 milhão de panfletos de campanha que trazem apenas o nome dela, com os espaços de presidente, governador e deputados em branco. O material deixa de fora Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad e Marina Silva, integrantes da chapa que ela apoia, e foi produzido a pedido de aliados do PSD e do MDB.
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) mandou imprimir 1 milhão de panfletos de campanha sem a imagem, o nome e o número de urna de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede), os três integrantes da chapa que ela apoia no estado. O material traz apenas a identificação da própria candidata e deixa em branco os espaços reservados aos candidatos a presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e à segunda vaga do Senado.
A cobertura de centro relatou que a decisão foi tomada depois de pedidos de políticos do Partido Social Democrático (PSD) e do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que pretendem apoiar Tebet na disputa pelo Senado, mas não querem associar as próprias campanhas aos demais nomes da aliança. Com os espaços vazios, o mesmo impresso pode circular nas mãos de grupos diferentes de apoiadores, cada um preenchendo, no corpo a corpo, a lista de candidatos que lhe convém.
Os dois veículos que cobriram o episódio convergem nos fatos centrais: o volume de 1 milhão de exemplares, a ausência dos três nomes, o pedido de aliados do PSD e do MDB e a filiação de Tebet ao PSB, em março de 2026, depois de ela deixar o MDB. Nenhuma das coberturas apresenta o custo do material, a data de distribuição ou a reação dos partidos preteridos.
A cobertura de centro acrescentou dois elementos ausentes na outra. Registrou que a candidata tem se definido como de centro-direita na economia e de centro-esquerda na pauta de costumes, posicionamento que provoca resistência em setores do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), e informou que procurou a assessoria da candidata sem obter resposta até a publicação. Veículos de direita deram ao caso um tratamento mais enxuto, centrado na leitura de que o material evidencia arranjos de apoio distintos dentro do mesmo palanque e permite que aliados façam campanha por Tebet sem reproduzir os nomes de Lula, Haddad e Marina Silva. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria sobre o episódio, de modo que a leitura que enfatizaria o custo da estratégia para a unidade da aliança e para o eleitor que pretende votar na chapa completa não aparece no noticiário levantado.
O que ainda não se sabe é se a candidata tratou do formato com o PT e com a Rede antes da impressão, quanto custou o lote, com que recursos foi pago e se haverá material alternativo trazendo a chapa completa. A assessoria de Simone Tebet não respondeu ao pedido de manifestação, e nenhuma das coberturas traz declaração dos três nomes omitidos nem dos políticos do PSD e do MDB apontados como autores do pedido.
Fontes

Material de campanha deixa também Marina Silva fora e foi produzido a pedido de políticos do PSD e do MDB. Leia no Poder360.

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) mandou imprimir 1 milhão de panfletos de campanha sem a