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O STF inicia nesta terca-feira (16) o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Primeira Turma, acusado pela PGR de coacao no curso do processo e tentativa de abolicao do Estado democratico de Direito. Segundo a denuncia, ele teria articulado nos Estados Unidos sancoes contra ministros e o tarifaco de Donald Trump para pressionar o STF a livrar o pai, Jair Bolsonaro, no caso da trama golpista. Eduardo nao constituiu advogado e sera defendido pela Defensoria Publica da Uniao. O relator e Alexandre de Moraes; votam ainda Cristiano Zanin, Carmen Lucia e Flavio Dino.
O Supremo Tribunal Federal comecou nesta terca-feira, 16 de junho de 2026, o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, do PL de Sao Paulo, na Primeira Turma da Corte. Ele e reu acusado pela Procuradoria-Geral da Republica de coacao no curso do processo e de tentativa de abolicao do Estado democratico de Direito. Segundo a denuncia, Eduardo teria atuado nos Estados Unidos para intimidar o Judiciario brasileiro e impedir a condenacao do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no caso da trama golpista. O relator da acao e o ministro Alexandre de Moraes, e o colegiado e formado ainda por Cristiano Zanin, Carmen Lucia e Flavio Dino, que preside a Turma.
Ha pontos em que toda a cobertura converge. A sessao comeca com a leitura do relatorio por Moraes, seguida das manifestacoes da PGR e da defesa, e da votacao na ordem Moraes, Zanin, Carmen e Dino. Como Eduardo esta nos Estados Unidos e nao constituiu advogado, sera representado pela Defensoria Publica da Uniao. A Primeira Turma esta com apenas quatro ministros desde a saida de Luiz Fux, e, em caso de condenacao, o passo seguinte sera a definicao da pena. Uma condenacao tornaria o ex-deputado ficha suja, impedido de disputar eleicoes.
A cobertura de centro, como a do Poder360, descreveu o rito de forma objetiva e citou trechos do proprio relator. Para Moraes, Eduardo articulou nos EUA acoes contra o Brasil, como a imposicao de tarifas, a suspensao de vistos e a aplicacao da Lei Magnitsky, com o objetivo de criar um ambiente de intimidacao sobre as autoridades responsaveis pelo julgamento de Jair Bolsonaro. Veiculos de esquerda destacaram que a acusacao mira quem teria usado pressao estrangeira para constranger o tribunal e atingir a economia nacional, com o chamado tarifaco aplicado por Donald Trump em 2025, e lembraram que o presidente do STF, Edson Fachin, saiu em defesa de Moraes e criticou o que chamou de pressoes externas indevidas sobre a Corte.
Veiculos de direita enfatizaram outro angulo. A defesa pede que Moraes seja declarado impedido por falta de imparcialidade e sustenta que as falas de Eduardo estavam protegidas pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressao. Argumenta ainda que um parlamentar brasileiro nao tem poder de decisao sobre a politica externa dos Estados Unidos, pois atos de governo estrangeiro sao expressao de soberania de outro Estado. A cobertura de direita tambem ressaltou que a Primeira Turma e a mesma formacao que ja condenou aliados em processos ligados a supostas tentativas de golpe, e que o julgamento ocorre poucos dias depois de a Justica da Italia ter apontado que o STF nao atuou de forma imparcial no caso da ex-deputada Carla Zambelli, alegando que Moraes exerceu um duplo papel de julgador e de vitima.
A divergencia central, portanto, e de enquadramento. Onde a esquerda ve responsabilizacao de uma ofensiva contra a soberania e as instituicoes, a direita ve um julgamento conduzido por um relator que a defesa considera suspeito, com tese de perseguicao politica ao clã Bolsonaro. A cobertura de centro se mantem no relato do processo e das palavras das partes, sem aderir a nenhuma das leituras.
O que ainda nao se sabe e o desfecho do julgamento e a eventual dosimetria da pena. A DPU pretendia pedir o adiamento da sessao ate a Turma voltar a estar completa, com expectativa de que o requerimento fosse negado. Ainda cabera recurso da decisao, e o caso do jornalista Paulo Figueiredo, denunciado junto a Eduardo, foi desmembrado e corre de forma independente, sem data definida para abertura.
Todos os lados relatam que o STF julga Eduardo Bolsonaro na Primeira Turma, que ele esta nos EUA e sera defendido pela DPU, e que o relator e Alexandre de Moraes, com votacao seguida de eventual dosimetria da pena.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Texto de origem Folhapress republicado por veiculo de esquerda. Predominantemente factual e detalhado, mas o enquadramento prioriza a narrativa da acusacao (PGR/Moraes) e a tendencia de condenacao como desfecho esperado, citando os argumentos da defesa de forma mais resumida. Vocabulario neutro, sem editorializacao explicita; viraria CENTER nao fosse a hierarquia de enfase pro-acusacao.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Poder360 entrega texto factual de tom neutro, no formato 'entenda', com citacoes literais do relator Moraes e descricao objetiva do rito. Vocabulario sem carga valorativa. Trata a tentativa de golpe como fato processual, sem qualificadores ceticos nem militantes. CENTER classico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Veiculo de direita. O texto e majoritariamente explicativo, mas marca distancia editorial ao qualificar a Primeira Turma como 'mesma formacao responsavel por condenacoes em processos ligados a supostas tentativas de golpe' e usar 'supostas' para a trama golpista, sinalizando ceticismo quanto a base das condenacoes. Enfase na composicao incompleta da Turma e no relator favorece a leitura de perseguicao, justificando RIGHT sobre CENTER.

Ex-deputado é réu por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado; Alexandre de Moraes é o relator. Leia no Poder360.

(Folhapress) - O julgamento da ação penal aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na qual ele é acusado de atuar nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro, começa nesta terça-feira (16), com a tendência de que a Primeira Turma condene o parlamentar.

O caso será analisado pela Primeira Turma da Suprema Corte, mesma formação responsável por condenações em processos ligados a supostas tentativas de golpe
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Perspectivas omitidas



