STF decide se Eduardo Bolsonaro será condenado no processo do tarifaço
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O STF avalia condenar Eduardo Bolsonaro por uma estratégia que, segundo a PGR, usou pressão estrangeira para tentar livrar o pai da Justiça, à custa da economia brasileira. As sobretarifas norte-americanas atingiram setores produtivos e trabalhadores alheios ao processo, o que reforça a gravidade da conduta. O julgamento é apresentado como resposta institucional à tentativa de instrumentalizar potência estrangeira contra a soberania do país.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposta coação no curso do processo da trama golpista. A acusação da PGR sustenta que ele articulou junto aos Estados Unidos o tarifaço contra exportações brasileiras para pressionar a Corte a não condenar o pai, Jair Bolsonaro. A sessão segue o rito de relatório, acusação, defesa e votação dos quatro ministros.
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Esquerda e centro relatam os mesmos fatos centrais: Eduardo Bolsonaro é réu por coação no curso do processo da trama golpista, está nos EUA, será defendido pela DPU e julgado pela Primeira Turma com quatro ministros sob relatoria de Moraes.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julga o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo, em ação ligada à chamada trama golpista. Segundo a acusação, ele teria articulado junto ao governo dos Estados Unidos a imposição do tarifaço contra exportações brasileiras, no ano passado, com o objetivo de pressionar a Corte a não condenar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O julgamento foi pautado para começar às 14h, com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
O rito da sessão é descrito de forma convergente pelas diferentes coberturas. Primeiro, Moraes apresenta o resumo do processo, desde as investigações da Polícia Federal até a decisão que tornou Eduardo réu. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República lê a acusação, e a Defensoria Pública da União faz a sustentação oral da defesa, já que o ex-deputado está nos Estados Unidos e não constituiu advogado. Depois das manifestações, votam os quatro ministros que compõem a Turma: Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino. O quórum está reduzido a quatro integrantes desde a transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma, motivada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Caso haja maioria pela condenação, o colegiado passa à fase de dosimetria, quando define a pena, prevista entre um e quatro anos de prisão.
Veículos de esquerda, como a cobertura pública, destacaram a tese da Procuradoria de que a estratégia de Eduardo causou prejuízos concretos à economia. Segundo a PGR, as sobretarifas norte-americanas oneraram setores produtivos e atingiram trabalhadores completamente alheios aos processos penais. Esse enquadramento ressalta o impacto social da conduta e a defesa das instituições diante do uso de pressão estrangeira. A acusação inclui ainda um pedido de fixação de valor para reparar os danos econômicos provocados.
A cobertura de centro relatou o caso de modo mais procedimental, tratando a acusação como suposta coação e enfatizando as etapas formais do julgamento, sem aderir à narrativa de qualquer lado. Já o ângulo enfatizado pela defesa, que ecoa argumentos identificados com veículos de direita, concentra-se nas alegações da Defensoria Pública da União: o órgão pediu a anulação do processo sob o argumento de que Moraes não poderia julgar por ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções da Lei Magnitsky, sendo ao mesmo tempo vítima e julgador. A defesa também questionou a legitimidade do julgamento com a Turma incompleta e defendeu que um ministro da Segunda Turma fosse convocado para compor o quórum.
O que ainda não se sabe é o resultado do julgamento, qual pena seria aplicada em caso de condenação, se a tese de nulidade levantada pela defesa terá acolhida e qual valor de reparação econômica poderia ser fixado. Também permanece em aberto o desdobramento prático de uma eventual condenação, já que Eduardo Bolsonaro segue nos Estados Unidos.
Filho de Jair Bolsonaro será julgado pela Primeira Turma por suposta coação relacionada ao processo da trama golpista

Caso trata da articulação de Eduardo para incentivar os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, o tarifaço contra as exportações brasileiras