
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

A Primeira Turma do STF começa a julgar nesta terça-feira a ação penal contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, acusado pela PGR de coação no curso do processo por ter atuado nos Estados Unidos para pressionar o governo americano a adotar medidas contra ministros do Supremo e contra o Brasil. A sessão tem leitura do relatório por Moraes, sustentação oral da PGR e da DPU e, então, a votação. Em paralelo, uma greve de cerca de 160 profissionais da TV Justiça pode reduzir a cobertura jornalística das sessões.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começa a julgar nesta terça-feira a ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, acusado pela Procuradoria-Geral da República de coação no curso do processo. A sessão tem início às 14h, com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Em seguida, a PGR dispõe de uma hora para defender a condenação e a Defensoria Pública da União, que assumiu a defesa, tem o mesmo tempo para a sustentação oral antes do início da votação.
Segundo a denúncia, Eduardo Bolsonaro atuou junto a autoridades e parlamentares dos Estados Unidos para pressionar o governo americano a adotar medidas contra ministros do STF e contra o próprio Brasil. O objetivo, afirma a PGR, seria constranger integrantes da Corte e interferir nas investigações sobre os atos antidemocráticos e a tentativa de golpe de Estado, inclusive por meio da articulação de sanções internacionais como a Lei Magnitsky. A defesa sustenta que as manifestações do parlamentar estão protegidas pela liberdade de expressão e pela atuação política exercida no exterior.
A cobertura de centro detalhou o rito e a composição do colegiado: a Primeira Turma conta hoje com apenas quatro ministros, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. A DPU tentou adiar a análise e pediu a convocação de um ministro de outra turma, argumentando que a vaga aberta desde a saída de Luiz Fux prejudica o julgamento e abre margem para empate. Moraes respondeu que a jurisprudência do tribunal é firme ao admitir o julgamento mesmo com um integrante a menos, já que o quórum mínimo é de três ministros e o eventual empate em matéria criminal favorece o réu. Eduardo, residente nos Estados Unidos, não contratou advogado para o caso e não compareceu ao interrogatório por videoconferência.
Veículos de direita enfatizaram justamente os pontos levantados pela defesa: o colegiado reduzido, o risco de empate e a concentração, em Alexandre de Moraes, dos papéis de relator e condutor das investigações relacionadas, situação frequentemente apontada por esse campo como problema de imparcialidade. Para essa cobertura, está em jogo o limite entre crime e atividade política legítima de um brasileiro junto a governos estrangeiros.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo do mesmo arco. Além de tratar a acusação como tentativa de instrumentalizar uma potência estrangeira contra as instituições brasileiras, a cobertura de esquerda deu relevo a uma greve de cerca de 160 profissionais da Rádio e TV Justiça e de setores de comunicação do STF, iniciada na véspera por atrasos no pagamento de salários e benefícios. A paralisação pode reduzir a cobertura jornalística das sessões, embora a Secretaria de Comunicação do tribunal garanta que as transmissões ao vivo não serão interrompidas. A categoria também alerta para uma nova licitação que prevê reduzir os postos de 138 para 47 contratados pela CLT, com risco de substituição por profissionais pessoa jurídica, o que, na avaliação dos trabalhadores, aprofundaria a precarização.
O que ainda não se sabe é como votarão os quatro ministros e se haverá empate, qual será o desfecho dos pedidos da defesa sobre a composição da turma e se a greve afetará, na prática, o acompanhamento jornalístico das sessões. Também não há detalhamento sobre quais sanções dos Estados Unidos já teriam decorrido da articulação atribuída ao ex-deputado.
Os lados concordam que a Primeira Turma do STF inicia o julgamento de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, com relatoria de Moraes, e que o colegiado está reduzido a quatro ministros após a saída de Fux.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Ângulo trabalhista da paralisação dos profissionais da TV Justiça, com ênfase em precarização, redução de postos CLT e substituição por PJ — vocabulário e enquadramento de direitos trabalhistas típicos de cobertura de esquerda. Liga o tema ao julgamento de Eduardo Bolsonaro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto apresenta acusação da PGR e argumentos da defesa com paridade, expõe o rito processual (leitura do relatório, sustentação oral, votação) e cita a decisão de Moraes sobre o quórum sem vocabulário valorativo. Enquadramento factual de agência.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Ex-deputado é acusado de coação no curso do processo; sessão terá início às 14h com leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes
Paralisação reúne 160 profissionais e pode reduzir cobertura jornalística das sessões
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.



