Fachin acelera apuração no STF sobre ministros citados no caso Master
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A leitura de esquerda destaca a pressão política sobre o Supremo e o risco de o caso Banco Master ser usado como justificativa para ataques à Corte por um Senado renovado. Enfatiza que citação não é prova e que a Justiça precisa dar resposta institucional, mas com o devido processo.
Parte do Supremo Tribunal Federal defende pressa nas apurações internas sobre o suposto envolvimento de ministros com Daniel Vorcaro, do caso Banco Master, para tentar reduzir o risco de impeachment no Senado a partir de 2027. O presidente da Corte, Edson Fachin, pediu um relatório à Polícia Federal. Os prazos, porém, tornam improvável uma conclusão até o recesso de 20 de dezembro.
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As coberturas de centro e de esquerda convergem nos fatos: Fachin pediu relatório à PF, seis ministros são citados, citação não prova crime e os prazos tornam improvável concluir tudo antes do recesso de 20 de dezembro.
Parte do Supremo Tribunal Federal quer concluir ainda em 2026 a apuração interna sobre ministros citados no caso Banco Master, para reduzir o risco de impeachment no Senado renovado de 2027. Os prazos da Polícia Federal e do Plenário, porém, tornam o objetivo improvável.
Parte do Supremo Tribunal Federal (STF) defende pressa nas apurações internas sobre o suposto envolvimento de ministros com Daniel Vorcaro, ligado ao caso Banco Master. A avaliação dessa ala é que, se a situação for esclarecida até o fim de 2026, diminui a chance de pedidos de impeachment contra integrantes da Corte no Senado a partir de 2027, quando toma posse a bancada eleita este ano. Boa parte dos senadores novatos defende o afastamento de ministros por crime de responsabilidade por causa do caso.
O presidente do tribunal, Edson Fachin, pediu à cúpula da Polícia Federal (PF) um relatório minucioso, com detalhes das referências aos ministros, mas sem qualquer juízo de valor. O pedido veio depois de o ministro Flávio Dino defender, em plenário, a investigação de todos os magistrados citados. Ao menos seis estariam nessa situação: Alexandre de Moraes, André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. As fontes ressaltam que ser citado não significa ter cometido crime.
O calendário joga contra a estratégia. A tendência é que a PF entregue o relatório somente após o segundo turno das eleições, ou seja, a partir de segunda-feira, 26 de outubro. Depois disso, Fachin deve pedir um parecer à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a necessidade de abrir inquérito contra os ministros mencionados e, em seguida, levar o caso ao Plenário, que decide. Em 15 de setembro, o Plenário já tratou do tema e não chegou a uma conclusão: as discussões foram ásperas, com xingamentos e acusações entre os ministros, e Dino pediu vista. A expectativa no tribunal é de um cenário parecido na retomada.
Se o inquérito for aberto, será preciso colher depoimentos e produzir provas, fase que costuma consumir meses. O STF entra em recesso em 20 de dezembro, o que torna pouco provável uma conclusão ainda neste ano. A saída rápida seria Fachin concluir que não há elementos robustos para investigar os colegas e arquivar os indícios. Ainda assim, esse desfecho não necessariamente tiraria dos senadores recém-eleitos a motivação para abrir processos de impeachment.
A cobertura de centro tratou o assunto como bastidor do tribunal e destacou que a chance de a estratégia funcionar é pequena, por causa dos prazos das investigações. Veículos de esquerda enfatizaram a pressão política sobre a Corte e o papel do Senado renovado, que tem a atribuição constitucional de julgar ministros por crime de responsabilidade, e frisaram que o desafio de Fachin é conciliar a resposta pública com as exigências legais e as divergências internas. Entre as fontes reunidas para esta reportagem não há veículo de direita, de modo que não é possível relatar um enquadramento próprio desse campo sobre o episódio.
O que ainda não se sabe: o conteúdo do relatório da PF, que ainda não foi entregue; se a PGR recomendará a abertura de inquérito; como votará o Plenário diante das divergências internas; e se alguma providência vai de fato reduzir a pressão no Senado a partir de 2027.

Fachin aguarda relatório da Polícia Federal sobre magistrados citados no caso; impasse no plenário pode prolongar investigações até 2027
