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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fechou uma coligação que reúne todos os partidos que apoiaram Rodrigo Garcia em 2022 e, segundo projeção divulgada, ficará com 70,8% do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, contra 29,2% do pré-candidato Fernando Haddad (PT). A distribuição decorre da regra legal que reparte 90% do tempo proporcionalmente às bancadas eleitas para a Câmara em 2022 e 10% de forma igualitária entre as candidaturas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, fechou uma coligação que reúne todos os partidos que apoiaram o ex-governador Rodrigo Garcia na eleição de 2022 e, com isso, deve quase triplicar o tempo de propaganda eleitoral gratuita a que terá direito no rádio e na televisão na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Conforme projeção divulgada, ele ficaria com 70,8% do horário eleitoral, contra 29,2% do pré-candidato Fernando Haddad, do PT. Outros nomes devem entrar na disputa, mas pertencem a partidos que não superaram a cláusula de barreira e, por isso, não têm direito a tempo de rádio e televisão.
Em minutos, a projeção indica 6 minutos e 23 segundos para o governador em cada bloco de 9 minutos de propaganda, contra 2 minutos e 37 segundos para o adversário. São dois blocos por dia, exibidos às segundas, quartas e sextas-feiras. A mesma proporção se repete nas inserções, aqueles vídeos de 30 ou 60 segundos espalhados pela programação normal: dos 14 minutos diários reservados à eleição estadual, a estimativa é de 9 minutos e 55 segundos para a candidatura governista e 4 minutos e 5 segundos para a petista.
A virada no tempo de televisão tem uma explicação partidária direta. Além de manter a aliança com PL e PSD, o governador atraiu a federação União Progressista, o MDB e o Podemos, siglas que quatro anos atrás estavam na coligação adversária. O ex-governador que liderava aquele arco de alianças passou de rival a aliado e chegou a se filiar ao partido do atual governante. Na última semana, o governador recebeu a presidente do Podemos, o presidente do Avante e o presidente da federação PSDB-Cidadania; o presidente nacional do MDB gravou vídeo formalizando apoio. Pela legislação eleitoral, porém, apenas as seis maiores bancadas de cada coligação entram no cálculo do tempo.
Do outro lado, a coligação petista mudou pouco em relação a 2022. Permanecem PT, PCdoB e PV, reunidos em federação, além de PSB, PSOL e Rede, também federados. A novidade é a entrada do PDT, compensada pela saída do Agir, que deve lançar nome próprio. O saldo é um crescimento modesto: de 2 minutos e 18 segundos em 2022 para 2 minutos e 37 segundos agora. As tentativas de diálogo com PSDB e PSD não avançaram.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso com esse nível de detalhe, o que significa que a story ainda não tem contraponto de cobertura de outros lados do espectro. Nessa cobertura de fonte única, dois cientistas políticos ouvidos sustentam que o horário eleitoral não perdeu centralidade, porque a televisão segue como principal porta de entrada dos candidatos na casa do eleitor, retroalimentando as redes sociais. Um deles observa que a situação estadual é o inverso da federal, onde a vantagem de tempo tende a ficar com a candidatura à reeleição presidencial diante de um adversário que ainda não formou alianças. O mesmo especialista lembra que tempo grande de TV já não bastou no passado, citando a derrota do candidato governista paulista em 2022 e a campanha presidencial de 2018 de um ex-governador tucano, ambos com coligações amplas.
A campanha petista afirmou em nota que redes sociais, debates e viagens pelo interior serão essenciais no período eleitoral, com o argumento de expor o que classifica como grau de calamidade em setores do governo estadual. A campanha do governador não se manifestou, e essa ausência de resposta é um dos vazios da matéria.
O que ainda não se sabe é se a projeção se confirmará: os números dependem da homologação das coligações nas convenções partidárias, de eventuais mudanças de posição de siglas até o registro das candidaturas e de novas retotalizações de votos determinadas pela Justiça Eleitoral, que já alteraram bancadas em 2025 e neste ano. Também segue em aberto o efeito prático dessa assimetria sobre a intenção de voto e o desfecho da negociação das mesmas legendas no plano nacional.
1 fonte política
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ter perfil de direita e de o texto abrir com um vídeo de apelo à união da direita, o corpo é predominantemente factual: apresenta os percentuais projetados, explica a regra legal de distribuição (90% proporcional às bancadas de 2022, 10% igualitário, cláusula de barreira), lista os partidos de cada arco de alianças e ouve dois cientistas políticos e a campanha do pré-candidato do PT, registrando que a outra campanha não se manifestou. O enquadramento favorece implicitamente o governador ao tratar sua vantagem como resultado de boa avaliação e coesão da coligação, com o contraponto histórico de Rodrigo Garcia e Geraldo Alckmin, mas sem vocabulário valorativo carregado.
Perspectivas omitidas
Principal rival, Fernando Haddad terá 29% e também aposta nas redes sociais e nos debates
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