Tarcísio de Freitas pressiona Republicanos por apoio a Flávio no segundo turno
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Depois do primeiro turno de 4 de outubro, partidos e lideranças de centro-direita se movimentam para apoiar o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve participar da reunião do Republicanos que pode definir o apoio da sigla, enquanto Romeu Zema, do Novo, deve anunciar apoio a Flávio.
A cobertura de direita enfatiza o fortalecimento da candidatura de Flávio Bolsonaro para o segundo turno, com Tarcísio de Freitas mais engajado e partidos de centro-direita se aproximando. O governador projeta vitória de Flávio com margem cerca de cinco pontos superior à que Jair Bolsonaro teve sobre Lula em 2022.
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A cobertura de centro e a de direita concordam que Romeu Zema, do Novo, deve apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno e que partidos de centro-direita se reorganizam em torno do senador.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve participar da reunião do Republicanos que pode definir o apoio da sigla a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Romeu Zema e Ronaldo Caiado também se alinham ao senador, enquanto o MDB tende a manter a neutralidade.
Os partidos de centro-direita começaram a se movimentar para o segundo turno da eleição presidencial logo após a votação de 4 de outubro. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, deve participar nesta terça-feira, dia 6, da reunião do partido que pode definir o apoio da sigla ao senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores.
Tarcísio chegou a Brasília na segunda-feira, dia 5, para uma reunião com Flávio sobre a estratégia da nova etapa da campanha. No primeiro turno, o Republicanos optou pela neutralidade na disputa presidencial, mesmo com as investidas do governador. O principal obstáculo a uma mudança de posição está no comando da Câmara dos Deputados: o presidente da Casa, Hugo Motta, é mais próximo de Lula e tem influência dentro da legenda.
Outras siglas também se posicionam. A federação formada pelo Progressistas e pelo União Brasil marcou reunião para o mesmo dia, com expectativa interna de apoio a Flávio. No MDB, membros afirmam que a chance de apoio é zero e que o partido deve seguir neutro. Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pelo PSD, deve anunciar apoio ao senador. Romeu Zema, do Novo, também deve declarar apoio a Flávio, segundo fontes próximas a ele. Zema já havia dito que apoiaria qualquer candidato de oposição a Lula num eventual segundo turno.
A cobertura de centro relatou, além do movimento de Zema, que ele foi flagrado com o celular na mão dentro da cabine de votação, o que é proibido. Zema disse que ninguém o alertou e que não fotografou nada. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que a Justiça Eleitoral vai apurar o caso e que, se comprovado, ele configura crime eleitoral. Essa cobertura lembrou ainda que Zema não pontuou nas pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas na véspera da eleição.
Veículos de direita enfatizaram a mudança de postura de Tarcísio. Segundo interlocutores, o governador, que antes mantinha distância da campanha, passou a atuar diretamente pela construção de apoios a Flávio desde a crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Essa cobertura relatou que Tarcísio projeta a aliados uma vitória de Flávio com margem cerca de cinco pontos superior à obtida por Jair Bolsonaro sobre Lula em 2022, e que a presença dele na reunião deve aumentar a pressão interna pelo acordo.
Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda sobre essas articulações, e as informações sobre bastidores vêm sobretudo de fontes anônimas.
Ainda não se sabe qual será a decisão do Republicanos nem qual será o peso de Hugo Motta no resultado. Também não está claro se a federação entre Progressistas e União Brasil fechará apoio formal, nem qual será o desfecho da apuração da Justiça Eleitoral sobre o episódio envolvendo Zema.
Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que a Justiça Eleitoral vai apurar o caso

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