Tarcísio de Freitas reage à carta de Flávio Bolsonaro e defende resultado das urnas
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O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), divulgou nota nesta quarta-feira dizendo entender a indignação de Flávio Bolsonaro (PL), mas afirmando que a eleição acabou e que o caminho é respeitar o resultado das urnas. A reação veio depois de o senador, derrotado por Lula no segundo turno e já nos Estados Unidos, publicar carta em que se dizia o verdadeiro presidente eleito, versão depois trocada por líder do Brasil.
A cobertura à esquerda trata a carta de Flávio Bolsonaro como golpista e registra o isolamento do senador: até partidos que o apoiaram no segundo turno, como o União Brasil, cobraram respeito ao resultado. A reação de Tarcísio de Freitas entra num movimento mais amplo do Centrão de se afastar da contestação das urnas e defender a soberania popular.
A cobertura à direita destaca que Tarcísio de Freitas compreende a indignação de Flávio Bolsonaro, compartilhada por muitos brasileiros, mas aposta numa oposição forte e institucional contra o governo Lula. O contexto ressaltado é o de sucessivas medidas do ministro Alexandre de Moraes contra a família Bolsonaro, incluindo a ordem de entrega de passaportes logo após o anúncio do resultado.
8 fontes políticas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Tarcísio de Freitas divulgou nota dizendo que entende a revolta de Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula no segundo turno, mas que o caminho é respeitar o resultado. A reação veio depois de o senador, já em Miami, publicar carta em que se dizia presidente eleito e alegava fraude sem provas.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, divulgou nota nesta quarta-feira, 28 de outubro, em que afirma entender a indignação e a revolta do senador Flávio Bolsonaro, do PL, mas diz que a eleição acabou e que o caminho é respeitar o resultado das urnas. Tarcísio foi um dos principais fiadores da candidatura de Flávio, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no segundo turno de 25 de outubro.
A nota veio depois de Flávio, já em Miami, nos Estados Unidos, publicar uma carta em que se apresentava como o verdadeiro presidente eleito do Brasil e acusava fraude eleitoral. Cerca de uma hora depois, uma nova versão trocou a expressão por líder do Brasil. Na nota, Tarcísio afirmou que o momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, e que respeitar o processo democrático fortalece o sistema de freios e contrapesos.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos centrais. O senador deixou o país com a esposa e as duas filhas depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega dos passaportes da família. Na véspera da nota, Tarcísio já havia publicado um vídeo reconhecendo a vitória de Lula, no qual repetiu que a eleição passou, pediu unidade da direita e uma oposição vigilante, e criticou o que chamou de uso da máquina e interferência do Judiciário. O Tribunal Superior Eleitoral declarou Lula vencedor com 51,78% dos votos válidos.
A cobertura de centro relatou a nota com detalhes de bastidor. Aliados do governador dizem que ele atuou para demover Flávio de contestar o resultado e que o episódio o fortalece como possível candidato da direita em 2030, embora ele não trate do assunto e descarte romper com a família Bolsonaro. Essa cobertura também informou que a carta cita fraude sem apresentar provas e reuniu as manifestações do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB e do PSD em favor do resultado.
Veículos de esquerda destacaram o isolamento do senador. Eles enfatizaram que o União Brasil, que apoiou Flávio no segundo turno, divulgou nota assinada por Antonio de Rueda dizendo que a eleição transcorreu com lisura e que a democracia é um valor inegociável. Essa cobertura qualificou a carta como golpista e tratou a saída de Flávio do país como fuga.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo. Destacaram a frase de Tarcísio de que a indignação de Flávio é compartilhada por muitos brasileiros e a ideia de uma oposição forte contra o governo Lula. Também reproduziram as acusações da carta contra o ministro Cristiano Zanin, que estendeu o horário de votação, e listaram decisões anteriores de Moraes contra integrantes da família Bolsonaro como contexto para a ordem sobre os passaportes. Fontes do PL disseram não ter sido avisadas da carta.
Ainda não se sabe se Flávio vai retornar ao Brasil, nem qual será o desdobramento da investigação que motivou a ordem sobre os passaportes. Também não está claro se o PL vai endossar ou se afastar da contestação, e como a liderança da oposição será dividida entre o senador no exterior e Tarcísio no país.
O texto não cita o ex-candidato do PL nominalmente, mas foi divulgado horas depois de o senador publicar uma carta de teor golpista

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Tarcísio de Freitas diz compreender a indignação de Flávio, mas defende respeito ao resultado eleitoral e que a oposição siga em frente.
