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Entre 26 e 29 de julho de 2026, três institutos divulgaram pesquisas de intenção de voto em cinco estados. Em São Paulo, o Paraná Pesquisas aponta o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 48,5% contra 35,1% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) no primeiro turno e 51,8% a 38,3% no segundo, enquanto a Genial/Quaest também coloca o governador à frente nos dois cenários. Fora de São Paulo, lideram Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro, Sergio Moro (PL) no Paraná, Cleitinho Azevedo (Republicanos) em Minas Gerais e Eduardo Riedel (PP) em Mato Grosso do Sul. Todos os levantamentos citados têm registro na Justiça Eleitoral, com margens de erro entre 2 e 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Uma sequência de pesquisas eleitorais divulgadas entre 26 e 29 de julho de 2026 desenhou o mesmo padrão em cinco estados: em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, os pré-candidatos mais conhecidos aparecem à frente com vantagens maiores que a margem de erro dos levantamentos. O caso de maior repercussão é o paulista. Segundo o instituto Paraná Pesquisas, que ouviu 1.680 eleitores entre 25 e 28 de julho, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) soma 48,5% das intenções de voto, contra 35,1% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Em simulação de segundo turno, a diferença cresce para 51,8% a 38,3%. O mesmo instituto mediu aprovação de 63,8% à gestão estadual e rejeição de 42,9% a Haddad, ante 27,1% de Tarcísio. Uma segunda pesquisa, da Genial/Quaest, entrevistou 1.650 eleitores paulistas de 23 a 27 de julho, apontou o governador à frente nos dois turnos e registrou aprovação de 55% ao governo, com rejeição de 58% ao ex-ministro e de 37% ao governador.
Fora de São Paulo, o quadro se repete com outros nomes. No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera todos os cenários testados, com 38% a 42% no primeiro turno e 48% a 52% nos confrontos diretos. No Paraná, o senador Sergio Moro (PL) marca de 39% a 40% no primeiro turno e de 48% a 50% no segundo, num estado em que a gestão estadual em exercício tem 81% de aprovação. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) vence todas as simulações de segundo turno medidas, inclusive contra o governador em exercício, Mateus Simões (PSD). Em Mato Grosso do Sul, o governador Eduardo Riedel (PP) aparece com 46,2%, mais que o dobro do segundo colocado, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), com 21,6%.
As coberturas convergem nos dados brutos e se separam na leitura. Veículos de direita destacaram o tamanho das vantagens e a ideia de continuidade administrativa: a folga do governador paulista sobre o adversário petista, a alta rejeição ao ex-ministro da Fazenda e, no levantamento sul-mato-grossense, a dianteira do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 39%, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 30%, na preferência daquele estado para a Presidência. Um desses textos afirma que o patamar de votos do governador de Mato Grosso do Sul, se mantido nas urnas, garantiria a reeleição já no primeiro turno, projeção que uma sondagem pontual não sustenta. A cobertura de centro repartiu o mesmo material em recortes separados, aprovação, intenção de voto e rejeição, e insistiu na ficha técnica: tamanho da amostra, período de campo, margem de erro, número de registro no Tribunal Superior Eleitoral, custo e financiador. Um dos levantamentos paulistas custou R$ 50 mil com recursos próprios do instituto e o outro, R$ 279 mil, também com recursos próprios; as pesquisas do Rio de Janeiro e do Paraná foram pagas pelo Banco Genial, que dá nome à série.
Veículos de esquerda não cobriram esta rodada no conjunto de matérias reunido, e isso deixa sem contraditório o ângulo que esse campo costuma acionar: quem financia as sondagens, o peso do reconhecimento de nome numa fase em que 74% dos eleitores paulistas não citam nenhum candidato na pergunta espontânea, e a ausência de saúde, educação e emprego numa cobertura organizada em porcentagens.
Ainda não se sabe se os quadros vão se sustentar depois do registro das candidaturas e do fechamento das coligações. Os dois institutos que mediram São Paulo chegaram a números distintos para a aprovação do governo estadual, 63,8% e 55%, e para a rejeição do ex-ministro, 42,9% e 58%, diferença que nenhuma das matérias explica. O levantamento de Mato Grosso do Sul não informa quem o encomendou nem a margem de erro do cenário estadual. Também não há comparação com pesquisas anteriores dos mesmos institutos, o que impede dizer se os favoritos estão subindo, estáveis ou em queda.
Os dois blocos de cobertura tratam os levantamentos como confiáveis e convergem no essencial: os favoritos lideram acima da margem de erro em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, todas as pesquisas citadas têm registro no Tribunal Superior Eleitoral, e o governador paulista aparece à frente do ex-ministro da Fazenda tanto no primeiro quanto no segundo turno.
12 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Detalha cenários de 1º e 2º turno, rejeição e metodologia da Genial/Quaest no Rio de Janeiro; recapitulação factual sem enquadramento.
Conteúdo idêntico à cobertura padrão dos cenários da Genial/Quaest no RJ, em formato AMP; recapitulação factual dos números e da metodologia.
Texto estritamente factual: aprovação, desaprovação, amostra, período de campo, margem de erro, nível de confiança, protocolo no TSE, custo do estudo e origem do financiamento. Sem adjetivação e sem juízo sobre o governo avaliado. A única fragilidade é não esclarecer por que dois indicadores da mesma pesquisa (aprovação e nota de gestão) divergem tanto.
Perspectivas omitidas
Reportagem de números sem enquadramento ideológico: apresenta 48,5% contra 35,1% no 1º turno, 51,8% a 38,3% no 2º turno e a rejeição dos dois principais nomes, sempre com amostra, período, margem de erro, protocolo e custo. A frase de que o líder soma mais do que todos os adversários juntos é aritmética verificável na própria pesquisa, não avaliação editorial.
Perspectivas omitidas
O relato é factual e cita os dois índices de rejeição, mas a hierarquia editorial concentra título, subtítulo e imagem no candidato do PT, com a expressão de jeito nenhum no subtítulo dando carga ao dado. É emphasis, não distorção, e o número do outro concorrente permanece no texto, o que mantém o artigo em CENTER.
Perspectivas omitidas
Texto neutro, centrado em metodologia: 1.104 entrevistados, 21 a 25 de julho, margem de 3 pontos, registros BR-01656/2026 e PR-04818/2026, custo de R$ 215.479,58 e identificação do banco que pagou. Traz também rejeição e avaliação do governo estadual sem qualificar nenhum dos lados.
Perspectivas omitidas
Relato equilibrado dos confrontos diretos, com percentuais de cada simulação de 2º turno, empates técnicos explicitados e ficha técnica completa (1.482 eleitores, 22 a 26 de julho, margem de 3 pontos, protocolo MG-03490/2026). Não há vocabulário valorativo sobre nenhum dos pré-candidatos, incluindo o do PT e o governador em exercício.
Perspectivas omitidas
É a cobertura mais completa do cluster para a disputa fluminense: descreve os três cenários de 1º turno e os dois de 2º turno com percentual de cada nome, indecisos, brancos e nulos, e fecha com seção de metodologia (1.200 entrevistas presenciais, 21 a 25 de julho, margem de 3 pontos, financiamento do banco e protocolo RJ-02671/2026). Nenhum adjetivo valorativo sobre candidatos.
Perspectivas omitidas
Cobertura factual e metodologicamente transparente: 1.650 eleitores, campo de 23 a 27 de julho, margem de 2 pontos, registros BR-09998/2026 e SP-04846/2026, custo de R$ 279.386,90 e origem do financiamento. O dado de 74% de indecisos na pergunta espontânea é apresentado sem interpretação, e a rejeição dos dois principais nomes aparece lado a lado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do viés declarado do veículo, o texto é um relato de números: percentuais por candidato, indecisos, brancos e nulos, além da ficha técnica (1.200 entrevistas presenciais, 21 a 25 de julho, margem de 3 pontos, registro RJ-02671/2026). Não há vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico, o que puxa o artigo para o CENTER. O desvio relevante é estrutural: a manchete promete o 2º turno e o corpo entrega apenas cenários de 1º turno.

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Mais de 4 em cada 10 eleitores paulistas dizem que não votariam no candidato do PT de jeito nenhum. Leia no Poder360.

Senador tem de 39% a 40% em cenários de 1º turno; em um eventual 2º turno, pontua de 48% a 50%. Leia no Poder360.

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Pesquisa Genial/Quaest mostra que o atual governador do Estado abre vantagem sobre Fernando Haddad em cenários testados. Leia no Poder360.
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Perspectivas omitidas
O relato dos percentuais é correto, mas o enquadramento é de direita em dois pontos: a projeção editorial de que o desempenho do governador em exercício garante a reeleição já no primeiro turno, e o destaque em subtítulo próprio para a liderança do senador Flávio Bolsonaro (39%) sobre o presidente Lula (30%) na preferência estadual, seção que não era o assunto anunciado na manchete. A ausência do financiador da sondagem enfraquece a checagem do leitor.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
O enquadramento é favorável ao governador desde o título (lidera com folga) e a legenda da foto atribui a ele valores cívicos e senso de pertencimento, adjetivação editorial fora do escopo de uma matéria de pesquisa. O texto repete a vantagem sobre o petista em 1º e 2º turno e encerra com chamada para artigo do próprio veículo sobre confiabilidade das urnas, reforçando o eixo editorial de direita. Os números em si estão corretamente reportados.
Perspectivas omitidas



