Tarcísio de Freitas reconhece vitória de Lula e prega oposição vigilante
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reconheceu em vídeo publicado na terça-feira, 27 de outubro, a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Ele agradeceu a Flávio Bolsonaro (PL), defendeu uma oposição vigilante e disse que reconhecer o resultado não significa calar sobre excessos, citando uso da máquina e interferência do Judiciário. Antes, seu vice, Felício Ramuth (MDB), já havia reconhecido o resultado e criticado o pedido de anulação feito pelo PL.
Pelo prisma da direita, Tarcísio de Freitas aceitou o resultado das urnas sem abrir mão de cobrar o governo Lula por responsabilidade fiscal, corte de gastos e combate ao crime. O governador apontou excessos na eleição, como a decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar a votação, e lembrou que a direita sai das urnas com força no Congresso e nos estados.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Todas as fontes registram que Tarcísio de Freitas reconheceu a reeleição de Lula, agradeceu a Flávio Bolsonaro e defendeu uma oposição vigilante, e que seu vice, Felício Ramuth, aceitou o resultado antes dele.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reconheceu em vídeo a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, agradeceu a Flávio Bolsonaro e pediu unidade da direita numa oposição vigilante. Ele citou uso da máquina e interferência do Judiciário na eleição. Seu vice, Felício Ramuth, já havia aceitado o resultado.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, reconheceu na terça-feira, 27 de outubro, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Foi a primeira manifestação dele depois do segundo turno, realizado no domingo, 25. Em vídeo de pouco mais de dois minutos publicado nas redes sociais, Tarcísio agradeceu ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, de quem foi cabo eleitoral, e defendeu que a direita forme uma oposição vigilante ao governo federal.
Lula venceu com 64.256.232 votos, contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro. No vídeo, Tarcísio repetiu várias vezes que a eleição passou, mas disse que permanecem os desejos de corte de gastos, redução de impostos, ministérios técnicos e combate ao crime. Ele afirmou que a disputa foi marcada por uso da máquina, programas lançados fora do prazo e interferência do Judiciário, e resumiu: reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos. Também disse que o Congresso terá papel central na pacificação do país e no aperfeiçoamento das instituições, incluindo o Judiciário. Ao final, afirmou que pretende seguir trabalhando em São Paulo.
Antes do governador, seu vice, Felício Ramuth, do MDB, já havia reconhecido a vitória de Lula na segunda-feira, 26. Ramuth criticou a campanha de Flávio, que pediu a anulação da eleição por causa da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar o horário de votação. Segundo o vice, o próprio PL havia pedido a prorrogação, e os votos registrados depois das 17 horas foram insignificantes diante da diferença entre os candidatos. No domingo, Tarcísio havia criticado a decisão de Zanin, tomada às 17h01, por ter passado por cima da autoridade do Tribunal Superior Eleitoral.
A cobertura de centro concentrou-se no conteúdo do vídeo. Um dos relatos ressaltou que o governador fez as acusações sem apresentar detalhes ou provas. Outro trouxe bastidores: aliados contam que Tarcísio discordou do pedido de anulação, ausentou-se do discurso em que Flávio sugeriu contestar o resultado e soube pelo noticiário da saída do senador do país. Interlocutores do governador avaliam que esse afastamento pode fortalecê-lo como nome para a disputa presidencial de 2030, embora ele não trate do assunto e descarte romper com a família Bolsonaro.
O veículo de perfil de direita que acompanhou o caso enfatizou a reação do grupo de Tarcísio ao resultado, dando destaque à crítica de Ramuth contra a contestação do PL, ao lado das falas de Sergio Moro, eleito governador do Paraná, que apontou questionamentos da oposição a esclarecer, e de dirigentes do MDB e do Republicanos que parabenizaram Lula. Não houve cobertura de veículos de esquerda entre as fontes reunidas sobre o pronunciamento.
Ainda não se sabe quais fatos concretos sustentam as acusações de uso da máquina e interferência do Judiciário feitas pelo governador. Também não está claro se o pedido de cassação da chapa de Lula, anunciado por Flávio Bolsonaro, terá apoio de Tarcísio, nem qual será o papel do governador na oposição que ele próprio defendeu.
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Governador de São Paulo publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça (27). Ele também criticou o processo eleitoral e defendeu a união da direita em uma oposição vigilante ao governo federal.

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