Tarcísio de Freitas chega a 50% em São Paulo enquanto Sergio Moro lidera no Paraná
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Na leitura de direita, os dois levantamentos do Instituto Paraná Pesquisas confirmam favoritismo consolidado de nomes ligados à centro-direita em dois dos maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas alcança os 50% necessários para vencer já no primeiro turno e amplia a vantagem sobre Fernando Haddad de 13,4 para 16,2 pontos percentuais, num movimento que vem de 45,6% em junho e 48,5% em julho. No cenário de disputa direta, o governador chega a 53% contra 36,9% do petista. No Paraná, Sergio Moro lidera com 46,1%, o dobro do segundo colocado, Requião Filho, que ainda carrega a maior rejeição do estado, de 36,3%.
O Instituto Paraná Pesquisas divulgou dois levantamentos de intenção de voto para governos estaduais na eleição de 2026. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 50% no primeiro turno e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) com 33,8%, diferença de 16,2 pontos percentuais; num cenário com apenas os dois, o placar é de 53% a 36,9%.
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Toda a cobertura reproduz os mesmos percentuais e reconhece dois favoritos claros: Tarcísio de Freitas com 50% em São Paulo, à frente de Fernando Haddad com 33,8%, e Sergio Moro com 46,1% no Paraná, com mais que o dobro do segundo colocado, Requião Filho.
Dois levantamentos do Instituto Paraná Pesquisas colocam Tarcísio de Freitas com 50% das intenções de voto em São Paulo, contra 33,8% de Fernando Haddad, e Sergio Moro com 46,1% no Paraná, à frente de Requião Filho, com 23,4%. A leitura dos números divide a cobertura: parte dela trata os 50% como reeleição encaminhada, parte lembra que a marca está dentro da margem de erro de 2,4 pontos.
O Instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta semana dois levantamentos de intenção de voto para governos estaduais na eleição de 2026, e os dois apontam favoritos folgados. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 50% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,8% do ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT), uma diferença de 16,2 pontos percentuais. No Paraná, o senador Sergio Moro (PL) lidera com 46,1%, seguido pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), com 23,4%, e pelo deputado federal Sandro Alex (PSD), com 16,5%.
As fichas técnicas são conhecidas. A pesquisa paulista ouviu 1.680 eleitores em 80 municípios entre 16 e 18 de agosto, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-08913/2026. A paranaense entrevistou 1.520 eleitores entre 13 e 16 de agosto, em abordagens pessoais e domiciliares, com margem de erro de 2,6 pontos, também com 95% de confiança, e protocolo PR-09048/2026. O levantamento do Paraná foi contratado pelo próprio instituto.
Toda a cobertura converge nos números e na série histórica paulista. Em junho, Tarcísio de Freitas tinha 45,6% e Fernando Haddad, 34,1%. Em julho, o governador marcou 48,5% e o petista, 35,1%. Agora, o placar é de 50% a 33,8%. Num segundo cenário, com apenas os dois nomes testados, o governador chega a 53% contra 36,9%. No Paraná, a fotografia é diferente: quando os nomes não são apresentados previamente, 59,5% dos entrevistados não sabem em quem votariam, Sergio Moro é lembrado por 19,9% e Requião Filho por 7,5%. Na rejeição, o deputado do PDT lidera com 36,3%, à frente do senador do PL, com 23,8%.
A cobertura de centro foi a que detalhou a metodologia e os dois cenários paulistas, além de registrar a comparação com julho usando o verbo oscilar, sem afirmar tendência. Veículos de direita enfatizaram a trajetória de alta do governador paulista, resumida no intertítulo de que Tarcísio sobe e Haddad cai, e trataram os 50% como o percentual mínimo para uma reeleição já no primeiro turno, sem informar margem de erro, tamanho de amostra ou período de campo. Nenhum veículo de esquerda havia publicado sobre os levantamentos até o fechamento desta análise. A leitura mais provável desse campo partiria de uma objeção estatística: os 50% ficam exatamente na fronteira do primeiro turno, e tanto essa marca quanto a variação de 1,5 ponto em relação a julho cabem dentro da margem de erro de 2,4 pontos, de modo que o desfecho descrito como certo é, na verdade, indefinido. Somem-se os 7,5% que dizem não votar em ninguém e os 4,8% que não opinaram em São Paulo.
O ponto de divergência real, portanto, não está nos percentuais, e sim no que eles autorizam concluir. Uma parte da cobertura apresenta a pesquisa como fotografia com incerteza declarada; outra a apresenta como confirmação de um resultado em formação.
O que ainda não se sabe é relevante. Nenhuma das reportagens informa quem contratou a pesquisa de São Paulo, ao contrário da paranaense, cujo financiamento pelo próprio instituto está declarado. Não há dados de rejeição para os candidatos paulistas, nem cenário de segundo turno no Paraná, onde Sergio Moro ainda não alcançou os 50% necessários para decidir a disputa de imediato. Também não há reação das campanhas envolvidas nem série histórica do instituto para o estado do Paraná, o que impede avaliar se o quadro paranaense está se movendo ou permanece estável desde as rodadas anteriores.
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Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quarta-feira, 19, indica que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 50% das intenções de voto no primeiro turno, percentual mínimo para que ele seja reeleito. Seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), tem 33,8% dos votos. No levantamento anterior, o candidato do Republicanos tinha 48,5% das intenções de...
