Kennedy Center fecha após juiz federal proibir nome de Trump na fachada
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O Kennedy Center, em Washington, trancou as portas na terça-feira depois que o conselho administrativo, presidido por Donald Trump, votou pelo fechamento alegando segurança e reformas. A votação veio horas após o juiz federal Christopher Cooper decidir que o nome de Trump não pode voltar à fachada sem aprovação do Congresso. O fechamento, porém, esbarra em ordem judicial que manda manter o prédio aberto enquanto tramita a ação da deputada democrata Joyce Beatty.
Pelo prisma da gestão e da responsabilidade sobre o patrimônio, Trump sustenta que o Kennedy Center está em péssimas condições e que seu governo deveria ser reconhecido por assumir o custo de consertá-lo. O conselho votou quase por unanimidade pelo fechamento por segurança, e o centro afirmou que a decisão prioriza a segurança. O Departamento de Justiça pretende recorrer da ordem que obriga o prédio a seguir aberto.
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Toda a cobertura registra que o conselho do Kennedy Center votou pelo fechamento horas depois de o juiz Christopher Cooper proibir o nome de Trump na fachada sem aprovação do Congresso, e que Trump condicionou as reformas a poder rebatizar o centro.
O Kennedy Center, em Washington, fechou as portas depois que o juiz federal Christopher Cooper proibiu o nome de Donald Trump na fachada sem aprovação do Congresso. Trump condicionou as reformas ao novo nome, e a deputada Joyce Beatty acusa o governo de descumprir a ordem que manda manter o centro aberto.
O Kennedy Center, principal centro cultural de Washington, fechou as portas ao público na terça-feira, 15 de setembro. O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, horas depois de o juiz federal Christopher Cooper decidir que o nome de Trump não pode voltar à fachada do edifício.
Segundo Trump, o conselho administrativo da instituição, que ele preside desde o começo de 2024, votou quase por unanimidade pelo fechamento imediato, por motivos de segurança e para iniciar reformas de emergência. O presidente afirmou que as obras, que chamou de muito amplas e complexas, só começarão se a Justiça permitir rebatizar o local com o seu nome. O próprio Kennedy Center disse, em comunicado, que a decisão do conselho reflete bom discernimento e prioridade à segurança.
A decisão de Cooper foi direta: o conselho não pode instalar memoriais para Trump, nem para ninguém, sem aprovação do Congresso. O juiz já havia anulado a mudança de nome para Trump-Kennedy Center, aprovada pelo conselho no ano passado, e mandado retirar o nome da fachada, o que ocorreu em junho. No mês passado, o conselho avançou com um plano de letreiro dizendo que o prédio foi renovado e restaurado por Trump. Para o juiz, esse plano violava a ordem anterior.
As portas foram trancadas às 18h de terça-feira, e grades passaram a bloquear as entradas. O fechamento, no entanto, esbarra em outra ordem judicial, que manda manter o edifício aberto enquanto tramita a ação movida pela deputada democrata Joyce Beatty. Na quarta-feira, depois que um integrante da equipe jurídica da deputada foi barrado na entrada, Cooper ordenou que o governo explicasse a situação do prédio até quinta-feira. O Departamento de Justiça informou que pretende recorrer até sexta-feira da decisão que obriga o centro a permanecer aberto. Trump, por sua vez, disse que o prédio está em condições perigosas e pode acabar demolido.
A cobertura de centro concentrou quase todo o material sobre o caso. Parte dela se limitou ao anúncio de Trump e à decisão judicial. Outra parte foi ao local, ouviu a defesa de Beatty e registrou a ameaça de demolição e o argumento do presidente de que seu governo merece reconhecimento por assumir o custo da recuperação. O único veículo de direita que tratou do assunto reproduziu um texto factual de agência, sem enquadramento próprio. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu o caso, e por isso não há leitura desse campo para comparar.
Ainda não se sabe se o fechamento será considerado descumprimento da ordem judicial, nem qual será a resposta do governo ao juiz. Também não foram detalhados os problemas de segurança que justificariam a interdição, e segue indefinido se o anexo cultural do centro, que continua funcionando, também será fechado.
Um dia após votação do conselho para encerrar atividades, luzes do Kennedy Center foram apagadas e entradas bloqueadas ao público

Presidente afirmou que as reformas necessárias no local só serão permitidas se o lugar passar a se chamar Trump-Kennedy Center

Juiz já havia ordenado anteriormente que nome do presidente americano fosse retirado da fachada do centro cultural e anulou decisão do conselho, de 2025, de renomear instituição
