Trump vê provável papel do Irã em ataque a piloto da FlyDubai e promete retaliar
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O copiloto de um Boeing 737 da FlyDubai que ia de Dubai a Tel Aviv esfaqueou o comandante na cabine em 30 de setembro. Passageiros e tripulantes contiveram o agressor, e o avião, que chegou a perder quase 4.500 metros de altitude em menos de 30 segundos, pousou em Tabuk, na Arábia Saudita. Os 174 passageiros, 166 deles israelenses, ficaram a salvo. Israel trata o caso como tentativa de atentado terrorista, os Emirados Árabes Unidos abriram investigação e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ser provável o envolvimento do Irã, prometendo retaliação se a responsabilidade for confirmada.
Antes de qualquer conclusão das investigações dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita, Donald Trump já sinalizou que o Irã pode ser alvo de novos ataques por causa do incidente no voo da FlyDubai.
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Toda a cobertura concorda que o copiloto atacou o comandante em pleno voo, que passageiros e tripulantes evitaram a queda do avião com 174 pessoas e que Israel trata o caso como tentativa de atentado terrorista, ainda sob investigação dos Emirados Árabes Unidos.
Um copiloto esfaqueou o comandante em pleno voo da FlyDubai entre Dubai e Tel Aviv, e passageiros evitaram a queda do avião com 174 pessoas. Israel fala em tentativa de atentado terrorista, os Emirados Árabes Unidos abriram investigação e Donald Trump disse ser provável o envolvimento do Irã, prometendo retaliação se a ligação for comprovada.
O copiloto de um Boeing 737 da companhia FlyDubai, que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv, esfaqueou o comandante dentro da cabine em 30 de setembro, em pleno voo. Segundo autoridades israelenses e passageiros, ele tentou derrubar o avião, que levava 174 passageiros, 166 deles israelenses. Um dia depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse considerar provável o envolvimento do Irã e prometeu que o país seria atingido com muita força se a responsabilidade for confirmada.
Os relatos convergem sobre a sequência do ataque. O comandante ferido, o indiano Smit Machchhar, conseguiu destravar a porta da cabine. Passageiros entraram, encontraram o copiloto golpeando o painel e o imobilizaram. Antes disso, o avião perdeu quase 4.500 metros de altitude em menos de 30 segundos. Outro piloto a bordo desviou a aeronave para um pouso de emergência em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita. O agressor foi preso, e o comandante, hospitalizado. Testemunhas dizem que o copiloto seria natural de Omã, mas o nome não foi divulgado.
O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos abriu uma investigação para determinar se o caso tem ligação com atividade terrorista. A Arábia Saudita também apura o episódio e informou que o copiloto foi transferido aos Emirados. Israel conduz uma investigação própria, liderada pelo serviço de inteligência Mossad, e anunciou que passará a verificar a identidade de todos os pilotos que voam para o país. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse inicialmente que era cedo para apontar responsáveis e depois afirmou que o homem havia passado por doutrinação islamista radical. A FlyDubai, companhia estatal, falou em altercação na cabine e pediu que se evitem conclusões antes do fim da apuração.
A cobertura de centro concentrou-se na investigação e no relato dos passageiros, registrando também as versões contraditórias publicadas na imprensa israelense, que chegou a falar em tentativa de suicídio do piloto. Esses veículos lembraram que o caso ocorre semanas antes da eleição israelense de 27 de outubro, em que a segurança pesa na campanha. Um veículo de esquerda reproduziu o despacho de agência que trouxe a fala de Trump, com o reforço militar americano na região, o envio de sistemas antimísseis Patriot à Arábia Saudita e ao Catar e a declaração do presidente de que é possível retomar os bombardeios contra o Irã após as eleições americanas de 3 de novembro. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o caso.
Ainda não se sabe quem é o copiloto, qual foi sua motivação nem se houve participação de algum governo. Trump não apresentou evidências da suposta ligação com o Irã, e o governo iraniano não se manifestou nas reportagens. O resultado das investigações dos Emirados, da Arábia Saudita e de Israel deve definir se o episódio será tratado oficialmente como terrorismo.
Voo da FlyDubai fazia rota entre Dubai e Tel Aviv, mas desviou e pousou na Arábia Saudita. Passageiros e tripulação ajudaram a conter copiloto, que esfaqueou piloto. Israel disse que caso foi uma tentativa de atentado terrorista.

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